“Non ducor duco” – “Não sou conduzido, conduzo”. Essa é São Paulo!

SP - brasãoEssa semana tem feriado! O aniversário de 459 anos de São Paulo, de Sampa, da Terra da Garoa, da metrópole cinzenta ou inúmeros nomes que ela tem. Nada melhor que um post sobre o assunto, né? Afinal, é a capital do Estado, é o maior centro financeiro brasileiro, é a cidade mais populosa do Brasil. Mas qual a imagem que você tem de Sampa?

Se perguntar para a minha mãe: “lugar perigoso, me mudei de São Paulo assim que seu pai se aposentou, lembra?”. Ela não está completamente errada, infelizmente. Mas não queremos falar sobre atos irracionais de alguns, policiais e bandidos. Que tal falar sobre a multiculturalidade da cidade? Já pararam para estudar quantos imigrantes e migrantes vieram atrás de melhores oportunidades na cidade? E o que isso causou na identidade cultural da terra paulistana?

Estima-se que mais de 2,3 milhões de pessoas “do estrangeiro” chegaram por aqui desde 1870 e se tornou a maior população de italianos, portugueses, libaneses, espanhóis e japoneses fora de seus países. Se contextualizarmos com o censo de 2011 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que diz que a cidade tem um pouco mais de 11 milhões de habitantes, isso representa cerca de 20,5% de toda a população, sem contar seus descendentes. Isso tem uma consequência na questão cultural daqui. Por exemplo: um dos símbolos de São Paulo: a rua 25 de Março. Você sabia que, na verdade, ela foi criada por árabes? Ou o número de pizzarias. São Paulo é a segunda cidade mais consumidora de pizza no mundo, resultado da crescente chegada de italianos que vieram trabalhar na lavoura e trouxeram essa delícia para cá, ainda bem. Aliás, São Paulo é famosa por sua gastronomia. Estima-se que na cidade existam mais de 50 tipos de culinária.

Foto: Virada Cultural.com

Foto: Virada Cultural.com

A cidade também é considerada um polo cultural brasileiro e é palco de diversos movimentos artísticos. Isso não é mérito apenas dos paulistanos. Há grande influencia de imigrantes e migrantes, como os nordestinos – maior parte dos migrantes em Sampa – que se instalaram por aqui e trouxeram novidades. Atualmente, a cidade conta com diversas opções como a Bienal do Livro, a Virada Cultural, inúmeros shows, teatros, centros culturais, o Centro Cultural São Paulo, os festivais na Liberdade – maior comunidade japonesa fora do Japão -, entre outros. Além da nossa querida vida noturna. Quantas vezes não escutamos, e falamos, que “São Paulo não para”? Aqui sempre se tem o que fazer, sempre!

A literatura foi iniciada com os jesuítas, que compuseram poesias e músicas sobre a região. Destacamos os padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, lembram? Eles são considerados os fundadores da cidade. A literatura paulistana foi enfatizada após a Semana de Arte Moderna de 1922, realizada no Teatro Municipal de São Paulo. Então surgiu Mário de Andrade e Oswald de Andrade, por exemplo.

Foto: Paulo Vitale

Foto: Paulo Vitale

Todo mundo diz que o bom é utilizar aspectos positivos e somá-los ao que se tem. São Paulo é assim. Grande, acolhedora, diferente, cinzenta e soube somar a cultura de cada um para formar a cultura de todos. A Terra da Garoa – ou das tempestades – tem inúmeros problemas de cunho racial, sexual, cultural, religioso, entre outros, mas não a trocamos por nada. Isso porque ela é a nossa São Paulo, como é: multicultural. Se não existe amor em SP ele existe, fica a dúvida, mas os paulistanos (e nossos queridos agregados) gostam dela como é. Parabéns, São Paulo!

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