Redes Sociais e os vícios coletivos. Por que os “jogos sociais” são tão viciantes? Parte I

candy crushVamos voltar lá no Orkut? Vocês se lembram da fazendinha e de seus terríveis ladrões de galinhas, ovos e etc? Essa foi a época que comecei a ver os jogos sociais (não vamos discutir a nomenclatura) começarem a viciar as pessoas. Com o facebook, vimos a transição da fazendinha do Orkut para a rede social do Markito, além de outras como CityVille, SongPop (eu amo até hoje), e a mais terrível de todas nos últimos meses: Candy Crush – A Saga.

Candy Crush é sensacional. Posso disputar com meus amigos, aqueles %@#%&(&*% que sempre me negam “passes” para eu passar as fases do jogo. (excluir essa frase)

Voltando… já repararam que todo mundo joga Candy Crush? Em todos os lugares de São Paulo eu vejo alguém, sempre mais de um, com smartphones ou tablets, só explodindo os docinhos enquanto vão para o trabalho ou para qualquer outro lugar. Mas, por quê? É para se sociabilizar, claro! Ou não.

Fato nº 1 – Até a era Song Pop eu podia jogar quando quisesse, sem problemas. Mas agora o jogador fica preso ao jogo e tem um tempo determinado que ficará “off-line” até ter vidas para voltar a jogar. Isso faz com que as pessoas realmente voltem, algo como uma relação de amor e ódio.

Fato nº 2 – As pessoas competem entre si. Quando você vai jogar, você vê a pontuação de seus amigos. No caso do UNO, por exemplo, não que eu seja viciado nesse jogo, que tem para android e iOS, e você joga e adiciona pessoas do mundo todo, você adiciona e ganha um ranking de seus amigos mais pontuados.

Fato nº 3 – existem empresas faturando bastante com essa onda. A Zinga, do FarmVille, faturou R$ 100 milhões esse ano, e eles nem são mais os queridinhos dos games.

Mas, o que isso tem de interessante para as empresas?

Algumas já utilizaram e ainda usam games corporativos em suas intranets, como é o caso do Sebrae, e até mesmo para recrutamento, como o caso da LG. Mas será que nenhuma empresa pensa em patrocinar jogos sociais?

Em 2011, a Pepsi, Visa e Vivo patrocinsram o GolMania, desenvolvida pela Vostu. Era um jogo de futebol online e os usuários montavam seus times e podiam jogar contra seus amigos do facebook e orkut ou contra qualquer outro jogador pelo mundo. A questão é: vale a pena esse tipo de exposição de marca?  Por que as empresas ainda não se aventuraram de verdade por esses lados?

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