Gatekeeper e conteúdo na web/mídias sociais

funilEste termo “gatekeeping” é utilizado na teoria de jornalismo, termo que nasceu na psicologia por meio de um trabalho do alemão Kurt Lewis e passou a ser utilizado na categoria em meados dos anos 50, nos EUA. Seu conceito se referia ao processo de edição, de escolha da informação que deveria ser notícia ou não. A ideia é que uma informação tivesse um fluxo e passasse por diversos “portões” (gates, em inglês) até a publicação. Mas, onde isso se encaixa ao universo do conteúdo web?

Bem, com a massificação da internet, o fluxo de informações mudou em diversas áreas. As pessoas ganharam mais voz, os jornais, mais espaço e os leitores, maior filtro sobre os tipos de informações que desejam ser bombardeadosreceber por dia. Os modelos se tornaram mais descentralizados e bidirecionais/multidirecionais, neste processo é que surgem os blogs e as redes sociais e então, um segundo tipo de gatekeeper, o próprio usuário, além do profissional da comunicação que passa a “decidir” o que deve ser postado ou não.

Entenda: com a criação dos meios de comunicação online e blogs, iniciou-se também um processo de veiculação de informações em um nível que os usuários não conseguem acompanhar. Um texto pode conter links, vídeos, fotos e muitos caracteres, e pode ser consumido em qualquer hora do dia.

Este é um conceito longo e de reflexão mais profunda. Vamos nos focar na questão de blogs e redes sociais. Como forma de gerar um “gatekeeper”, vimos surgir alguns mecanismos para organizar o que é de interesse, como tags, hashtags, feeds, entre outros. Mas, vamos lá! Onde estão os gatekeepers da internet? É simples! Os próprios usuários. Vamos a um exemplo: um usuário interessado em um assunto X irá selecionar um conteúdo que está na web e, de acordo com valores e ética, produzir o conteúdo para o seu público específico que também é interessado no mesmo assunto. De forma independente, esses personagens se tornam relevantes no universo em que atuam. Logo, este mesmo personagem é um gatekeeper na web e redes sociais, já que ele também pode definir qual o tipo de conteúdo que será veiculado nas redes sociais.

Neste momento, percebemos que os dois conceitos de gatekeepers se encontram: o personagem que é uma fonte confiável sobre um determinado assunto e o usuário que filtra os tipos de informações que desejam receber.

Neste segundo caso, ainda há outro exemplo: quando alguém retweeta ou compartilha algo no facebook e no google +, significa que ele entende que aquele assunto é relevante para si mesmo e para seus contatos.

Para finalizar, é válido ressaltar que este conceito não se refere a apenas “definir o que é veiculado ou não”, mas sim, qualificar, abrir para discussão, para a reflexão, de forma que o conteúdo gere interesse em quem o lê, sem esquecer de princípios básicos como ética, linha editorial, entre outros.

Anúncios

Um pensamento sobre “Gatekeeper e conteúdo na web/mídias sociais

  1. Pingback: Planejamento e Diversidade na Comunicação Digital | Parte I | Versátil RP

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s