023 – RP escreve a sua história com Ruda Marques

rp-facebookRuda Marques é aluno do primeiro ano de Comunicação Social – Relações Públicas no CIESA. Cursou 5 períodos de computação na UFRPE e 2 períodos em superior em eventos na Faculdade Senac. Começou a trabalhar com eventos a 11 anos, onde nesse período dedicou a maior parte a eventos sociais, mas também participou da coordenação de grandes eventos culturais como o carnaval do Recife, além de participação no Cirque Du Soleil , Fresno e Pouca Vogal. Atualmente trabalha com Planejamento e Controle, prestando serviço para a Petrobrás e atua no RP Manaus.

VRP: Por que você escolheu estudar Relações Públicas?

Eu, como muita gente, cai de paraquedas no curso de RP, comecei minha vida acadêmica na área de exatas, fiz cinco períodos de computação na UFRPE, mas percebi que meu caminho não era bem por ali, foi quando eu tranquei computação e fui fazer o Curso Superior em Eventos, que é com o que eu mais me identifico, até pela minha trajetória, trabalho com eventos já fazem mais de 11 anos, tinha uma empresa de cerimonial na época, tudo me direcionava para aquilo. Mas precisei me mudar de Recife para Manaus, onde não há o curso de eventos, e acabei por me “render” a Relações Públicas. Vou confessar que antes de entrar no curso eu tinha certo receio, mas depois me apaixonei, e é isso que eu quero para mim, para a minha vida.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das Relações Públicas?

Apesar do pouco tempo que eu tenho dentro de Relações Públicas, consegui perceber algo muito interessante: o mercado, as empresas e instituições estão cada vez mais receptivos ao profissional de Relações Públicas, estamos conseguindo ocupar os espaços que são nossos por direito. As vagas estão aí, o mercado de trabalho é muito vasto e há vagas sobrando, esperando Ruda Marquesbons profissionais para ocupá-las.

VRP: Qual ou quais pessoas te inspiram a ser relações públicas?

Não tenho um grande nome que sirva de âncora, mas eu me espelho em vários profissionais “fazedores”, que além de apenas trabalharem como RP’s, eles militam, mobilizam e não ficam satisfeitos com a zona de conforto. Pessoas que procuram, além de que a profissão seja conhecida, mas também que seja admirada, pois, convenhamos, trabalhar a comunicação como um RP faz é lindo, né?

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Sim, ela é valorizada, ela é respeitada. E não, não como deveria. Vejo que o desconhecimento da maioria sobre a profissão mostra claramente isso. Mas tem uma galera que vem lutando para mudar isso, e aos poucos estão alcançando.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

Tenha consciência RP, não seja apenas um bom profissional em Relações Públicas, não se limite. Ouse, vá além. Lembre-se que cada RP é responsável pela imagem de toda uma categoria, cada RP é embaixador de toda uma classe.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais da área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

Isso é uma questão histórica, social, política e geográfica. Tem muito haver com o grande desenvolvimento do sudeste nos últimos dois séculos, que concentrou grande parte da renda do país, além do baixo investimento em educação no norte e nordeste. Mas isso tem mudado, tanto por parte dos governantes, quanto pelas empresas. Antes as poucas vagas que se tinha no norte/nordestes eram ocupadas por profissionais do sul do país, mas hoje essa realidade vem mudando. Não está totalmente resolvido, mas já demos um grande passo.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo esse período?

É fácil perceber como a comunicação mudou nesses últimos 100 anos no Brasil, tanto na esfera corporativa como governamental, as instituições tem percebido a importância de não apenas falar com o seu público de forma generalista, mas de verdadeiramente se relacionar com eles de uma forma mais íntima, e com isso elevar a imagem das instituições a outro patamar de comunicação.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Porque escolheu RP?

Ainda estou construindo a minha história profissional, tenho muito que aprender, mas fico feliz em, apesar do pouco tempo na área, já poder contribuir com a profissão através do RP Manaus. Se no sudeste, onde se concentram a maior parte das vagas de formação, de trabalho e de profissionais de RP, muita gente não conhece sobre a profissão, imagine no norte. Mas temos feito um bom trabalho. Parcerias firmadas, pessoas procurando se aproximar da iniciativa e estamos trazendo novas caras para mostrar ao norte o que é Relações Públicas e, para o Brasil, que o norte tem muito potencial.

VRP: Qual a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Porque?

O planejamento digital já conseguiu segurar esse posto há algum tempo e tem se fortalecido a cada dia. Já não há barreiras entre o “mundo real” e “mundo digital”, eles já se fundiram em uma realidade que estamos vivendo agora, e é extremamente necessário um profissional para entender as intempéries desse terreno que é desconhecido por tantos, mas habitado por todos, profissional esse que seja capaz de se comunicar com os mais diversos públicos, que possa antever as necessidades desse público e gerenciar as crises que irão surgir, e pelo fluxo de informação, irão surgir com mais frequência cada vez maior.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

Creio que a base que foi formada anos atrás, junto com a força e o gás dessa nova geração vai dar bons frutos para o futuro, para falar a verdade, já podemos ver esses frutos hoje, mas ainda tem muita coisa para mudar. E daqui a 100 anos já vamos ter o pleno reconhecimento da profissão, e provavelmente já estaremos ocupando novos espaços.

Muita coisa mudou, e creio que temos que mudar também, estagnar a profissão só por medo de perder espaço no mercado não é algo que condiz com a alma de Relações Públicas, e o crescimento da concorrência com o aumento de profissionais que estarão aptos a exercerem a profissão vai fazer com que tenhamos uma leva mais ávida, mas intensa de profissionais. E uma coisa é certa, a formação acadêmica de um profissional de Relações Públicas vai está sempre à frente, pois a grade dos nossos cursos tem uma visão diferente. Além do que a demanda no mercado de trabalho é muito grande, tem sim espaço pra todos os bons profissionais.

VRP: Como você se vê em 5 anos?

Como falei antes, ainda estou construindo minha história, então não sei ao certo onde estarei daqui a cinco anos, mas tenho certeza que olharei pra trás com orgulho. Mas, bem vagamente, consigo enxergar algo ligado a negócios, desde muito novo já me enxergo empreendedor, não consigo me ver em algo limitante, onde eu não tenha espaço pra tomar decisões e assumir responsabilidades. E também vejo algo no terceiro setor, tenho uma afinidade com o social, e é algo que vai além da profissão e da academia, vem de dentro e de cima.

Anúncios

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s