012 – RP escreve a sua história com Heloisa Lucas

rp-facebookO “RP escreve a sua história” de hoje receve a Heloisa Lucas, que é Relações Públicas e possui mestrado em Comunicação e Mercado. Por 13 anos foi professora nos Cursos de Relações Públicas, Publicidade e Propaganda e Coordenadora do Centro de Eventos da Cásper Líbero. Autora e Organizadora do Portal EKO Educação Corporativa, possui 32 anos de experiência como especialista em Comunicação Social, com sólida vivência em todos os segmentos de mercado e com especialidade nas áreas de Comunicação Interna e Eventos. Também atua como docente em MBA internacional e consultora para projetos especiais em Comunicação Interna.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

HL: Sou formada há 32 anos e no início da década de 80, a profissão não era nem valorizada, tampouco divulgada. Escolhi a profissão pelo que já havia lido em publicações que abordavam cases de empresas americanas, onde o profissional de RP tinha destaque nos resultados das ações adotadas por elas.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira/inspiraram a ser Relações Públicas?

HL: Não tive inspiração por pessoas especificamente, mas, sim pelo trabalho que podíamos realizar.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?@Frank

HL: Não vejo muita evolução, mas sim, uma retração das atividades dos Rp´s, ao contrário do que os especialistas cismam em afirmar.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para a você, a profissão é valorizada como deveria?

HL: Como disse na pergunta anterior, os RP´s vêm perdendo a cada ano, espaço para áreas afins, como Marketing e para outras nem tanto, como Recursos Humanos. Cabe a nós profissionais, continuar a lutar pelo o que conquistamos e mostrar nossa flexível capacidade em apresentar resultados.

VRP: Qual a importância de associações como a Aberje e o Conrerp para aprimorar as Relações Públicas no país?

HL: Sou do tempo que as nossas Associações se preocupavam apenas a monitorar os jornais para multar empresas que publicavam anúncios de emprego com vagas abertas para Relações Públicas, que na realidade, se resumiam a vendas. Não sei se tenho uma visão muito pessimista, mas, não consigo enxergar muitas ações efetivas que prometam melhorar a “imagem do Relações Públicas”, o que é bem incoerente, porque afinal, não é isso que fazemos pelos outros?

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

HL: Já tivemos tempo mais do que o suficiente para mostrar o real valor da profissão, portanto, deveria ser um processo natural, a expansão para outros estados. O empresário deve enxergar a importância do profissional, através de resultados, que até pouco tempo, não eram considerados mensuráveis, o que já provamos o contrário.

Veja o artigo Mensuração de resultados e o mercado intangível de Relações Públicas ou Comunicação Interna | Estamos fazendo as perguntas certas na mensuração de resultados?“.

VRP: Como professora de Relações Públicas, você acha que a grade do curso de RP está se ajustando com a realidade do atual mercado de Relações Públicas?

HL: Acredito que sim. Já participei da reestruturação de alguns cursos e também já trabalhei com grades consideradas engessadas.

VRP: Qual a sua expectativa para o curso de Relações Públicas daqui a alguns anos? O que você acha que poderia ser melhorado na grade curricular do curso?

HL: Antes de qualquer coisa, o que vale é a atuação dos professores em sala de aula. De nada adianta o professor reclamar que a instituição não colabora, com a oferta de disciplinas mais tentadoras, se ele mesmo não tem a práxis, para tornar a aula mais atraente.

VRP: Os futuros profissionais de Relações Públicas estão preparados para se adaptar as novas tecnologias e utilizá-las a seu favor? Onde as redes sociais se encaixam na estratégia de um plano de “RP”?

HL: Com certeza, sim. Falamos tanto sobre estreitar relações com stakeholders, então, é o momento de aproveitar os canais que estão abertos. Lembrando que, milagres não acontecem, não adiantará concentrar todos os esforços nas mídias sociais e esquecer que tudo deve fazer parte de um conjunto. Nada funciona sozinho.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

HL: Devemos ser persistentes em mostrar o valor do Relações Públicas. Apesar de sermos generalistas, temos a receita ideal para trabalhar em qualquer segmento.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

HL: Nosso trabalho é de bastidor. Complementamos o todo. Fazemos parte de uma sociedade ávida por resultados imediatos, o que torna a nossa contribuição mais difícil de ser admirada, mas, por outro lado, fazemos parte de qualquer história corporativa de sucesso.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

HL: Comunicação Interna – Precisamos conversar com os nossos colaboradores de uma maneira franca e transparente. Por mais incrível que possa parecer, ainda hoje encontramos exemplos de funcionários que descobrem mudanças em suas empresas através das mídias. É inadmissível que isso ainda possa acontecer.

Gerenciamento de Crise – Ninguém está a salvo de acontecimentos que possam deteriorar a imagem de uma empresa. Os riscos existem e assombram constantemente o terreno seguro que todos acreditam pisar. Os Relações Públicas, independente de suas áreas de atuação, são os eternos porta-vozes de suas instituições.

VRP: Como o Relações Públicas, usando as próprias estratégias de RP pode fazer com que a profissão ganhe maior reconhecimento?

HL: Fazendo aquilo que eles sabem fazer de melhor: proporcionar o diálogo aberto.

VRP: Qual mensagem você diria para quem está iniciando no curso de Relações Públicas e para os recém formados na área?

HL: Já ouvi de muitos antigos profissionais que o melhor seria que desistíssemos dessa nossa luta constante pelos nossos espaços e definitivamente entregássemos nossas atribuições para outras áreas. Não concordo. Acredito sempre que, nossas habilidades são únicas e que não há espaço a ser cedido, e sim, reconquistado.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

HL: Espero que esteja sedimentado. Tarefa árdua para os novos profissionais, que terão que abraçar a profissão com a mesma força que abraçamos agora.

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