O cerimonial público a partir dos olhos de quem participa.

Como citado no meu post anterior “Um caso pra chamar de meu” – vou compartilhar outra situação que observei nesses dias. Como alguns sabem faço estágio de cerimonial na Secretaria Estadual do Emprego, entre um evento e outro há os menos e os mais formais, com a presença do governador, por exemplo.

Pois bem, a poucos dias aconteceu a cerimônia de encerramento das oficinas Xikelela de 2010 e entrega dos certificados pela prefeitura de Guarulhos. Mania nata que tenho de observar – assim fiz pelo prisma de estudante e estagiária. O mestre de cerimônia estava muito bem vestido, com uma voz grave e credível. A ordem do uso da palavra ocorreu de forma correta, as ausências de autoridades e representação anunciadas, bem como a dos professores que não puderam estar presentes.

Ressalto apenas a composição de mesa, não pela ordem, mas pela quantidade exagerada de pessoas nela. A entrega dos certificados que estava um pouco confusa, talvez um acerto entre o mestre de cerimônia, a organização e os professores, fato que comprometeu a estética, pois houve o registro em vídeo do evento.

Mas, o mais gritante dos detalhes foi na execução do hino nacional. Desde época da escola sabemos que não se bate palmas após o hino nacional, por uma questão de respeito e honra, como descrito na lei 5.700 de 1º de setembro de 1971 sobre os símbolos nacionais, capítulo V:

Art. 30. Nas cerimônias de hasteamento ou arriamento, nas ocasiões em que a Bandeira se apresentar em marcha ou cortejo, assim como durante a execução do Hino Nacional, todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio, o civis do sexo masculino com a cabeça descoberta e os militares em continência, segundo os regulamentos das respectivas corporações. Parágrafo único. É vedada qualquer outra forma de saudação.

Sim, eu sei que é normal as pessoas baterem palmas, mas quando o incentivo parte do cerimonialista fica um pouco estranho, logo de quem mais deveria ter domínio do cerimonial e protocolo. Bom, mas esse detalhe não comprometeu o desenvolvimento do evento, até por ter certa flexibilidade no público presente, todavia fica a observação.

tais_so

 

 

 

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3 pensamentos sobre “O cerimonial público a partir dos olhos de quem participa.

  1. Isso é resultado do momento em que o brasileiro mais escuta o hino nacional: Futebol.

    Alguns colocam a mão no peito, se sentindo parte da nação que tanto cuida deles.
    Papo furado, o povo quer é farra e cachaça!

    Termina a execução, é motivo da festa e aplausos, pois vai logo começar o q interessa.

    Só que partir do povo é uma coisa, partir do cerimonialista é outra…

  2. Taís,

    Parabéns pelo texto!
    Aos poucos vamos nos acostumando a prestar atenção em todos os detalhes de uma cerimônia a que estamos presentes mesmo como convidados.
    Sobre os aplausos no final do Hino Nacional, salvo engano, durante o governo FHC foi acrescentado algo sobre a permissão de bater palmas no encerramento do Hino. Devemos lembrar que a lei 5.700/1971 é do período auge da ditadura militar e que, naquela época, toda manifestação de apreço aos símbolos nacionais eram proibidos.
    Abraços,
    @alexandre_amc

    • Ótima observação professor, alias a constituição de form geral é antiga e precisa se adequar.

      Obrigada pela visita aqui no blog. 😉

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