O Cinema presta um desserviço para profissão?

Já abordamos algumas vezes neste blog sobre a relevância e o papel do profissional de Relações Públicas.

Levantamos o questionamento sobre o cuidado que deve ser redobrado na era da web 2.0.

E o cinema? Como nossa profissão é abordada na sétima arte?

Geralmente os RPs, nos filmes, são sujeitos que procuram proteger a imagem dos clientes, através de mentiras e trapaças. Ação que, se repetida na vida cotidiana, vai ferir o Código de Ética da profissão:

Art. 2º – Ao Profissional de Relações Públicas é vedado:

d) Disseminar informações falsas ou enganosas ou permitir a difusão de notícias que não possam ser comprovadas por meio de fatos conhecidos e demonstráveis.”

Fiz uma busca na Internet para saber quais os filmes que possuem personagens que são profissionais de Relações Públicas. E citarei alguns:

Mera Coincidência é um filme de 1997 onde o personagem RP inventa uma suposta guerra para abafar um escândalo sexual. O ator é Robert De Niro e o nome do personagem é Conrad Bream.

Os Queridinhos da América, uma comédia romântica de 2001. O nome personagem RP é Lee Phillips, é interpretado por Billy Crystal.

Em 2005 temos o “obrigado por fumar que mostra um profissional em um dilema.

Já Hancock de 2008 é um dos poucos que aborda um profissional de RP verdadeiro, preocupado com a sociedade e o mundo. O Nome do personagem é Ray Embrey e o ator Jason Bateman, ator que interpretou novamente no ano de 2009 um profissional de Relações Públicas no filme “Intrigas de Estado”.

Deixo aqui algumas opções de filme que citam nossa maravilhosa profissão, infelizmente muitos filme mostram uma imagem distorcida, mas continuemos acompanhando o que é produzido no cinema e com essa nova expansão da profissão muito outros filme virão.

E você o que acha? O cinema poderia nos auxiliar ou denegri a nossa imagem? Deixe seu comentário, participe do nosso debate.


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6 pensamentos sobre “O Cinema presta um desserviço para profissão?

  1. Bom, dos filmes que citou vi Hancook e Mera Coincidência, este por sua vez acaba com nossa imagem, mas Hancook ao contrário mostra um pouco melhor uma parte do que podemos fazer, que é promover a imagem de uma pessoa, ou instituição. Acho que falta muito ainda pra um filme mostrar realmente tudo que podemos fazer, porque afinal, somos agentes de relacionamentos, totalmente estratégicos e necessários no mundo corporativo.

  2. Acho que o cinema também auxilia a formar opinião, assim como outros veículos massivos.Uma pessoa que desconhece a nossa profissão e ve um RP agindo anti-éticamente para evitar um escândalo, pode achar que vale tudo na nossa profissão e nós sabemos que a realidade não é bem assim, pois temos um código ético a respeitar.
    Enfim, acho que o cinema pode sim auxiliar na imagem que as pessoas que não são Rps tem dos Rps, seja ela positiva ou negativa.

  3. Temos que lembrar muitos casos em que o personagem central é RP mas isso não é crucial na história. Ou seja: assim como qualquer profissional, é apenas mais um ser humano. Por exemplo, Michael Keaton em “Minha Vida” (My life) e Gwyneth Paltrow em “De Caso com o Acaso” (Sliding doors).

    Aproveitando: por favor, corrija no seu texto o artigo do código de ética. Vc misturou duas partes do código. O item “d)” que vc citou é do artigo 2º (“Ao profissional de Relações Públicas é vedado”), e não do 1º. Leia de novo no post que você vai entender, hehe. Definitivamente disseminar informações falsas NÃO É nosso dever fundamental, hehe.

    Abraço!

  4. De novo, um ótimo assunto pra levantar. Mesmo que exaustivamente já discutido em listas de discusssão, por exemplo, como a Mundo-RP no YahooGrupos por diversas vezes – ai incluindo as ocasiões de citação de RP pelas telenovelas, sempre é bom debater.

    Particularmente, depois de algumas tristezas e indignações a respeito do tema, confesso que me rendi. Afinal, são obras ficcionais, e como tal o roteirista, o diretor e por vezes o ator fazem modificações de tom naquilo que seria a realidade. De outro lado, são obras ficcionais norte-americanas, então pode até ser – e infelizmente – que existam casos de malversação da verdade por profissionais de lá, muito vinculados ao desempenho de intermediar relacionamento com a imprensa especificamente.

    São pontos a considerar.

  5. Queria agradecer a observação feita por Pedro Souza, realmente eu errei na hora de passar para o post.E também a Bruna de paula que me avisou por e-mail.
    Peço desculpas pelo equívoco
    O erro:
    “Art. 1º- São deveres fundamentais do profissional de Relações Públicas:

    d) Disseminar informações falsas ou enganosas ou permitir a difusão de notícias que não possam ser comprovadas por meio de fatos conhecidos e demonstráveis;”

    O certo:
    “Art. 2º – Ao Profissional de Relações Públicas é vedado:

    d) Disseminar informações falsas ou enganosas ou permitir a difusão de notícias que não possam ser comprovadas por meio de fatos conhecidos e demonstráveis;”

    Obrigado pelos comentários

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