As Relações Públicas que desejamos!

O que podemos fazer para as Relações Públicas no Brasil se tornar mais reconhecida? Infelizmente, muito deve ser feito, ainda. Hoje há a ausência de incentivos do nosso Conselho em relação início da carreira do profissional de Relações Públicas.

Explico melhor, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), possui uma Comissão denominada Comissão da Advocacia Jovem – CAJ, que promove estímulos à profissão e ao profissional que acabou de entrar no mercado de trabalho. Inúmeros são os incentivos, benefícios e ajudas, tais como escritórios compartilhados, descontos na anuidade do Registro Profissional e ISENÇÃO na constituição de sociedades e escritórios para advogados em início de carreira. Além de promover na prática a troca de experiências entre advogados iniciantes e advogados experientes. (Veja aqui!)

Infelizmente, novamente, no nosso Conselho ainda não vi nada similar. Não há nenhum incentivo ao jovem profissional, o que, acredito eu, contribui veementemente para a não-auto-intitulação do termo “Relações Públicas”. Vejo muitos profissionais em início de carreira que se denominam/abrem seu próprio negócio como “Marketing”. Na minha opinião, um dos motivos para isso, é a falta de políticas do CONFERP/CONRERP’s para estimular o relações-públicas em início de carreira.

Por exemplo, o profissional que se forma hoje e quer abrir sua própria empresa de Relações Públicas ele precisa desembolsar, ALÉM DOS IMPOSTOS DO GOVERNO FEDERAL, ESTADUAL E/OU MUNICIPAL, as seguintes taxas:

1) Taxa de Registro de Pessoa Física:

(Confira aqui)

Registro Definitivo
Anuidade: R$ 330,00 ou proporcional ao mês do registro;
Taxa do Registro Definitivo: R$ 75,00;
Primeira via da Carteira do Profissional: R$ 15,00.

Registro Provisório
Anuidade: R$ 165,00 ou proporcional ao mês do registro;
Taxa do Registro Provisório: R$ 75,00;
Primeira via da Carteira do Profissional: R$ 15,00.

2) Taxa de Registro de Pessoa Jurídica:

(Confira aqui)

Taxas de serviços:
– Inscrição de Pessoa Jurídica – R$ 150,00
– Certificado de Registro – R$ 100,00
– Certificado de Responsabilidade Técnica – R$ 50,00
– Certidões – R$ 7,50

Taxas de Registro:
O valor da anuidade devida pelas pessoas jurídicas que se dediquem à atividade de Relações Públicas será de acordo com o Capital Social, a saber:

a) até R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais): R$ 500,00 (quinhentos reais);
b) acima de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) e até R$ 200.000,00 (duzentos mil reais): R$ 1.000,00 (mil reais);
c) d) e) f) …

Ou seja, o bacharel em Relações Públicas, hoje, que deseja abrir seu próprio negócio, precisa desembolsar, no mínimo, fora os gastos gerais (imóvel, material para escritório e demais despesas) e Impostos Federais/Estaduais/Municipais, o montante de R$ 1.227,50 no primeiro ano e R$ 830 nos demais anos, e não ter nenhum retorno deste dinheiro, pois, se ao menos houvesse outros incentivos/benefícios, se ao menos esse dinheiro “retornasse” de alguma maneira valeria a pena.

E, detalhe, desembolsar esse valor total antes mesmo de ter o 1º. cliente. Por isso, respondendo à pergunta, acho que o que podemos fazer para as Relações Públicas no Brasil se tornar cada vez mais reconhecida, é adotar políticas de incentivo ao jovem profissional. A sugestão é um debate sobre todos os pontos que abordam o assunto e, posteriormente, a criação de uma Comissão especial para implantar uma política nesse sentido.

Investindo no jovem relações-públicas, nós teremos as Relações Públicas que desejamos!

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3 pensamentos sobre “As Relações Públicas que desejamos!

  1. Olá Arnaldo tudo bom?

    Bem vindo à Blogosfera. Tenho certeza que vai se divertir um bocado por aqui. É legal assumir uma responsabilidade dessas e escrever sobre a profissão.

    Adorei o texto, eu penso assim também. Acho que o sistema CONFERP ainda tem muito o que amadurecer, incentivar e divulgar suas ações. Entretanto precisamos entender mais afundo as responsabilidades do conselho, da Abracom, da ABRP, do sindicato e por ai vai. Leva tempo…

    Outra ponto é entendermos e balizarmos a OAB com o sistema CONFERP. Nenhum advogado pode “atuar efetivamente” sem OAB, na nossa profissão, burlamos. Daí entra o principal ponto disso tudo, eles, OAB, conseguem com as anuidades (que podem passar de R$800,00) ter estrutura suficiente para desenvolver tais praticas. Levou tempo, mas eles chegaram lá. Como fazer então para que os RPs se registrem, paguem taxas para dar musculatura ao sistema para que esse possa desenvolver ações efetivas?

    Tem uma série de questionamentos que precisamos responder. Teu ponto é fundamental, mas é uma visão limitada de um aspecto específico. Acho que indica um caminho que o sistema poderia adotar mas, como profissionais de RP, precisamos necessariamente pensar no todo: Como fechar as contas no fim do mês (do sistema), como conciliar a vida profissional e a vida de conselheiro do CONFERP ou CONRERP (pois são voluntários), como contratar funcionários para dar suporte ao grupo…

    A discussão é longa, como pode ver. Acho que o que podemos fazer é, ao inves de só detonar o sistema, enviar sugestões efetivas para lá.

    No começo de carreira eu me registrei no CONRERP 2, logo no primeiro ano de formado, fiz isso para poder “legalmente” ter o direito de reclamar deles, e faço. Pouco ou quase nada muda, mas estou arcando com minha responsabilidade, para poder cobrar a deles.

    Parabéns

    Abraços

    Pedro Prochno
    @prochno
    http://www.blogrelacoes.com.br

    • Olá, Pedro,
      Estou ótimo, e você?
      Muito obrigado pelo desejo de boas-vindas! Espero construir excelentes pontes com a atuação neste blog.

      Bom, que ótimo que você gostou do texto, na época em que o elaborei houve a discussão do assunto em dois fóruns de Relações Públicas no Facebook e entrei em contato com o Guilherme, conselheiro da 3ª. região e ele me explicou como podemos ajudar e contribuir com o Conselho.

      Montei um grupo, então, para elaborarmos uma proposta de Comissão Especial com a Srta. Amanda Doimo e estamos discutindo as principais temáticas, para, então, levarmos ao Conselho e ver no que efetivamente podemos contribuir.

      Agradeço, novamente, sua atenção e a crítica positiva!

      Abraços,

      Arnaldo Assunção
      @arnaldoassuncao

  2. Arnaldo, parabéns pelo texto. Senti falta apenas de além de criticar a atuação do Conselho, conclamar a categoria a ajudar, assim como tenho visto o Pedro fazer. Criticar é importante, mas engajar é mais. Forte abraço e sucesso sempre.

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