022 – RP escreve a sua história com Carolina Terra

rp-facebookCarolina Terra é formada em Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP/Bauru), especialista em Gestão Estratégica de Comunicação Organizacional e Relações Públicas, doutora e mestre em Interfaces Sociais da Comunicação, ambas pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Iniciou sua carreira em Bauru, atuando em empresas como FIAT e Associação Hospitalar de Bauru. Atuou como Relações Públicas da Vivo, foi coordenadora de comunicação corporativa do MercadoLivre, diretora de Mídias Sociais da Agência Ideal, onde atendeu clientes como Google, Pepsico, Hospital Albert Einstein, McDonald´s, Avon, entre outros.

Além disso, é, atualmente, consultora de mídias sociais e docente para os cursos de Relações Públicas e Publicidade e Propaganda da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), da Cásper Líbero, e de pós-graduações da ECA-USP, FIA, Belas Artes e ESPM-SP. Acumula experiência como gerente de mídias digitais da Garoto e da Nestlé. É autora dos livros Blogs Corporativos, Mídias sociais…e agora? (Difusão Editora) e editora dos blogs RPalavreando e Relações.
VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

CT: Sempre gostei de lidar com comunicação, marcas, grandes empresas e li muito a respeito de RP antes de prestar o vestibular. Também conversei com alguns RPs formados e me encantei.

 

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

CT: Acredito que estamos em uma era de valorização e expansão da comunicação. Outra questão: as organizações têm, cada vez mais, necessidade de estabelecer relacionamentos, diálogo e serem transparentes. Há, aí, um campo enorme para as RP. Acho que nunca tivemos tantas oportunidades como agora.DSC00521

 

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspiram a ser Relações Públicas?

CT: Algumas pessoas lá de fora como David Armano, Brian Solis, alguns profissionais do passado como Vera Giangrande, Valetim Lorenzetti, Margarida Kunsch, entre outros.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

CT: Acredito que não do jeito que gostaríamos, mas estamos caminhando para uma melhora. Tem saído na imprensa que as RP estão cada vez mais valorizadas. Vejam que bacana no Relações, Aqui também e aqui. Cabe a nós, profissionais e estudantes de RP, ajudar na disseminação da área e lutar por um maior reconhecimento.

 

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

CT: Embora eu não vá mais estar por aqui (rs), espero que a profissão seja uma das mais valorizadas e de maior necessidade para os negócios. Eu, pelo menos, estou trabalhando para isso! 😉

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

CT: Acho que precisa ser feito um trabalho de educação com as organizações fora do eixo do Sudeste mostrando o quanto a atividade é importante para os negócios e o quanto uma organização com comunicação excelente tem funcionários mais felizes, clientes mais satisfeitos e parceiros mais engajados.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

CT: Uma tentativa na harmonização entre o que as organizações querem comunicar e as necessidades dos públicos de interesse destas. Com o advento das mídias sociais, as RP contribuem muito para o estabelecimento de relações saudáveis entre organizações e seus públicos estruturando canais de diálogo e de relacionamento.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP?

CT: Porque sempre me interessei pela comunicação das grandes marcas com seus públicos e pelos grandes eventos. Aí, resolvi cursar RP pela amplitude do curso e das possibilidades de atuação. Sempre fui muito feliz: durante o curso, durante os estágios que fiz durante a universidade, depois de formada, depois de pós graduada. Eu adoro estudar RP e suas interfaces e aplicar isso no dia a dia da nossa profissão. O segredo é ser apaixonado pelo que a gente faz e persistir.

 

VRP: Quais os desafios de se trabalhar Relações Públicas Digitais em uma marca grande?

CT: Uma marca grande é sempre muito visada por diversos públicos e isso serve tanto para o lado positivo, quanto negativo. Acredito que um dos maiores desafios seja surpreender os públicos e audiências de forma positiva, atender e se relacionar bem, OUVIR e tentar levar para dentro das organizações os anseios e demandas dos usuários.

VRP: Qual a importância das Mídias Digitais com ferramenta de Relações Públicas?

CT: Sou super suspeita, mas, na minha opinião, as mídias sociais são fundamentais nos dias de hoje. Se a organização não quer estar de forma oficial, o usuário pode coloca-la nesse ambiente de qualquer maneira. É preciso desenhar estratégias de monitoramento e presença no ambiente digital sempre pautados em um plano global de comunicação e com coerência entre a comunicação digital e o restante do mix.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

CT: Não há uma só área promissora, mas acredito que relacionamento com formadores de opinião online, relacionamento com usuários no meio digital, gestão de conteúdos nesse ambiente, sustentabilidade, relacionamento com governo, gerenciamento de comunidades digitais…enfim! Há muito campo de atuação para as RP pelo momento que estamos vivenciando para os negócios.

VRP: Qual mensagem você diria para quem está iniciando no curso de Relações Públicas e para os recém formados na área?

CT: Envolvam-se durante a faculdade com projetos, estágios, trabalhos. Quem quer, cava oportunidades! Meu último estágio, na DRADS, foi sugerido por mim à diretora da unidade na época. Eu me ofereci para fazer um programa de comunicação interna a eles e ela topou.

Negociei meio período de trabalho e ao mesmo tempo em que aprendia, trabalhava, ganhava experiência e me desenvolvia. Quando não se tem tudo à mão, a gente tem que correr mais atrás, aproveitar as adversidades e tirar proveito disso. Persistam! Estamos em um momento muito positivo para a área. Há agências e empresas oferecendo vagas que têm a ver com a nossa formação. Só não se apeguem à nomenclatura. Muitas vezes, o trabalho oferecido tem tudo a ver com RP e não necessariamente tem esse título! Não se apeguem a isso!

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

CT: Realmente espero que sejamos das profissões mais valorizadas e de maior necessidade. Que as pessoas, celebridades, artistas, esportistas, organizações se pautem pelas nossas estratégias para se comunicar e se relacionar. 😉

Anúncios

2 pensamentos sobre “022 – RP escreve a sua história com Carolina Terra

  1. Pingback: Conheça Carolina Terra | RP Manaus

  2. Pingback: Não foi no curso da Carol Terra na Cásper Líbero? Confira o que rolou em “Gestão de conteúdo em mídias sociais e RP digitais” | Versátil RP

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s