No ring: Cliente x Agência

Não é de hoje que há uma briga pacífica ou não entre as agências e seus clientes quando o assunto são os resultados nas redes sociais. O que o cliente quer? Números. O que a agência tem a oferecer? Planejamento, Conteúdos, Estratégias, enfim, a inteligência que faz tudo isso funcionar e gerar o tão sonhado relacionamento com o público. Hoje as empresas começaram a perceber o valor da palavra “engajamento”, mas ainda temos um grande caminho para que os diretores parem de pensar em números diretos.

Mas por que eu não posso prometer números? 1: nós, profissionais da comunicação, temos o objetivo de engajar pessoas e posicionar a marca de acordo com sua identidade, princípios e valores. Tudo isso vem antes do número de seguidores e fãs. 2: os números são metas e não dependem de nós. Existem diversos fatores instáveis que influenciam no número de curtidores de uma fan page e seguidores no twitter.

Outra palavra que os atendimentos estremecem só de ouvir: viral. Se essa palavra for o final da frase “eu quero um…” é motivo de pânico. Não existe um viral planejado. Claro, existem campanhas que são pensadas para viralizar, mas isso não garante que será, de fato, um viral, pois isso depende exclusivamente do público. Em resumo, existem virais pensados como semivirais, como virais e como sortudos, e vários exemplos: Eduardo e Monica, Cala Boca Galvão, Poneis Malditos, Facebook compra Instagram.

Outra moda que pegou nas empresas: concursos culturais. Concurso cultural de lançamento das redes sociais, de novos produtos, de entrada do verão, da primavera, do outono, do inverno, de dia das mães, dia das avós, dia dos trabalhadores de uniformes azuis. Enfim, concursos culturais. O cliente observa que com essas ações os números sobem muito e em pouco tempo. Vamos refletir… eu quero realmente esse público que só se interessa por brindes?

A ideia de um concurso é movimentar, chamar a atenção do seu público, não transformá-lo em dependente disso. Com o tempo, o engajamento dos fãs será menor e eles deixarão a página da empresa. O que é favorável à marca é utilizar uma estratégia concreta e sustentar o relacionamento, e aí entra novamente a história dos conteúdos, planejamento e etc.

Para finalizar, eu juro a ideia do post não é julgar ou condenar as ações citadas. Pelo contrário. Todas as ações de redes sociais são bem-vindas, desde que pensadas em um plano maior, alinhadas ao planejamento estratégico, valores e objetivos da empresa. Quando a agência apresenta seu plano, ela não deve afirmar que tal ação resultará em x% a mais de fãs e seguidores, isso não tem como prever, mas sim, que aumentará o número de fãs interessados no tema, e que começarão a receber informações, pois o que importa é o conteúdo, o engajamento e o relacionamento que a marca mantém com seus públicos de interesse.

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10 pensamentos sobre “No ring: Cliente x Agência

  1. Engajamento é uma palavra tão importante para mim. Eu vejo com bons olhos essa tendência. Engajar pessoas e não persuadir e empurrar coisas a elas.

    Engajamento remete a liberdade de escolha, de lealdade.

    Valeu Alan, muito legal o post. Estou muito feliz co ma equipe Versátil 2012. Ninguém fura dia de publicação, as pessoas sofrem uma cobrança interna, não precisa ninguém ficar pedindo para escrever.

    Estou muito feliz.

  2. Opa Diego. E é assim que funciona uma equipe! Vamos que vamos, sempre com o nosso objetivo bem claro.
    Engajamento é a palavra da década, na minha opinião!

  3. Se os clientes entendessem seria uma vida muito mais feliz, mas o que ocorre hoje em dia é a ilusão de que tudo que é social é fácil de se implantar e gera rios de dinheiro e engajamento instantâneo…

    Ótimo texto como sempre Alan 😉

  4. É, conteúdo é a have do engajamento. E complexo, né… pq não pode ser extenso, se não ninguém lê, não pode ser complexo, tem que ser atrativo, dinâmico, contextualizado, não pode ser tão bobo (dependendo da marca/objetivo)… enfim! Nesse contexto de velocidade, hedonismo… o momento certo e o conteúdo certo são ouros!! 😉

  5. Desde os tempos em que não havia internet, planejamento é e sempre foi a receita do sucesso em comunicação, certo? Por que não seria a mesma coisa com as mídias sociais? Ótimo texto! Abs, @carolterra.

    • Carol, é bem isso, né? Temos que colocar isso na cabeça de alguns clientes. Obrigado pelo comentário! =)

    • Eu tinha apenas um “ídolo” na profissão e é conhecido como Fábio França. Começo a ter uma segunda e essa é show de humildade e inteligência. Carol Terra obrigado.

  6. Pingback: Retrospectiva Versátil RP – 2012 « Versátil RP

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