014 – RP escreve a sua história com Erica Ribeiro

rp-facebookPara abrir a semana no “RP escreve a sua história” recebemos hoje a Erica Ribeiro, que é formada em Relações Públicas pela Fapcom, atuou por 8 anos no terceiro setor com comunicação na temática Segurança Pública. Atualmente é responsável pela redação do Profissão Hoteleiro e Relações Públicas na Agência Clave.

 

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas? 

ER: Sempre digo que as Relações Públicas me escolheu. Já sabia que gostaria de estudar algo voltado para Comunicação Social, e quando analisei a grade curricular descobri que realmente era o que eu queria. Na época que optei por estudar RP, eu trabalhava no Instituto Sou da Paz, uma ONG voltada para segurança pública, mais especificamente na área política. Ao ver que a grade abarcava RP governamental e RP internacional, o meu trabalho ficaria mais completo. As primeiras aulas não foram fáceis, quis desistir, mas me dei a oportunidade de conhecer melhor, e acabei gostando.

 

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas? 

Erica
ER: Acredito que o cenário vem melhorando gradualmente, mas as pessoas ainda não vêem o valor no profissional e ainda confundem muito RP com marketing. Acredito que o bom trabalho da Seleção Alemã, que se tornou um grande case, diga-se de passagem, impulsionará os profissionais e as agências que trabalham com RP no país.

 

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira a ser Relações Públicas? 

ER: Minhas referências ainda são os professores que tive na FAPCOM, entre eles a Professora Denise Aquino (as aulas dela me ajudaram a firmar a minha decisão de ser RP), e o Professor Paulo Regis Salgado. Identifiquei-me com ele por ter sido RP da Polícia Militar de SP, área que eu trabalhava na época.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

ER: As organizações que sabem o que é RP e contratam um profissional valoriza, mas ainda acho que não devidamente. Alguns são contratados para tratar da área de eventos e não da comunicação institucional ou mesmo comunicação interna. Acho que o caminho para o reconhecimento é longo, mas não impossível, e as organizações ainda não sabem como aproveitar os profissionais que possuem.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

ER: Usando a frase do meu noivo, Henrique Souza, “Quando uma organização sente a necessidade de um Relações Públicas, ela, na verdade, sente a necessidade de humanizar-se”. As organizações extremamente rígidas, que ficam em seus pedestais não têm mais espaço na sociedade. Os públicos sentem a necessidade de se comunicar com a organização, de estar perto, de ser ouvido e de receber produtos/serviços personalizados conforme as suas necessidades. Por isso, as organizações sentem a necessidade de humanizar-se, de se comunicar e de ouvir o que seus públicos têm a dizer.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

ER: As pessoas não conhecem devidamente a profissão e os benefícios que um profissional capacitado pode trazer para a instituição. Os órgãos de Relações Públicas deveriam investir para tornar a profissão conhecida. Acredito que este seja o primeiro passo para conhecerem a profissão e identificarem a necessidade das relações públicas em suas organizações.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

ER: A maior contribuição dada pela profissão foi o diálogo e aproximação da organização com seus públicos. As empresas rígidas, que se consideram auto-suficientes (aqui quero dizer sem a necessidade de ouvir as necessidades de seus públicos) perderão cada vez mais espaço na sociedade.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP? 

ER: Como disse, fui escolhida e me identifiquei após começar o curso na FAPCOM. Depois que terminei o curso, resolvi mudar de área de atuação, mas ainda dentro de relações públicas. Tirei do papel a agência de comunicação experimental, fruto do TCC, juntamente com meu noivo, e hoje atendemos organizações voltadas para hotelaria (hotéis e prestadores de serviços para hotéis). Além da agência, possuímos juntos o Profissão Hoteleiro, site voltado para o dono de hotel.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

ER: Acredito que a área governamental, em curto prazo, será a mais promissora. Cada vez mais, se vê a necessidade dos órgãos governamentais melhorarem a comunicação com a população, não só das benfeitorias que realizam, mas de programas que sejam de interesse direto da população. O setor de hotelaria se manterá aquecido por algum tempo, ainda que a Copa do Mundo tenha acabado, e é uma área carente de qualquer tipo de comunicação.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?
ER: Acredito que no segundo centenário alcançaremos o patamar e prestígio que a profissão tem nos Estados Unidos e na Europa. Acredito que faremos muitos avanços e o Brasil se tornará referência em inovação. Muitos profissionais bons estão sendo formados e eles têm vontade de mudar o panorama atual.

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