“Saímos do Facebook”

“Saímos do Facebook”. Esta era uma das tantas frases presentes nas manifestações que estão acontecendo pelo Brasil, principalmente em São Paulo, desde o último dia 6 de junho. O “Movimento Passe Livre”, é a entidade que está lutando por melhorias no transporte público, como o aumento das passagens de ônibus, metrôs e trens na cidade de São Paulo, de R$3,00 para R$3,20.

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Como forma de apoio às manifestações, páginas na rede social Facebook estão sendo criadas, como a “Ocuppy São Paulo”, que além de divulgar o processo de ocupação das praças e ruas da cidade, dá dicas para as pessoas que querem participar das manifestações, como por exemplo, não esquecer de levar vinagres e até mesmo orienta àqueles que não querem sair de casa mas querem expressar auxílio aos manifestantes a liberarem o sinal da internet, para que estes possam compartilhar fotos e informações. Na rede social Twitter, as “hashtags” como “#protestorj” ou “#vemprarua” estão sendo utilizadas para divulgar e informar aos usuários dos acontecimentos.

Através de eventos no Facebook para esta semana, os usuários estão se organizando em diversas cidades para protestarem pela redução das passagens, pelo passe livre e contra a repressão. Em São Paulo, já são mais de 203.000 confirmados, no Rio de Janeiro mais de 40.000 e em Belo Horizonte mais de 10.000.

Estas manifestações que saíram das redes sociais, estão ganhando visibilidade e apoio dos internautas não só do Brasil. Ao todo até agora são 97 movimentos, sendo 54 no país e 43 no  exterior. Em Dublin, Irlanda, no último domingo (16), cerca de 2.000 pessoas foram para as ruas como forma de apoio aos manifestantes brasileiros.
Paralelo às manifestações nas ruas, usuários  organizaram através de um evento na rede social Facebook,  um protesto para que todos utilizassem roupa branca na última segunda-feira (17), como forma de manifestação contra o aumento da tarifa pública, contando com mais de 289.000 participantes confirmados no evento.

As redes sociais além de serem ferramentas de entretenimento, estão se tornando também formas de mobilização dos usuários em prol de causas sociais: protestos podem ser assim  organizados, mobilizando não só o Brasil, mas também o resto do mundo.

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