Competência não tem gênero

Vivemos – e acho muito importante, tempos em que os gêneros, masculino ou feminino, não são fatores preponderantes a um determinado mercado de trabalho. Pode ser o automobilístico, futebol, engenharia, cabeleireiro, cosméticos, moda e afins, o gênero não dita mais o quanto uma pessoa vai ser competente nestas áreas. Tenho uma prima que será uma bela engenheira e um amigo que é um excelente cabeleireiro.

No próprio curso de relações públicas cansei de escutar que esta era uma profissão de mulheres. Ledo erro: existem sim mais mulheres, como vemos logo no início do livro “Como sobreviver em contextos Vulneráveis: As Relações Públicas como Estratégia de Relacionamentos”, em que a professora Maria Aparecida Ferrari relata que o número de mulheres nas universidades, em cursos da área de comunicação, é muito superior ao de homens. Ser maioria não significa ser exclusivo.

Recentemente participei de um processo que possibilitará a colaboração em uma agência de comunicação desenvolvendo ações que envolvem produtos estéticos. Para ser bem sincero, não é minha praia. Mas é claro que não vou me limitar ao meu universo ou à questão de gênero. Ser homem não me atrapalhará em estudar e pesquisar o universo feminino e seus comportamentos.

Hoje, além das infinidades de conteúdos na rede mundial de computadores, é de extrema importância possuir também um network que venha a filtrar informações de forma quase que imediata. A internet apresenta uma vasta quantidade de conteúdo, mas não nos direciona sozinhos. Para tanto, é bacana contar com a ajuda de seus usuários.

Em uma rápida pesquisa no Facebook e no Twitter, solicitei para as mulheres da minha “timeline”, se poderiam indicar sites e blogs que abordam o assunto. O resultado foi perfeito.

Lívia Santos colabora nos blogs “Relações” e “SuasLindas”, este último com enfoque no conteúdo do mundo fashion,, mandou-me uma lista de perfis no Twitter, a qual poderia seguir para auxiliar em meus estudos, sendo eles: @petiscos, @BlogueiraShame , @GlamourBR, @PlanoFeminino, entre outros, e como ela mesmo diz ao fim do e-mail enviado com a lista, “claro que também indico o @SuasLindas”. Também me aconselhou a seguir marcas e revistas.

Outras amigas indicaram uma lista enorme de sites e blogs (inteligência coletiva na prática) que estão nos meus favoritos. Para exemplificar meu ponto de vista sobre gêneros, mostrarei como é fácil estudar sobre uma determinada marca, no caso falarei sobre a francesa fundada em 1976, a  L’Occitane.

Em sua história, podemos perceber que o interesse pelo “belo” não é algo apenas feminino … A marca não tem como público-alvo somente as mulheres. Vejamos seu texto institucional:

 

A L’OCCITANE é uma marca única, focada no bem-estar dos homens e das mulheres. Procura criar uma harmonia entre o prazer dos sentidos e o equilíbrio interior. Os produtos variam, desde os cuidados pessoais até às fragrâncias para casa. São todos manufaturados de forma tradicional, usando os ingredientes naturais mais finos oriundos, principalmente, da Provence.

 A marca possui uma linha de 20 tipos de produtos variando de fragrâncias a cremes de barbear. Com a aproximação do dia das mães (13/05), a marca já trabalha com o conceito de valorização da mulher mais importante em nossas vidas. A campanha utiliza o slogan: “Mãe, você merece ser tratada como uma princesa!”. Eu, sinceramente, concordo.

Pretendo, com este texto, deixar a mensagem para a nossa profissão de relações-públicas, que muitos até adotam como mascote o ornitorrinco – um mamífero que nasce de um ovo, tem um bico, e que é versátil e adaptável – que devemos fazer o mesmo.

Não é o gênero que vai definir se tal pessoa é competente para tal serviço, e sim aquele “brilho” no olhar, aquela “gana”, o comprometimento em “vestir a camisa” da empresa. Colaborar de coração.

Sendo assim, uma mulher pode falar sobre engenharia mecânica e um homem sobre o mundo fashion – ambos com toda propriedade do mundo, mesmo que estes assuntos não sejam de seu interesse, visando o trabalho em equipe e a qualidade naqueles assuntos a serem desenvolvidos. Afinal como o próprio título do post diz a competência não é definido pelo gênero da pessoa. Podemos ir bem além, o que define uma pessoa não é nada externo e sim seu caráter, definição que serve tanto para vida profissional como pessoal.

Anúncios

2 pensamentos sobre “Competência não tem gênero

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s