A infelicidade pode não ser apenas seu problema

Acompanho a jornada de alguns colegas por um emprego melhor, tal processo do qual faço parte. Alguns definem trabalho como algo cansativo, enfadonho e emprego com atividade que além de pagar um salário o faz feliz. O certo é que nem sempre a culpa de não estarmos empregados ou naquilo que chamo de subemprego. A minha definição de subemprego é quando você tem a sensação que naquele serviço você ou qualquer macaco treinado faria a mesma coisa e muitas vezes são os gestores que nos deixam sentir assim.

O problema do desemprego ou de está trabalhando infeliz tem muito da nossa culpa de parar no tempo se acomodar só que podemos dividir esse problema com as empresas e sua cultura organizacional.

No site administradores encontrei uma definição que vai ao encontro do meu post:

Cultura organizacional é um sistema de valores compartilhados pelos seus membros, em todos os níveis, que diferencia uma organização das demais. Quanto mais você entender a cultura da sua empresa, maior a chance de sobrevivência no mercado.

E a matéria continua afirmando que qualquer empresa produz uma cultura organizacional e estas possuem personalidades sendo: rígidas ou flexíveis, apoiadoras ou hostis, inovadoras ou conservadoras, de cultura fraca ou cultura forte. Pode-se analisar que sim, as empresas têm uma parcela de culpa por sua infelicidade no emprego, como já dizia um professor que quando somos despedidos nem sempre é por causa de nossa incompetência e sim por não nos encaixarmos com cultura da empresa.

Por exemplo, se você é uma pessoa que prefere algo mais convencional, conservador não conseguiria muito sucesso na Apple que pesquisa da Boston Consulting Group possui uma cultura organizacional mais inovadora. Já pessoas que vivem com o cérebro a mil, galera da geração Y terá bastante sucesso. Se avaliarmos o Grupo Pão de Açúcar do Abílio Diniz, segundo reportagem do site RH, trata os quase  60 mil funcionários de “time dos sonhos” e aposta na humanização destes. Se relacionarmos com a definição acima sobre cultura organizacional, o Grupo do Diniz teria uma personalidade apoiadora.

Eu tive esse insight recentemente por entrar em empresas que nem nos apresentam aos outros departamentos. Nesses anos de trabalho só uma me deu um manual de comportamento e de cultura organizacional, está certo que era meio mentiroso, mas tinha uma manual. Eu nunca me esquecerei de um estágio que eu fiz na FUNAP (Fundação “Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel”) em 2002 na gerência de contabilidade.

Minhas gestoras eram duas japonesas já idosas e a mais nova era comunicativa e a outra só falava o quando necessário, queria puxar papo com aquela senhora era só falar de cultura nerd como Senhor dos Anéis e Star Wars. Para ser sincero esse estágio mesmo ganhando apenas R$ 200,00 por mês foi o local que fui mais feliz. As empresas precisam entender a gente não quer só dinheiro, a gente quer diversão e respeito. E por outro lado devemos oferecer nosso comprometimento.

Não é o dinheiro apenas que nos move e sim o sentimento de pertencimento tanto que fui infinitamente feliz recebendo uma pequena quantia por mês e ao mesmo tempo conheci muito sobre o ser humano.  A fonte de infelicidade de seu desemprego ou do mau emprego pode não ser só culpa sua. Pense nisso.

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