De Quem é o Filho?

É muito comum querermos saber a definição das coisas e sobre quem foi idealizou algo. Pessoas buscam significados em todos os lugares, alguns buscam por Deus e outros apenas esperam ser amados. A profissão que se escolhe é o reflexo da alma e também faz parte da busca mística de significados. . Acho que a profissão que escolhemos é parte integrante da nossa missão aqui na Terra esta no pacote de busca de significados.

Sou Relações Públicas e ela faz parte de mim e sou parte dela, é uma das paixões que me move. Mas, filosofias a parte, vou levá-los ao ponto onde quero chegar.

Nada vem do nada. Todo filho quer encontrar seu pai. Se falarmos sobre psicanálise o pai seria Sigmund Freud, se o assunto for filosofia pode batizar no nome de Sócrates. E as Relações Públicas é filha de quem? A função é antiga se analisarmos bem, Jesus Cristo era um ótimo RP ao conduzir com maestria sua “equipe” de Apóstolos. Tinha empatia, sabia trabalhar com a diversidade cultural e com a necessidade dos públicos.

Mas, para muitos, o pai das RPs é o americano Ivy Lee. Jornalista de formação, abandona a função para montar o primeiro escritório de relações públicas do mundo, localizado na cidade de New York, no começo do século passado, mais precisamente em 1906. Lee conquistou este titulo “limpando” a barra de um empresário odiado pela Opinião Pública americana de nome John Davison Rockefeller Nixon, fundador da petrolífera Standard Oil um grande monopólio neste ramo que funcionou até 1911.

O tal pai tinha trânsito livre com a imprensa e isso fez os empresários da época procurá-lo. Este criou uma declaração de princípios para os jornalistas, explicando como funcionaria seu trabalho.

“Este não é um serviço de imprensa secreto. Todo nosso trabalho é feito às claras. Pretendemos fazer a divulgação de noticias. Isto não é agenciamento de anúncios. Se acharem que o nosso assunto ficaria melhor na seção comercial, não o usem. Nosso assunto é exato. Maiores detalhes, sobre qualquer questão, serão dados prontamente. E qualquer jornal diretor de jornal interessado será auxiliado com o maior prazer, na verificação direta de qualquer declaração de fato. Em resumo, nosso plano é divulgar, prontamente, para o bem das empresas e das instituições públicas, como absoluta franqueza, à imprensa e ao público dos Estados Unidos, informações relativas a assuntos de valor e de interesse para o público”.

Cândido Teobaldo de Andrade não gostava muito desta ideia sobre Ivy Lee, mas reconhece a contribuição dada por este a profissão.

“Não se pode dizer que Lee tenha usado nessa ocasião técnicas exatas de RR.PP., mas, de qualquer maneira, conseguiu solucionar a questão e chamou a atenção dos donos de poderosas empresas para o problema, desde que as relações públicas se mostraram eficientes em resolver pontos fundamentais daquelas organizações. Data daí o prenúncio de uma nova era, quando começou a humanização dos negócios. Coube também a Lee a glória de ter colocado relações públicas no âmbito da alta administração”

Continuando meio devaneio pensei. Quem seria a mãe? Já que no livro de Grunig, Maria Aparecida Ferrari e Fábio França – Relações Públicas. Teoria, contexto e relacionamentos, diz que a profissão alcançou nível gerencial e o número de mulheres profissionais é superior ao número de profissionais do sexo masculino nos dias atuais, quebrando até o paradigma dessa nossa sociedade machista.

Alguém poderia me confirmar, relações públicas quem são seus pais? Dia dos Pais é domingo seria importante saber.

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4 pensamentos sobre “De Quem é o Filho?

  1. Muito bom o post. Parabéns! Só uma obervação: Ao contrário do que muitos afirmam, Ivy Lee não era jornalista por formação. Ele era graduado em Economia em Princeton e foi trabalhar como repórter.

  2. No Brasil, o PAI das Relações Públicas foi Eduardo Pinheiro Lobo (nesse post no nosso blog, tem mais detalhes: http://unirp.blogspot.com/2009/12/2-de-dezembro-e-o-dia-do-relacoes.html )! Inclusive, o Dia das Relações Públicas – 02 de dezembro – foi escolhido em virtude da data de nascimento desse profissional!

    Mas, realmente, falta saber quem é a mãe! Alguém saberia trazer essa informação? Não vão esperar até maio, né?! Heheh

    Muito bacana esse post!! Parabéns!!

    Abraço,
    Juliana – uniRP

  3. Excelente a “provocação”. Como estudo Memória Organizacional, um dos tópicos importantes na construção retórica de uma organização está no encontro e na valorização de seus heróis.

    A pergunta então fica: a profissão de relações públicas tem e cultua seus “heróis” inspiradores? Ela precisa ou não precisa deles?

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