RP e as Musas do Metal

musasVamos de riffs de guitarra e acordes graves de baixo, um post musical é o que teremos.  O Rock and roll é um estilo que surgiu nos Estados Unidos entre as décadas de 40 e 50 e que até hoje, mesmo décadas depois, não “envelheceu”.

Outro aspecto do rock é que ele é patriarcal, todos perguntam quem seria o “pai” e nunca sequer mencionaram quem é a “mãe”.  Elvis Presley seria essa figura paterna para alguns, apesar das controversas.

Mas o intuito do texto é apresentar duas colegas de profissão, relações públicas, que estão se destacando nesse cenário amplamente “masculino” e também responder a minha curiosidade de como as ferramentas de RP podem ser usadas cenário musical.

De quem estou falando? Falo da guitarrista e baixista da banda de heavy metal “Detonator e as Musas do Metal”, Paula Carregosa e Juliana Farias, ambas formadas em relações públicas. A banda é um projeto do vocalista Bruno Sutter, o lendário Detonator da banda Massacration.

Vamos conhecer um pouco da trajetória de Paula e Juliana.

VRP: Oi garotas, vou iniciar a nossa entrevista com a pergunta clássica. Por que escolheram estudar Relações Públicas?

Paula Carregosa: Na verdade sempre me interessei por Marketing, Relações Públicas foi minha segunda opção.  Como consegui uma bolsa no Prouni e só consegui para RP fiz a faculdade já que o foco “comunicação” entre os dois cursos não são distantes.

Juliana Farias: Eu escolhi estudar relações públicas pela afinidade imensa que tenho com as características da profissão. Sempre gostei de comunicação e conforme os anos foram passando comecei a utilizá-la de inúmeras formas no âmbito profissional e por isso a escolha do curso.

VRP: Trabalharam na área? Se não, pretendem?

PC: Sim, trabalho no Showlivre como Relações Públicas, relacionamento com públicos, além de trabalhar a parte de marketing e mídias sociais da empresa.

JF: Já atuei muitos anos na área, atualmente não mais. Não pretendo diretamente, mas a utilizo no que atualmente faço com a música sem dúvidas.

VRP: Já tinham projetos musicais no tempo acadêmico?

PC: Sim, tenho banda desde os 12 anos e nunca parei.

JF: Projetos musicais eu sempre tive, mas nada voltado para o, digamos, “sério”. Em tempo acadêmico isso se tornou luxo por conta de tempo.musas2

VRP: Estudam no momento?

PC: Sim, atualmente estudo na Escola de Musica e Tecnologia – IGT Guitarra.

JF: Sim. Atualmente estudo música, mais voltado ao meu curso de contrabaixo.

VRP: Se arrependem de ter estudado relações públicas?

PC: Não me arrependo, afinal cultura e estudos nunca são demais. Abriu muitas portas, aprendi muito com o curso, descobri matérias que eu gosto, assuntos e vocações que não tinha ideia que eu possuía.

JF: Não me arrependo. Gosto do que sou formada.

VRP: Qual foi o objeto de estudo de vocês no Trabalho de Conclusão de Curso?

JF: Fizemos o TCC, tanto eu quanto a Paula, para o Clube Jeorg Bruder localizado em Santo Amaro. Um clube histórico e que marca a história de seu bairro e com interessantes modalidades e infinito histórico e vivências.

VRP: Como foi o processo para entrar no “Musas do Metal”?

PC: Tenho vídeos no YouTube tocando guitarra e alguma alma boa me indicou e a produção do Bruno Sutter entrou em contato comigo pelo Facebook. E assim gravei a entrevista no programa Rocka Rolla e conquistando a vaga de guitarrista na banda.

JF: No meu caso, a banda estava precisava de baixista para compor a ultima integrante, como a Paula já me conhecia e sabia que eu tocava me indicou ao teste. E o resultado foi positivo e graças a Deus estamos ai no heavy metal! \m/

VRP: Em algum momento o rock converge com as relações públicas? O que da profissão vocês utilizam no palco?

PC: Na verdade acredito que no mundo da musica no geral, é contato. Manter relações e estreitar relacionamentos. Dentro da banda, manter foco e um clima agradável, trabalhar em equipe. Manter harmonia seja no relacionamento com o parceiro ou até mesmo levando nossa mensagem nas musicas e fazendo com que as pessoas curtam nosso som.

JF: Eu acredito que sim. Em vários momentos precisamos nos planejar e pensar como nossa comunicação pode ser utilizada para o bem comum da banda. No palco usamos o “feeling” algo que normalmente o profissional de RP usa para atuar no cenário.

VRP: Acreditam que o Brasil, no quesito evento musical, está mandando bem?

PC: Não. Se tratando de artistas brasileiros, o Brasil só dá destaque para artistas que, em minha opinião, não tem talento nenhum, letras que não abordam nada com nada, nenhuma mensagem boa, Tchu tcha, Dererê, Lerelerelere, violência, sexo e por ai vai.

Evento musical pode até ter alguns ‘’gatos pingados’’ bons, a maioria underground que vale a pena, mas normalmente não são tão divulgados. Agora internacional quando vem algo que presta é caro pra c*&*lho, enquanto em outros países, na própria América latina o custo é bem menor. É Brasil tá com nada mesmo.

JF: Acredito que o cenário musical no Brasil vem ganhando mais destaque por conta das novas descobertas. Com essa era digital os músicos conseguem levar seu trabalho ao maior número de pessoas e sendo assim não dependem tanto de uma mídia especifica para tal. Mas ainda é bem restrito em nosso país você integrar quando se tratam de eventos musicais. Porem esta mandando bem sim, esta cava vez mandando melhor eu diria.

VRP: Voltando a relações públicas, possui algum professor, personalidade, autor que admiram?

PC: Magali Colconi, professora rígida, exigente e que fazia a sala pegar fogo. Além de seus métodos exóticos, a aula era didática, fazia com que todos interagissem, não era cansativa e conseguíamos compreender a matéria fácil.

JF: Professora e autora Carolina Terra. Gosto bastante. Tive oportunidade de ter aulas com ela e ler sua obra, admiro o jeito RP de ser da Carol. Também a Solange Moura da Universidade de Santo Amaro que nos acompanhou em nosso TCC e isso fez com que minha admiração pessoal apenas crescesse.

VRP: Tem alguma mensagem para os leitores do blog? Gostariam de ter respondido alguma pergunta que não foi feita? Alguma dica para futuro e estudantes de relações públicas?

JF: Façam aquilo que vocês acreditem e amam, podem ter certeza que os frutos vêm. Hoje realizando meus sonhos só posso “recodificar” a mensagem: façam com amor e acreditem no que fazem. É isso.

Muito obrigado, agradeço a simpatia e não posso deixar de elogiar o espírito empreendedor de vocês, conquistando espaço cada vez maior.

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Um pensamento sobre “RP e as Musas do Metal

  1. Obrigada meninas. Adorei ser a professora orientadora do TCC de vocês. Parabéns pelas conquistas. Desejo sucesso!

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