011 – RP escreve a sua história com Guilherme Barbosa

rp-facebookO entrevistado de hoje na série “RP escreve a sua história” é Guilherme Barbosa. Relações Públicas (Conrerp 2314), MBA em Gestão Estratégica de Negócios e especialização em Gestão Estratégica de Marketing Educacional. Atuou em veículo de comunicação, instituição de ensino superior e órgão público. Atualmente trabalha nos Salesianos, instituição com o foco na educação e ação social. Com a vivência em diferentes ramos, possui experiência no planejamento da comunicação integrada, gestão da comunicação organizacional, gestão de marketing de serviços e gestão de pessoas.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

GB: Eu sempre tive uma tendência para a área de comunicação. Quando eu estava no período do vestibular, pesquisei um pouco mais sobre as minhas intenções e, dentro do universo da comunicação social, a área de relações públicas foi a que mais me agradou pela sua essência.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das Relações Públicas?

GB: A área de comunicação no Brasil está cada vez mais acirrada, uma vez que os profissionais das diferentes esferas se misturam no desempenho de cada atividade específica.guilherme_barbosa

A atividade de relações públicas no país e no mundo sempre foi requisitada. Hoje, as empresas, empresários e gestores almejam e requisitam a atividade, em algumas vezes sem saber quem as pratica.

Vejo que o cenário é cada vez mais promissor para área, mas entendo que o profissional precisa se nortear, orientar e organizar para se encaixar melhor neste mercado. Isso significa que o mercado procura cada vez mais um profissional qualificado e com uma visão holística. Portanto, é necessário extrapolar dos conhecimentos ofertados pela faculdade e angariar mais e novos conhecimentos dentro da área.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspiram a ser Relações Públicas?

GB: As grandes referências da área como Margarida Kunsch, Vera Giangrande e Roberto Porto Simões sempre são uma inspiração. Mas tenho várias referências contemporâneas, desde amigos próximos a pessoas que acompanho nas mídias digitais. Hoje, todo RP é minha inspiração. Com cada profissional é possível aprender cada vez sobre as possibilidades da área.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

GB: A profissão (atividade) é sim. Mas o profissional, não. Uma parcela do mercado desconhece a existência do profissional que executa as atividades de relações públicas.

Penso que neste ponto é necessário que a classe se organize mais para que consigamos expor a nossa cara para a sociedade. Atitudes e ações como as do Versátil RP, Todo Mundo Precisa de um RP, RP Manaus e outros, são o ponto de partida.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

GB: Bom, acredito que nos próximos 100 anos a profissão e os profissionais mudarão muito. A cultura da profissão será outra, assim como as necessidades e desafios serão outros. Para isso, a mensagem que deixo é: inspirem-se nos relações públicas das décadas e séculos passados. Viva e seja relações públicas.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

GB: Sabemos que a atuação profissional não se restringe a um setor ou ramo específico. O reconhecimento da importância da atividade em outras localidades será potencializado com a contribuição dos próprios profissionais, das academias, das entidades de classe, enfim, por meio da integração de todos.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

GB: Desde o surgimento da atividade no país, os profissionais têm atuado em diversos setores e segmentos. Portanto, acredito que não somente uma, mas grandes mudanças e contribuições no país tiveram em seus bastidores o profissional de relações públicas.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão.

GB: Minha (ainda) curta trajetória como RP incluem a atuação em faculdade, rádio, órgão público e hoje em uma instituição filantrópica (Salesianos) que atua no ramo da educação e ação social. No Conrerp 3ª Região eu estou pela segunda vez consecutiva na gestão como secretário-geral.

VRP: Você atua desde 2010 na área educacional e social. Como você avalia o mercado para o Relações Públicas nessa área? Qual seria o papel do profissional em instituições de educação?

GB: Tanto na área social quando na educacional, há espaço para o RP. É preciso porém fazer com que as instituições enxerguem o seu papel neste espaço. Na área social o maior desafio do RP, com o surgimento de várias instituições neste segmento, é gerenciar a imagem e reputação além de promover o seu reconhecimento junto aos seus públicos (órgãos parceiros, beneficiários dos programas sociais e sociedade).

Já no ramo da educação o desafio é o mesmo em escala de importância, mas diferente porque lidamos hoje com um mercado bastante competitivo onde o cliente é quem dita as regras. Neste âmbito, além de focarmos na projeção da relevância da instituição perante os públicos (pais, alunos e sociedade), torna-se necessário promover o relacionamento direto, transparente e ágil.

VRP: Como secretário geral do Conrerp da 3ª região, qual é a importância do conselho para os profissionais de Relações Públicas?

GB: Os Conselhos Regionais tem a função de balizar a profissão no sentido da fiscalizar os profissionais e a atividade. Isso significa resguardar a atividade aos profissionais formadas na área e devidamente registrados, e garantir que a atividade seja exercida de maneira ética e condizente à sua essência. Vale ressaltar neste ponto que para exercer tal função, os conselhos contam com a participação dos profissionais e sociedade no sentido de apontar a estes órgãos as atividades irregulares assim como os profissionais que atuam de maneira irregular.

VRP: Qual o maior desafio do Conrerp? Como você avalia a oportunidade de atuar nesse Conselho?

GB: Antes, é necessário lembrar que o Conrerp (Sistema Conferp) é uma autarquia, e que, portanto, integra a administração pública indireta. Por isso, cito aqui o princípio da legalidade. Este princípio garante que a administração pública deve atuar/fazer somente o que a lei o autoriza.

Portanto, o maior desafio do Conrerp (Sistema Conferp) é fazer com que os profissionais entendam a atuação e suas limitações. Vejo que os profissionais esperam desta autarquia ações e posicionamentos, muitas das vezes, que não estão no escopo de sua atuação.

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