021 – RP escreve a sua história com Flávio Schmidt

rp-facebookHoje recebemos Flávio Schmidt no “RP escreve a sua história”. Flávio atua na área de Relações Públicas, atendendo e fazendo Consultoria em Planejamento Estratégico de Comunicação, Pesquisa de Opinião, Comunicação Interna, Relações com Comunidades, Responsabilidade Social e Sustentabilidade, Atendimento ao Cliente, Relações Governamentais, Prevenção e Administração de Crises e Publicações Empresariais. Curso de Extensão em Análise Estratégica de Riscos Corporativos.

Além de ter uma importante contribuição na história das Relações Públicas no Brasil, ter trabalhado ao lado de Vera Giangrande, fundado e trabalhado em agências de grande relevância para o país, trabalhado por alguns anos em diversas funções, inclusive presidente, do Sistema Conferp.

VRP: Porque você escolheu estudar Relações Públicas

Escolhi porque me identifiquei completamente com a atividade quando tomei conhecimento dela pela primeira vez

Na época de minha graduação fazia-se dois anos de curso básico para depois escolher a habilitação desejada. Meu interesse era pelo Marketing, pois tinha muitas referências sobre essa área. No final do segundo ano do meu curso, a universidade ofereceu para os alunos um seminário com apresentação de todas as áreas de comunicação social. Ao final dele, tive a certeza de que seria um Profissional de Relações Públicas.Foto_twitter_2_400x400

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das Relações Públicas?

O cenário para a atividade de Relações Públicas é absolutamente favorável. O mercado pulsa relações públicas. Mas é preciso entender o que isso significa. Do modo como o mercado evoluiu e com a comunicação digital, as empresas precisam aprender, se educar e desenvolver relacionamentos. Isso torna a atividade de relações públicas essencial e completamente favorecida. Mas para isso se concretizar vai depender muito do modo como os profissionais vão atuar para tirar proveito disso.

Trata-se da Era das relações públicas, mas não necessariamente dos profissionais de relações públicas, que precisam aprender a atuar nesse novo cenário.

 

VRP: Qual ou quais pessoas te inspiram a ser relações públicas.

No passado tínhamos muitas lideranças inspiradoras como Carlos Mestieri, João Alberto Ianhez e especialmente Vera Giangrande, que foi minha mentora nas relações públicas. Atualmente existem muitos outros, entre eles, na área empresarial Viviane Mansi e Pedro Luiz Dias e na área acadêmica Luiz Alberto Farias.

 

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Depende de como você interpreta “profissão de relações públicas”. Se for associada à categoria profissional não, e nem deveria, porque está defasada da realidade de como o mercado a enxerga. Se for referente à profissão de quem atua livremente na área de relações públicas sim, porque o mercado enxerga quem faz bem e com resultados. Nesse caso, quem estudou Relações Públicas não tem com o que se preocupar, porque basta mostrar sua competência e apresentar resultados que terá seu valor reconhecido.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

Não sei se uma mensagem pode perdurar por tanto tempo assim, mas talvez dizer que, se os profissionais tiverem sensibilidade e humildade de reconhecer essa nova fase da atividade e se mudarem seu comportamento adaptando-se a ela de verdade, então poderão estar presentes nesse tempo futuro para contar a história aos mais jovens.

 

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais da área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

Não sei se já não há expansão nacional da área ou oportunidades de emprego. A necessidade de comunicação pelas empresas existe em todos os lugares, independentemente de ser grandes centros ou não. As oportunidades podem e devem ser criadas pelos próprios profissionais, basta que eles parem de pensar que só nos grandes centros existem oportunidades de emprego. O trabalho de relações públicas pode ser muito mais necessário nos pequenos centros e é, certamente, muito mais prazeroso.

 

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo esse período?

Honestamente, do ponto de vista de contribuição efetiva da profissão para o país, não me lembro de nenhum fato significativo ou relevante que represente isso. Na área da profissão/categoria nenhuma, na sociedade civil, nenhuma, na área empresarial (por mais incrível que pareça) a profissão de relações públicas foi aproveitada muitas vezes durante esse período, com destaque para os anos 70 e 80 e agora nos últimos 10 anos. A área governamental talvez tenha sido a que mais utilizou relações públicas para posicionar sua administração e na área internacional o destaque ficou para o final dos anos 90 e início de 2000.

 

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Porque escolheu RP?

Trabalho na área de Relações Públicas há mais de 25 anos, com dedicação exclusiva durante todo esse tempo.

Passei a minha vida profissional atuando em consultorias e ajudando empresas a serem organizações melhores. Não sei se consegui realmente fazê-las melhor, mas com certeza deixei nelas uma semente de como Relações Púbicas pode ajudar uma empresa a ser responsável e assumir um papel de cidadania, incorporando em sua imagem respeito e reputação.

Também passei boa parte de minha vida profissional atuando em entidades e instituições da categoria procurando fazer valer seus propósitos. Penso que lá também deixei realizada uma proposta com o objetivo de satisfazer os interesses comuns de tantos segmentos envolvidos nessa área.

Durante dez anos lecionei numa universidade com o objetivo de formar jovens para a nossa profissão, orientá-los sobre os reais propósitos de Relações Púbicas e encantá-los sobre o que poderiam fazer como agentes transformadores da sociedade.

Em cada um desses setores, trabalhei observando e interpretando as mudanças e evolução do mercado, mas também, sempre que necessário e possível, fazendo análises críticas para que o mercado respeitasse os fundamentos e princípios dessa atividade.

 

VRP: Qual a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Porque?

O certo seria falar que RP pode e deve ser promissora em todas as áreas, por que quem conhece os fundamentos e técnicas de relações públicas pode aplicá-los em qualquer área com resultado e muito sucesso. Mas como o mercado é seletivo e cria tendências diria que hoje existem algumas áreas que podem ser mais promissoras.

As redes sociais são, sem dúvida, um campo farto e cada vez mais promissor para as relações públicas, entretanto, há também uma verdadeira enxurrada de profissionais se voltando para ela, tornando a competição um caso crítico. Por isso, não sei vale a pena investir exclusivamente nessa área.

Seria melhor pensar na comunicação interna, que sem dúvida nenhuma está crescendo muito e se tornando cada vez mais estratégica para as empresas e seus negócios.

Outra a área que precisa de profissionais aperfeiçoados é a de Gestão de Crise, não só no segmento de gerenciamento, que é o meio de apagar incêndios nas crises empresarias, e muito comum atualmente, mas também na área de prevenção, na concepção da palavra, quer dizer, trabalhar com gestão de riscos para dar tempo de identificá-los e tratá-los e evitar que as crises aconteçam com tanta frequência nas empresas.

Essa é uma das áreas mais promissoras dentro das atividades de relações públicas, uma vez que as empresas não podem mais se dar ao luxo de viver crises num mercado altamente competitivo.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

Como disse, está começando a Era das Relações Públicas, que se fortalecerá e se consolidará por muito tempo. O futuro se mostra totalmente favorável para essa atividade. Entretanto, os benefícios que os profissionais vão obter dela, dependerá exclusivamente de como esses profissionais vão se comportar.

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