Marketing viral, contágio moral?

Comprovadamente o vírus, por ser extremamente mínimo em sua estrutura, é também um micro organismo totalmente insensível aos olhos de quem tenta enxergá-lo. O mesmo atravessa a parede protetora das bactérias e instala-se criando sensações de incômodo. É um parasita.

Na maioria dos casos há drogas medicinais que insinuam cura à doença, já em outros, nem mesmo os remédios conseguem vencê-la.

É interessante o significado dado a certas denominações que damos às ferramentas comunicáveis.

O vírus, propositadamente, caracteriza-se ao viral. Aquilo que chamamos de Marketing Viral, no meio propagandístico, de repente, parece ter muita semelhança com o nome dado à doença.

O marketing viral “acerta” seu alvo, infectando-o e fazendo com que o mesmo repasse a outros, susceptíveis ao contágio, dando origem à uma epidemia.

Essa epidemia não é qualquer; torna-se uma identidade. E então, abre-se espaço à uma marca onde, muitas pessoas – também infectadas – têm conhecimento sobre tal produto ou mensagem transmitida. É um ciclo!

O conceito de viral vai além da publicidade. Afinal, quem nunca recebeu uma corrente via e-mail ou qualquer outro meio digital? Santinhos políticos? Fofocas?

Quem nunca distribuiu xerox de mensagens, sejam elas pessoais ou até sobre trabalhos de escola?

A grande diferença entre o vírus propriamente dito e o viral publicitário, é que enquanto um tem o princípio de contágio físico, o outro tem de contágio moral.

Fora quando o viral, em meios publicitários, realmente consegue exercer sua dominância na #bocadopovo e, consequentemente, consegue até confundir a mente das pessoas (fisicamente).

Quantas “modinhas” já não foram disseminadas mundo a fora? Se jogar nos trilhos do metrô, ou ferir-se com gilete, desafios com o próprio corpo humano, e afins já foram modinhas, sabia?

A mídia é obrigada a esconder fatos, mas as estatísticas não mentem, são diversos os casos de pessoas se jogando no metrô, por exemplo, porém, exatamente pelo fato de correr o risco de “virar moda”, tais atos não podem ser levados a público.

O caso Nardoni é outro fato. Foi constatado que houve, naquela época, muitos suicídios/homicídios através de janelas de prédios. Entretanto em quantos canais ou jornais populares você viu essa notícia?

O viral ataca o ponto X de onde precisa, a cultura, por exemplo, vide o recente boca-a-boca do caso #calabocaGalvão no Twitter!

Tudo isso, que torna repercussão, é um viral!

E nós, agentes da comunicação, temos uma arma, totalmente lícita, em mãos. E muitos meios pelo qual podemos transparecer tal “vírus” é totalmente viável em relação a custos.

Subir um vídeo no Youtube e fazer com que ele seja visto por milhões de pessoas, às vezes, te faz gastar um cenário, roupas e… boas ideias!

Já assistiu aos vídeos do Felipe Neto? Só para norteá-lo do quão visto fora os vídeos dele, o cara permaneceu entre os primeiros nos Trending Topics por várias semanas.

E aí está mais uma vantagem do viral, o Felipe Neto não só promoveu sua imagem, como também ajudou, indiretamente, o Fiuk (clique aqui para assistir ao vídeo) a permanecer na mídia. Afinal, falem bem ou falem mal, mas falem do Fiuk. (haha)

Diversos exemplos de marketing viral poderiam ser pautados agora neste post, porém, o blog como ótimo veículo viral, não pode ser cansativo, né? #ficaadica

Mas alguns são realmente interessantes, lembram-se da ‘absoluta ’Stefany? Lembram-se, também, do quanto a Wolksvagen ganhou neste mesmo período com as vendas do Cross Fox? (clique aqui para assistir ao vídeo)

E a Adidas e seu vínculo com o tão acessado Youtube? Há poucos meses lançou um jogo interativo, no próprio canal, para divulgar um tênis de basketball. O jogo depende de números de acessos para ser desbloqueado, fazendo com que o vídeo seja cada vez mais viralizado pelos internautas. Só “divulgando” que o jogo pode ser ganho!

E qual o custo da Adidas nesse marketing?! Bem menor do que comerciais com astros do futebol, garanto.

São jogadas de mestre. E pensar que o Youtube está no ar apenas há cinco anos…

Aliás, mestre mesmo foi o Google que por incríveis US$ 1,65 bilhão comprou o canal, mas enfim…

Jogadas de mestre à parte, espero que diante mão, tenha ficado bem claro, caro leitor, que viralizar é imprescindível. Embora não possamos NUNCA nos esquecer, da conduta ética. E não falo daquela “ética” que está na conduta de leis federativas, não.

Ética é consciência

 

Abordarei mais posts com o assunto, isso se vocês acharem que vale à pena. Iaí, vale? 😉

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4 pensamentos sobre “Marketing viral, contágio moral?

    • A ideia desse primeiro post é a introdução ao conceito de viral. Mas pode ter certeza que a discussão entre contágio moral e físico, ainda entrará em abordagem
      Obrigada, Marcia!

      • Legal a Marcia dando umas dicas para gente né? Eu vi um pouco sobre isso no circuito 4×1.

        O viral é um virús que quem propaga não quer que encontrem vacina.

  1. A produção da viralização na web tornou-se de oportunidade a negócio. A questão que me incomoda é que a partir do momento em que se virilariza quem não participa está “por fora” do que acontece. Isso significa que o “bom” vídeo passa a ter visualização obrigatória por quem está na web, assim como a participação em #lingerieday ou #calabocagalvao.

    Hoje cedo o @dilmaboyoficial postou uma excelente frase de Oscar Wilde: “A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre”.

    Penso que além da questão de inimigos é importante perceber a quantidade de mediocridade que se estabelece como viral na web.

    Afinal o que nós queremos? O que nos atrai?

    Quero ver novos texto sobre o tema!

    Parabéns!

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