E quando o online e off-line se integram…

Que tal falarmos sobre uma rede social que não é só online? Pois é, um site que o virtual é uma forma de aproximação, mas o verdadeiro relacionamento se dá no off-line, em postagens via correio. É uma rede social para os amantes da velha e boa correspondência.

Quem nunca ouviu os pais dizerem: “menino, vai ler. O livro te leva para viajar o mundo todo”. Pois bem, e que tal você adaptar isso num cenário bem atual: “Globalização, redes sociais e comunicação multilateral”? Tem muitas pessoas que veem fotos e mais fotos de lugares que querem conhecer, que sonham, algumas bem famosas como a Torre Eifel, Estátua da Liberdade e o Cristo Redentor. Outras não tão, como Bruges, na Belgica, considerada a verdadeira Terra dos Contos de Fadas.

Uma rede social de troca de culturas, experiências e imagens bonitas por meio de postais. Pois é, isso é possível, acredita? No Postcrossing você troca postais dos lugares que mora e visita com pessoas do mundo todo, falando sobre sua viagem, sua experiência, das diferenças culturais entre os povos. É ou não uma forma de viajar sem sair de casa?

Conversando com a minha caríssima Clarissa Viana, jornalista e viajante do mundo, ela me escreveu sua experiência, é bem bacana:

“Imagine a seguinte cena: você chega em casa, recolhe a correspondência e entre contas, malas diretas de propaganda e extratos bancários lá está ele, o cartão postal.

E não um postal daquela tia distante que vive viajando, nem do primo do seu vizinho que prometeu mandar uma lembrança da viagem ao Uzbequistão. Simplesmente, um postal de uma pessoa que você nunca viu na vida. Sim, isso é verdade. E acontece comigo, em épocas felizes, a cada quinze dias.

Tudo porque fui apresentada, por outro amante da boa e velha correspondência física, a um site de troca de cartões postais, oPostcrossing. Ao se cadastrar no sistema, você tem direito a enviar cartões para cinco endereços, escolhidos de maneira aleatória – o que significa que você pode tanto escrever para alguém na Rússia quanto o seu amigo em outra cidade que você nem sabia estar cadastrado no site. E no postal, deve escrever também o código, que será registrado pelo destinatário do postal quando ele chegar a seu destino.

A partir daí, começa o ciclo de enviar e receber postais: sempre que um postal seu for registrado no site, seu endereço é liberado no sistema para que uma pessoa aleatória – das Ilhas Maurício ou da Alemanha – lhe envie um postal.

E, na minha opinião, é aí que está a graça da coisa: você recebe postais dos mais variados lugares, escritos pelas mais diferentes pessoas, e sobre os assuntos mais improváveis.

No momento do cadastro inicial, você escreve um pequeno texto sobre si mesmo, suas preferências no que diz respeito a cartões postais (sempre gostei mais das paisagens, mas já recebi outras pérolas que me deixaram imensamente feliz), seleciona as línguas que fala (quanto mais idiomas conhecer, maiores são suas chances de receber postais de lugares “exóticos”), e se deseja enviar e receber postais de seu próprio país – o que eu mesma nunca fiz.

Estou cadastrada no site há exatos 648 dias, já recebi 68 postais pelo sistema, enviei 64 e tenho mais 8 “a caminho”, o período em que você já recebeu o código e o endereço, mas o postal ainda não chegou ao destino.

Postais recebidos pela jornalista Clarissa Viana

Mas também existe a possibilidade de fazer trocas diretas com outros usuários do site – desde que eles tenham declarado interesse nisso – e essas trocas geralmente resultam em belos postais dos destinos desejados. Acho que desde que me cadastrei no site tento trocar postais com alguém do Camboja, um dos meus sonhos de viagem. Pena que dos poucos usuários cambojanos, ninguém quer fazer trocas diretas.

Ao todo, contabilizei em março, 74 postais recebidos pelo Postcrossing, incluindo postais das Ilhas Mauricio, China, África do Sul, Austrália e Rússia, muitos postais russos. Recentemente, uma boa alma viu no meu perfil que gosto da Turma do Charlie Brown, e fez a gentileza de me enviar um postal do Snoopy. Mesmo chegando em casa a meia noite, cansada e com sono, fiquei tão feliz que me dei ao trabalho de registrar o postal naquele momento, e enviar uma mensagem agradecendo o postal.

É por essas e outras que tenho todo o trabalho de procurar postais bonitos – as super bancas na Avenida Paulista têm alguns fantásticos – escrever carinhosamente cada um deles e encarar a fila do correio. Você nunca sabe quando o seu postal será a alegria do dia de alguém.”

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3 pensamentos sobre “E quando o online e off-line se integram…

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