Relações Públicas e a atuação em empresas de segurança patrimonial

governo-investe-mais-de-r-4-milhoes-em-equipamentos-para-garantir-a-seguranca-nas-escolasComo eu sempre gosto de dizer, RP está em todos os lugares em que há uma empresa e um público para ser alcançado. Eu conheci o Marcos Roberto quando era estagiária no Conrerp2. Na época ele era tesoureiro e sempre conversávamos a respeito de como o leque para RP é grande e como as pessoas (isso inclui os próprios bacharéis da área) sabem disso.

E para continuar mais um capítulo da minha saga “Em busca de um RP” entrevistei o Marcos que, acreditem, trabalha em uma empresa de segurança referência no Brasil hoje. Acompanhe:

Como e quando você decidiu trabalhar na área de segurança?

Comecei nesse setor em 1998, não foi precedido de um planejamento prévio, mas surgiu a oportunidade e acabei criando afinidades com o setor.

Quais são as tarefas mais rotineiras na vida profissional de um RP na Pro Security?

Na Pro Security não temos um profissional de Relações Públicas atuando diretamente no planejamento das ações de comunicação. A minha atuação na empresa está relacionada à gestão do relacionamento com clientes corporativos, mas com um enfoque mais comercial e de pós-venda. Porém na execução dessas funções utilizo muitas das ferramentas disponibilizadas a nós profissionais de RP. Em especial na intermediação de conflitos entre as diversas áreas, uma vez que os serviços e segurança são realizados num ambiente de tensão latente.

Qual foi seu maior desafio desde que assumiu a vaga?

Como disse, não atuo como RP, mas considerando-se a missão que recebi – que foi qualificar o atendimento aos clientes corporativos – podemos dizer que os desafios estavam relacionados a uma mudança de cultura interna: avaliar os problemas do cotidiano sob uma ótica de médio e longo prazo, evitando-se assim tomada de decisões que apenas apagassem incêndio, mas que não prevenissem novos ou não identificassem a origem dos conflitos que, muitas vezes, tem causas tênues.

Você acredita haver espaço para RP atuar neste segmento ou seu caso pode ser considerado exceção?

Considerando-se o conhecimento do mercado e das inúmeras empresas que mantenho relacionamento posso afirmar com tranquilidade que o mercado de segurança no Brasil é um nicho totalmente inexplorado pelos profissionais de Relações Públicas. Trata-se de um mercado que desenvolveu-se a partir dos anos 70, porém, sem planejamento de longo prazo, são rara as empresas que realizam planejamento estratégico ou buscam a consolidação de uma identidade. Quando utilizam as ferramentas de comunicação essas estão sob o prisma do marketing ou em apoio a recursos humanos, feitas de forma improvisada e isso chegar a ser contraditório, pois são empresas prestadores de serviço que dependem do comprometimento dos funcionários alocados nos clientes.

O que um RP que deseja atuar neste segmento deve ter/ fazer?

Buscar a criação de canais de relacionamento com gestores de recursos humanas para “criar pontes” e “tirar obstáculos”. Afinal, eles são influenciadores no processo decisório. Utilizar mídias sociais para divulgação de artigos que discorram sobre a importância das RPs no fortalecimento da marca, mediação e redução de conflitos internos e, principalmente, como ferramenta para aumento de receita por meio da retenção de contratos, uma vez que um dos pontos fracos das empresas desse setor é a perda de contratos decorrentes da falta de comprometimento dos funcionários alocados (porteiros, auxiliares de limpeza, vigilante). Mantém-se uma visão equivocada que a sustentação contratual está na definição e cumprimento de normal apenas. Mas considerando-se a diversificação e complexidade das pessoas que compõe o quadro de funcionários a avaliação de clima, a intermediação de relacionamento com a chefia, o desenvolvimento profissional e a clareza nas trocas de informação são igualmente importantes.  

Quais são os benefícios que um RP pode proporcionar a este segmento?

Em resumo, atuar no fortalecimento das relações pessoais, melhoria dos canais de comunicação com o público interno e externo, gestão da responsabilidade social e corporativa e reposicionamento da marca. E também, no fortalecimento do setor, visto que há muitas empresas atuando à margem da legislação.

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marcosMARCOS ROBERTO A. DOS SANTOS

Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Relações Pública, pós-graduando em Gestão de Negócios e MBA Logística e Supply Chain. Atua no mercado de serviços em segurança, com passagens em Organizações Não-Governamentais (Assessor de Comunicação) e instituições de ensino (Professor MBA Marketing e Comunicação FAAT).

 

 

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