Realidade x Imagem: A importância do gerenciamento da percepção para a construção da imagem corporativa.

O saldo entre os impactos positivos e negativos é que determinará a imagem de uma marca ou produto.

Desde os primórdios da história, sabe-se da diferença entre a realidade de como as coisas realmente são e a imagem de como elas são percebidas.  Quer uma prova? Quantas vezes você já ouviu aquela velha máxima que vem desde os tempos do Império Romano: “À mulher de César não basta ser correta, ela deve parecer correta”.

Como os antigos romanos já sabiam, de nada adianta ter uma realidade corporativa maravilhosa, se a imagem que a empresa projeta é negativa.

O contrário também não resolve o problema: uma imagem positivamente projetada de uma realidade horrível não se sustenta a longo prazo.  E aqui cabe outro velho ditado: “Você pode enganar a poucos durante algum tempo, mas não a todos durante todo o tempo”.  Na nossa época de globalização e Internet, com a disseminação notícias por meio de sites e blogs, esse período durante o qual os mal intencionados conseguem enganar está cada vez mais curto.

Não há como uma empresa sobreviver, crescer e ser a líder de seu mercado se as pessoas não confiarem nela ou não a acharem melhor do que os seus concorrentes.

Gerenciar nossa percepção, portanto, é uma tarefa altamente estratégica para qualquer empresa, a percepção impacta nos resultados e no lucro. Um consumidor vai sempre optar pelo produto que lhe pareça melhor, e não o que efetivamente seja melhor. E quando tiver uma percepção igual de todos os produtos, vai escolher aquele da marca que lhe parece mais confiável.

Dessa maneira, para uma empresa séria que tenha uma realidade ou uma imagem negativa, restam somente dois caminhos:

  1. Se tem uma realidade ruim, deve imediatamente trabalhar para mudá-la. Deve atacar as causas. O problema principal nesse caso não é de imagem, não importando como ela esteja.
  2. Se tem uma realidade boa e uma imagem ruim, o desafio de melhorá-la é mais fácil. E como fazer isso? Contando sua história. Mostrando os fatos. E é aí que entram os porta-vozes capazes e bem preparados.

Devemos, portanto, lançar o máximo de impactos positivos aos nossos interlocutores. E devemos fazer isso não apenas falando. A fase em que as pessoas se convenciam ao ouvir as histórias das empresas já passou. Agora eles querem também provas do que falamos. Ou seja, devemos mostrar o que fazemos. E fazer o que falamos.

Sendo assim, nossos impactos devem ser obtidos com mensagens claras e objetivas, baseadas em fatos. E com muitos exemplos, de preferência com personagens de carne e osso, para que nossos interlocutores se identifiquem com eles, e se convençam que nossas histórias são reais!

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Texto escrito por Larissa Neri, recém formada em Relações Públicas pela FAPCOM.

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