Bora brincar de agência de Relações Públicas?

Segundo o site CareerCast, Relações Públicas é a segunda profissão mais estressante, e se fosse considerar somente o trabalho das equipes em agências, o resultado poderia ser ainda mais assustador. Nestes anos atuando como RP, vi muitos colegas pararem no hospital, desenvolverem síndrome do pânico, depressão, e até derrames e infartos, tudo por causa do stress.

O grande problema é que a maioria das pessoas passa a primeira metade da vida dando tudo que tem de saúde para ganhar algum dinheiro e a segunda metade dando tudo que tem de dinheiro para ganhar alguma saúde. Faz sentido?

O profissional de RP vive correndo, está sempre atarefado, com milhões de coisas para fazer, e tudo sempre é urgente, ainda mais quando se trabalha em uma agência. Mas para onde estamos indo sempre correndo?

Não quero entrar em questões espirituais aqui, mas acho que isso é um reflexo sobre vivermos uma vida muito voltada para a matéria hoje, onde o ter se tornou muito mais importante do que o ser, mas apesar de tudo isso, acho que é possível sobreviver, e principalmente alcançar o tão sonhado sucesso sem abrir mão do que realmente importa.

Acredito que nascemos para sermos plenos, inclusive profissionalmente, e o trabalho tem que ser uma das fontes desta plenitude, e depois de muita terapia estou aprendendo (confesso que não é nada fácil, mas estou chegando lá) a balancear minha carreira e minha vida pessoal, e quero compartilhar algumas dicas que aprendi depois de muitas cabeçadas.

Não existe urgência: Eu vivia correndo, tudo era urgente, para ontem, até que um dia ouvi a seguinte frase “Se a tarefa é urgente não soubemos nos organizar para executá-la no tempo adequado”. Normalmente, as atividades que são urgentes ou nós não demos a devida importância quando foram idealizadas ou quem nos pediu não deu. No geral gostamos de ter coisas urgentes para resolver, estar sob pressão, nos faz sentir executivo, “o cara”, mas o preço disto muitas vezes é a nossa saúde e vida pessoal. A meu ver não vale nada a pena, por isso, o segredo é descobrir quem está dando pouca atenção a uma tarefa até ela se tornar urgente (Você? O cliente? Seu gerente? Seu diretor?) e alterar o processo.

Qualidade sempre depõe melhor que a quantidade: Com essa nossa sede de chegar ao topo, de conquistar o mundo, queremos sempre ser os funcionários do ano, mostrar que podemos ir um passo além e muitos de nós acabam mostrando isso assumindo muitas responsabilidades, o que acho ótimo, desde que o feijão com arroz esteja bem feito. Se você fizer muito bem as suas atividades e ainda tiver como absorver outras sem comprometer a qualidade de nenhuma delas, vá em frente, se não, foque em fazer o melhor feijão com arroz do mundo, isso te trará muito mais credibilidade.

Sucesso nunca é barato, mas também não custa uma vida: Creio friamente que o sucesso é resultado de trabalho duro e paixão pelo o que faz e que ele sempre chega a quem se dedica, mas lembre-se o profissional é uma das áreas da sua vida, se seu sucesso tá custando amor, amigos, família, algo está muito errado, possivelmente você ainda está pecando na urgência.

Pratique exercícios: Após um dia intenso, com cliente pedindo um monte de coisa, gerente cobrando resultados, milhões de ligações de jornalistas, fornecedores, o trânsito que sempre está ali para testar a minha paciência, a melhor coisa que faço é me internar na academia. Não importa se você prefere uma atividade aeróbica ou mais voltada para hipertrofia, encontre uma atividade que te motive e use como válvula de escape, como a sua arma secreta para retornar aos eixos.

Tenho várias dicas que aprendi na reabilitação de uma vida estressante e espero com o tempo poder compartilhar mais algumas aqui. Mas lembre-se que ser Relações Públicas é incrivelmente prazeroso e que stress e prazer não combinam. Até a próxima! =)

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10 pensamentos sobre “Bora brincar de agência de Relações Públicas?

  1. Apesar de seu ser um jornalista….tenho que concordar com vários pontos deste artigo! E com certeza, apesar de a rotina de trabalho ser realmente desgastante, é prazeroso demais ver uma estratégia criada bem emplacada!

  2. Estava pensando nisso hoje mesmo, na correria, nos objetivos, na saúde mental e física! Como um amigo bem lembrou outro dia: tudo é uma questão de equilíbrio! Ótimo texto Marcelo, é sempre bom tê-lo por aqui! 🙂

    • Quase todo trabalho nos dias atuais causam danos a saúde mental. Mas o culpado não é o trabalho e sim nossas cobranças internas que quase sempre são irreais.

  3. Muito obrigado Marcelo como já falei no grupo de relações Públicas. Muito legal sua atitude em nos conceder essa honra de tê-lo por aqui.

    • Muito obrigado equipe do Versátil pelo convite. Espero ter contribuído! Eu realmente acho que se estamos ficando doente, algo que está muito errado, por isso, sempre digo para todos que trabalham cmg para lembrarem de se divertir, pois é o mais importante. Um forte abraço =)

  4. À galera do Versátil, parabéns (sempre com posts sensacionais) e ao Marcelo, obrigada (belas dicas) 😀 se agora não estou assim tão “surtante” na reta final devo às pessoas q me cercam (mamis, meirmão, ozamigo, o namoladu, as brejinhas… rs..) ano passado priorizei coisas e esqueci de alguma relações (com as pessoas e até comigo mesma) o resultado foi q meu padrinho se foi sem que eu conseguisse dar as boas noticias “sumi, mas to vencendo etapas”. Isso ainda dói, mas sei que desistir não é opção. Deixo aqui além das dicas do post, mais esse comentário. Sorte e sucesso a todos daqui ^_^

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