Versátil RP em Relações publicas estratégicas: Técnicas, conceitos e instrumentos – Parte I.

 

No começo de 2008, no primeiro semestre surgiu um debate na sala de aula sobre a quantidade de novos livros escritos sobre relações públicas. Sentíamos falta de novidades, de novos autores.  Pode-se notar que nestes dois últimos anos alguma coisa mudou e este livro, Relações públicas estratégicas, lançado pela Summus Editorial ontem dia 15/03 na Livraria Cultura da Avenida Paulista, confirma tal mudança.

No prefácio a professora Margarida Kunsch já nos remete a esta reflexão quando diz que o Brasil passa por um momento de efervescência criativa e produtiva em literaturas especializada. O livro foi organizado por Luiz Alberto de Farias pesidente da ABRPSP, com muito cuidado e atitude de um mestre artesão como cita Paulo Nassar na Contra capa.

Farias, logo na introdução, aponta para a importância das organizações prestarem mais atenção no feedback ao público do que apenas querer comunicar a qualquer custo, questionando:

Afinal de contas, por qual boca falam as organizações? Por quais ouvidos elas recebem informações para que posicionem de um ou de outro modo? (FARIAS, 2011.p.15)

E acrescenta:

A eloqüência, tão valorizada por muitos – de fato é um diferencial para o exercício de qualquer área profissional – não é a marca de relações públicas, por mais que alguns menos avisados cheguem a acreditar nisso. (FARIAS 2011, p.15)

O livro é dividido em duas partes com 15 capítulos escritos por  autores especialistas nos temas.

Primeira Parte – Cenário de relações públicas.


Capitulo 1 – História das relações públicas: surgimento e consolidação na América do Sul.

Por Backer Ribeiro Fernandes

Este capítulo percorre os fatos históricos que consolidaram a profissão de relações públicas. Dos Estados Unidos ao Brasil. O professor conclui que a profissão surge em um período que a insatisfação da opinião pública sobre os grandes empresários da época. Ou seja, Relações Públicas nasce pela pressão da opinião pública. Pressão dos sindicatos cobravam, faziam greves para responder desmandos de empresários como Vanderbilt que ao ser questionado por jornalistas sobre o interesse público na construção da linha de trem de sua companhia dia que “O público que vá para o diabo”.Como não pode faltar na história das relações públicas, o case Ivy Lee x Rockfeller.

Fernandes exalta o surgimento da profissão pela América do Sul até chegar ao Brasil. Como a professora Maria Aparecida Ferrari diz, o país está muito evoluído nos estudos e aplicações das relações públicas perante aos demais países  latinos. Falar de relações públicas no Brasil é falar de Eduardo Pinheiro Lobo e Departamento de Relações Públicas da Light em São Paulo. Nossa profissão foi regulamentada na época da ditadura militar, no dia 04 de maio de 1972 pelo Decreto Federal nº 68.582, criando o Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas (Conrerp). Acrescenta que a profissão foi parte integrante da democratização do país e que O Brasil se comete o erro de querer aliar o universo acadêmico, mais humanizado com o mercado que possui o viés capitalista .É  a velha máxima que a  teoria difere da prática.

Capítulo 2 – Planejamento e estratégia: bases do trabalho em relações públicas.

Por Luiz Alberto de Farias

Para o professor tudo pode ser feito sem planejamento em qualquer âmbito, mas o resultado pode ser qualquer coisa também, chegando à dependência da sorte. E sorte é tudo aquilo que uma organização não deve se pautar, planejar é preciso e além disso é a base para um profissional de relações públicas para aplicar um plano de comunicação com públicos estratégicos. Para o RP a transição imagem  para uma reputação consolidada, é o que garantirá relações estáveis em longo prazo.

Capitulo 3 – Princípios organizacionais: processo de construção no contexto do discurso organizacional.

Por Júlio César Barbosa

Aqui pode se notar a necessidade de a organização transmitir seus princípios organizacionais aos seus públicos estratégicos. A responsabilidade e a efetividade de se ter uma cultura bem definida na empresa e princípios claros. O capítulo traz detalhadamente a conceituação de missões, visões, valores e filosofias de uma organização.

Capitulo 4 – De públicos para cidadãos: uma reflexão sobre relacionamentos estratégicos.

 Por Maria José da Costa Oliveira

A professora atualiza o leitor sobre as questões sobre públicos, neste capítulo, são contextualizado de Teobaldo a França, distinguindo de massa e multidão. Para Oliveira a visão de emissor e receptor não existe mais, está ultrapassado, pois somos todos interlocutores. A professora,  nos convida a pensar em um quebra de paradigmas nos  quando o assunto são relacionamentos sociais e comunicação.

Capitulo 5 – Identidade, imagem e reputação: empresas sem pertencimento no mundo da interdependência.

Por Flavio Schmidt

Não tem como separar identidade, imagem e reputação as três são complementares e interligadas. É como Schmidt diz: sem identidade não há imagem, e sem imagem não há reputação. O artigo do professor Flavio aborda profundamente a questão destes três aspectos no mundo corporativo e como a web 2.0 e sua revolução digital, modificou os relacionamentos entre públicos. E completa para se construir uma reputação é preciso se atentar ao valor da  interatividade que ferramentas como Twitter agregam , e como isso causou uma mudança na interdependência das organizações.

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