016 – RP escreve a sua história com Carla Almeida

Continuando a série “RP Escreve a sua história” recebemos a profissional Carla Almeida. Relações Públicas, pós-graduada em Marketing e Mestre em Administração, Carla atuou em assessoria de imprensa e departamentos de marketing e comunicação de empresas de diversos setores.

rp-facebookHoje, além de consultora independente, é professora e integrante do Centro Interdisciplinar de Pesquisa da Faculdade Cásper Líbero, ministra aulas nos cursos de RP e Publicidade e Propaganda da FECAP e faz parte do corpo docente da pós-graduação do Centro Universitário Belas Artes.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

CA: Sempre soube que queria estudar Comunicação Social e ingressei no curso de jornalismo. Logo no início percebi que tinha mais afinidade com Relações Públicas, então tranquei a faculdade e prestei novo vestibular para essa área. Me encantei com suas diversas possibilidades de atuação.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?Carla2

CA: Um cenário positivo e com grandes chances para o desenvolvimento das RPs. Ultimamente vemos a imprensa mais falar sobre a profissão e o mercado, agências de publicidade incorporando relações públicas aos seus negócios, cases brasileiros tendo reconhecimento em Cannes, a convergência das mídias possibilitando diversificadas formas de atuação. Tudo isso gera um otimismo, porém cabe aos profissionais aproveitarem as oportunidades para que esse cenário continue promissor.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira a ser Relações Públicas?

CA: Difícil aportar nomes. Tive ótimos professores na graduação que me ensinaram muito sobre a profissão, além de vários colegas de faculdade e ex-alunos que hoje são excelentes RPs. A formação acadêmica possibilitou o contato com vários nomes da área e Vera Giangrande, na época ombudsman do Grupo Pão de Açúcar, foi um que me despertou a atenção pelo trabalho de relacionamento que desenvolvia.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

CA: Essa é uma questão que gera discussão; em minha opinião a valorização é resultado da atuação dos RPs. Ao longo dos anos a profissão tem obtido cada vez mais reconhecimento por parte do mercado. Muitas empresas e agências têm consciência do papel estratégico das relações públicas e dos resultados que proporciona. Hoje temos uma boa oferta de cursos superiores e de pós-graduação, o que significa que também há procura pela formação na área.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

CA: Que a atividade de relações públicas é orgânica, dinâmica, que precisa ser reinventada de acordo com as mudanças da sociedade e por isso sempre demandará do profissional estudo e atualização constantes.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

CA: Isso acontece porque há uma grande concentração de empresas, principalmente as privadas de grande porte, nessa região e, consequentemente, de agências, ofertas de trabalho e cursos de formação na área. Talvez o RP precise deixar alguns paradigmas do mercado e criar novas oportunidades de atuação em outros locais que saiam desse eixo.
VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

CA: Acredito que a profissão contribuiu muito para a abertura ao diálogo entre organizações – que entenderam a relevância da construção e manutenção de uma boa imagem e que a opinião pública de fato importa – e públicos, que cada vez mais querem se relacionar com as empresas por meio de uma comunicação transparente.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP?

CA: Prefiro dizer que a profissão me escolheu (risos) e que nos conhecemos melhor durante a graduação, pois conforme eu tinha acesso aos conteúdos das disciplinas, leituras e estudo de casos do mercado e fui percebendo sua amplitude. Ainda na época da faculdade comecei a estagiar no departamento de marketing de uma empresa de Telecom. Tempos depois tive uma passagem por assessoria de imprensa e já formada voltei a atuar em marketing, na unidade de negócios de telefonia pública da Telefônica, desenvolvendo trabalhos de comunicação interna e institucional, eventos, assessoria de imprensa, pesquisa de mercado entre outros. Nesse momento tive certeza da versatilidade que a profissão de RP proporciona. Trabalhei projetos semelhantes em outras empresas até que a área academia despertou meu interesse. Em 2008 resolvi direcionar parte da minha carreira e desde então também me dedico ao ensino das RPs, além de prestar consultoria.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

CA: Vejo não apenas uma, mas algumas áreas em expansão. A curto prazo tudo que envolva mídias digitais, prevenção e gestão de crise e branding. A médio/longo prazo a área política, as RPs comunitárias e o gestor de imagem pessoal (personal branding).

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

CA: Creio que a profissão estará muito mais consolidada, humanizada e reconhecida como fundamental e estratégica para as organizações, dentro de um processo integrado de comunicação.

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