Cerimônias Funebres Pomposas

Aproveitando o post da colega Taís sobre cerimonial, até para nortear àqueles que acham que cerimônias são apenas festas, momentos alegres como a histórica posse da Dilma, administrado por Juliana Maria Guaracy Rebelo, Diretora da Secretaria de Relações Públicas do Senado Federal, e sua competente equipe.

Como sabemos a vida é um ciclo, repletos de eventos até o dia derradeiro. O nascimento é um grande evento, o evento de uma nova vida. Mas quando morremos o luto, velório e enterro fazem parte do protocolo social. Formalmente, quando a morte é de alguma personalidade pública, o nome dado é o de exéquias, ou seja, cerimônias fúnebres pomposas. Muito usado no cerimonial público.

Estagiando na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo eu presenciei as exéquias do ex Senador Romeu Tuma. O local geralmente usado para tais fins é o espaço do Hall Monumental. Outras pessoas públicas foram veladas na Casa do Povo Paulistano, sendo eles: Golias, Clodovil e um que meu professor Paulo Regis trabalhou, em 1994 do piloto Ayrton Senna.

O cerimonial de exéquias obedece tanto o Decreto Federal Nº  70.274 e a Lei Federal Nº 5.700, que auxilia todos os processos do evento e seus envolvidos. Coisas  como se deve hastear a bandeira nacional, quantos dias de luto deve-se respeitar , entre outros.

Quando José Alencar morreu e o presidente em exercício decretou luto oficial de 07 dias, pesquisei sobre exéquias e percebir um certo desrespeito com leis e decretos e um dos textos que me interessou foi do professor Fredolino Antonio David , sobre luto oficial, explica que não existe uma lei espeficica que atenda todas as demandas quando se é decretado luto oficial, e que muita desatenção acontece neste período, mas ele indica que:

“Decorrência de Luto Oficial – A Bandeira Nacional fica a meio-mastro ou meia-adriça. Nesse caso, no hasteamento ou arriamento, deve ser levada inicialmente até o tope. Em desfile ou marcha, ata-se um laço de crepe na ponta da lança.”

Na ALESP o luto foi respeitado, mas no caminho à faculdade pude ver muitas instituições que lecionam o curso de Relações Públicas que nem se atentaram ao fato, em uma eu tive intervir, e sinalizar o fato e qual ação tomar.

É isso, nascer e morrer são eventos que todos passamos ou passaremos.

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Um pensamento sobre “Cerimônias Funebres Pomposas

  1. Sim,

    O cerimonial faz parte da vida e da morte. É uma questão de respeito pelo próximo, em muitos casos infelizmente não é uma comemoração. Sobre o hasteamento da bandeira, aprendi que ela deve ficar acima das cabeças daqueles que compõem um palco, e nenhum jazido de flores deve atrapalhar a sua visualidade.

    Abraços.

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