A prática das Relações Públicas no cenário brasileiro e latino-americano

(síntese do texto de Maria Aparecida Ferrari)

rp_brasil_vrersatil_RpO fator globalização alterou drasticamente o cenário latino-americano tanto do ponto de vista econômico e político como da tecnologia e cultura. E, diante dos demais países latino-americanos, o Brasil possui destaque para o desenvolvimento das práticas das Relações Públicas em seu território.

Alguns fatores influenciaram para que as relações públicas no Brasil tenham ganhado importância e visibilidade para as organizações e para o próprio país. Um desses fatores foi o desenvolvimento político e econômico brasileiro que correspondeu às necessidades impostas por suas dimensões geográficas, e em comparação aos demais países latino-americanos, houve a incorporação e institucionalização da disciplina no seu sistema universitário em 1967, possuindo lei própria criada pelo governo. Outro fator é a autorização de outros profissionais, como jornalistas, no Chile e no Peru, por exemplo, para exercerem relações públicas.

Em determinados países latino-americanos há a forte presença da gestão autoritária com administração centralizada em empresas menos vulneráveis, em razão do menor risco que seus produtos e serviços sofrem, o que dificulta o papel das relações públicas, pois são organizações com concentração de poder, paternalismo, conservadorismo, tradição e inflexibilidade.

De acordo com algumas pesquisas realizadas entre as décadas de 1990 e 2000, evidenciam que nem sempre os gestores da alta administração no cenário brasileiro e chileno – esse segundo também teve maior crescimento das atividades de relações públicas em relação aos outros países latino-americanos – possuem graduação no curso de Relações Públicas, mas exercem a função da mesma forma. Uma minoria entre esses gestores são formados em Relações Públicas, podendo exercer relações públicas excelentes dentro das organizações. Em outros casos ainda são encontradas pessoas que nem mesmo formação na área de Comunicação possuem, mas em Engenharia, Direito, Arquitetura e Administração. Isso acontece porque o departamento de Recursos Humanos procuram pessoas com competência no setor da organização que está selecionando o candidato. Outro fator interessante é que, apesar da mulher ganhar mais espaço na sociedade e nas empresas, a alta administração ainda possui um número de mulheres inferior ao de homens, sobrando-lhes mais a parte tática e não a estratégica na atuação das relações públicas.

Diante das mudanças políticas, econômicas e sociais ocorridas na América Latina nas últimas décadas, as Relações Públicas ganhou mais espaço e precisa ser aproveitada. As organizações gradualmente estão alterando seus modelos e processo de gestão preocupando-se com imagem e reputação, o que também favorece a prática das relações públicas. Infelizmente, a área de Comunicação nem sempre é vista como parte fundamental da organização, mas como despesa.

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laisLais Rodrigues, 20 anos, virginiana metódica, porém legal, graduanda do último ano de Relações Públicas na FAPCOM. Trabalha com Eventos e Assessoria de Imprensa, adora mídias sociais e tudo o que envolve o ambiente digital e já deu algumas aulas sobre monitoramento em redes sociais. Gosta de ler, tocar seu violão, viajar e estar em uma boa roda de amigos. É apaixonada pela profissão e a capacidade de propor novas soluções para diferentes tipos de conflitos. Não escolheu RP, mas, como ela mesma diz, RP a escolheu.

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