6º Paulínia Film Festival

pff-logoE aí, quem gosta de cinema? muita gente com certeza, agora quem já foi em algum festival de cinema? Aí é mais difícil, por isso eu quero dividir a minha experiência em poder ter participado como espectadora do 6º Paulínia Film Festival, evento de grande porte por onde passaram 24 mil pessoas em cinco dias e o melhor de tudo, todas as sessões gratuitas.

Paulínia fica localizada no interior do estado de São Paulo a cerca de 120 quilômetros da capital. No ano de 2005 o prefeito Edson Moura começou a idealizar o projeto do Polo Cinematográfico para a cidade de Paulínia, o projeto saiu do papel e passou a ser a construído naquele mesmo ano, com o objetivo de servir a indústria do cinema, possui cinco estúdios de gravação, duas escolas de cinema, um estúdio de animação, um teatro e um escritório para captação de projetos. Hoje o atual prefeito de Paulínia Edson Moura Júnior (PMDB) fez questão de retomar o projeto do pai Edson Moura no ano passado promovendo a quinta edição do festival, o Polo nasceu no ano de 2008. Não há dúvida que este é o maior complexo cinematográfico do país.

Theatro Municipal de Paulínia

Theatro Municipal de Paulínia

Mas agora vamos aos filmes, ou melhor dizendo vamos falar deles. Tudo começou na terça feira dia 22 de julho, a cerimônia de abertura só para convidado, com homenagem aos 25 anos da Distribuidora Imovision, e a estreia do longa, Não pare na pista – A melhor história de Paulo Coelho de Daniel Augusto. Pois é esse dia eu acompanhei do lado de fora mesmo. Tudo bem, uma estreia especial para uma noite especial.

Os demais dias abertos para o público em geral, foram constituídos por filmes para crianças e adolescentes no período da manhã e tarde, contendo filmes nacionais e internacionais, era o chamado Festivalzinho. Os curtas -metragens começavam logo após essas sessões e durante a noite eram exibidos os grandes filmes concorrentes, os famosos longas-metragens.

Para começar a falar dos filmes nacionais os concorrentes do festival, vou usar a frase do cineasta Murilo Salles “Por favor, assistam o filme de coração aberto” e foi exatamente assim que eu fui assistir todos os filmes. Todo mundo sabe que é muito difícil fazer cinema do Brasil e muito mais viver de cinema, mas durante essa semana eu vi que é possível com todas as dificuldades realizar bons trabalhos. Diretores conhecidos e diretores iniciantes, assim como atores famosos e atores descobertos no set de gravação todos ali com o mesmo intuito fazer cinema.

Com a curadoria de Rubens Ewald Filho, todas as noites e ao seu lado sempre uma atriz famosa dividia o palco com ele. Eram apresentados as equipes de cada filme participante, e também eram feitas homenagens aos os profissionais que realizam ações sociais e que possuem uma militância significativa, esses profissionais recebiam a medalha Regina Moura. Essa medalha foi criada pela prefeitura de Paulínia, pois Regina Moura, jornalista, foi uma militante importante para ações sociais.

Rubens Ewald Filho (curador) e Natália Lage (atriz).

Rubens Ewald Filho (curador) e Natália Lage (atriz).

A História da Eternidade O grande vencedor da noite, ganhou os prêmios de melhor filme, diretor, ator (Irandhir Santos) e atrizes (Marcélia Cartaxo, Zezita Matos e Debora Ingrid) dirigido pelo pernambucano Camilo Cavalcante, seu primeiro longa brilhou, totalizando o valor pela premiação R$ 410 mil reais, além disso o filme levou o prêmio da crítica, pelo júri da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema). A história se passa no nordeste, onde três histórias de amor, se encontram na mesma vila e daí surgem as grandes cenas deste filme tão premiado.

Casa Grande Foi outro grande destaque, ganhou os prêmios melhor ator coadjuvante (Marcello Novaes), melhor atriz coadjuvante (Clarissa Pinheiro), melhor roteiro (Felipe Barbosa e Karen Sztajnberg) e o prêmio especial do júri para Felipe Barbosa diretor do filme. Levando para casa o total de R$ 145 mil reais. O filme conta história de um adolescente, que mora no bairro da Barra da  Tijuca com todo o conforto de uma família de classe média, mas essa família sofre com as mudanças econômicas porém essa realidade insiste em ficar fora da casa e daí Jean começa a experimentar novas descobertas.

Equipe Casa Grande.

Equipe Casa Grande.

Os vencedores da noite foram os diretores iniciantes, mas o festival teve a exibição de Boa Sorte, de Caroline Jabor (direção), ganhou o prêmio do público e direção de arte, Sangue Azul, de Lírio Ferreira (diretor) levou o prêmio de melhor fotografia e figurino, Sinfonia da Necrópole, de Juliana Rojas (direção) melhor trilha, o documentário Aprendi a jogar com Você, de Murilo Salles (diretor) melhor edição e o docudrama Castanha, de Davi Pretto (diretor) melhor som. Sem dúvida a grande estrela da noite foi a presença de Fernanda Montenegro no festival, atuou no filme Infância do grandioso dramaturgo e diretor Domingos de Oliveira, mesmo não ganhando nenhum prêmio é um filme que possui mais uma vez a belíssima atuação da grande atriz Fernanda Montenegro, foi a noite com o maior número de público.  

Chegada de Fernanda Montenegro

Já nas escolas, mais precisamente no auditório Stop Motion ocorreram palestras com renomados profissionais internacionais como Jack Lenz que nos deu uma aula sobre som e trilha, Effi Wizen mostrou o mundo do sistema de partículas, técnica de computação gráfica que constroem tudo aquilo que nós achamos serem reais, mas acreditem não é. E por fim, Carlos Arguello, o latino de grande sucesso infiltrado nas grandes produções das animações mais famosas de Hollywood, além de realizar esse trabalho de grande excelência na produção, Carlos possui uma fundação na Guatemala seu país natal, onde ele ensina os jovens uma capacitação profissional dentro da sua área de atuação, inclusive muitos dos seus alunos já migraram para os Estados Unidos para trabalharem em grandes companhias. Carlos falou com muita emoção desse projeto, pois ele quer implantar este mesmo projeto aqui no Brasil, Carlos também sofreu como muitos jovens da Guatemala sofrem sem perspectiva de trabalho.

Eu fui em todas as palestras, definitivamente todas excelentes, conhecimento, qualidade, experiência, dedicação e muito amor ao cinema foi o que deu para absorver. Seminários e debates também foram promovidos pelos profissionais, sempre sobre os longas-metragens que foram exibidos na noite anterior. Infelizmente não pude acompanhar tudo, era muita informação, tive que escolher. Para participar das palestras e debates era necessário realizar as inscrições via internet, tudo gratuito também.

O evento foi um sucesso, eu adorei ter conhecido e ter assistido todos esses filmes, evento bem organizado e informatizado. Agora é torcer para o projeto ter continuidade, pelo menos até 2016 é certeza.

 

Por Mariangela Sena.  |  Jornalista / MTB 76871/SP

Fotos: Mariangela Sena e Thiago Mendes.

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Mariangela Sena

Mariangela Sena, 29 anos. Jornalista amante de novidades e desafios. Graduada em Julho/2013 pela Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação. Escrever para mim é um grande prazer, mas melhor ainda é poder ajudar alguém, por isso acredito que uma comunicação bem feita só traz benefícios. Por isso quanto mais trabalhos que envolvam a comunicação melhor, pois é na prática que nós encontramos.

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