027 – RP escreve a sua história com Fabio França

rp-facebookProf. Dr. Fabio França é pesquisador do Curso de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo. Pós-graduado em Relações Públicas na PUC/RJ. Doutor e mestre em Ciências da Comunicação-RP pela ECA/USP. Formado em filosofia, psicologia, teologia, e especialização em Programação Neurolingüística, em sistema de radiodifusão e ensino a distância.Ganhador de vários prêmios nas áreas de comunicação e RP, inclusive, o de Opinião Pública e o Prêmio Vera Giangrande, concedido pelo Conrerp, 2ª Região SP/PR em 2007.

Ampla experiência como executivo em empresas nacionais e multinacionais. É consultor de empresas nas áreas de RP e assuntos corporativos, ministrando, in company cursos de gestão de projetos relações públicas, de relacionamento e na gestão da comunicação organizacional e marketing pessoal.

Como docente, tem participado de cursos de pós-graduação lato sensu na ECA/USP, na PUC/SP, e em cursos de graduação de outras universidades brasileiras, e ainda de eventos internacionais, como conferencista. . Co-autor, com a Dra. Sidinéia Gomes Freitas, do Manual da Qualidade em Projetos de Comunicação. Publicou em 2004 o livro: Públicos: como identificá-los em uma nova visão estratégica Business relationship. Co-autor com Gutemberg Leite da obra A comunicação como estratégia de recursos humanos (2007).

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?
Já exercia o jornalismo quando tomei conhecimento da atividade de relações públicas. Em razão de meu trabalho no campo dos relacionamentos, fiz o curso para praticá-las de modo a atingir melhores resultados no meu trabalho.franca

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?
O cenário contemporâneo nacional e internacional oferece grandes oportunidades para o exercício dessa atividade.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira a ser Relações Públicas?
Inicialmente quem mais me estimulou à prática da atividade foi o professor Walter Ramos Poyares, professor da PUC/RJ e consultor das organizações Globo. A seguir busquei minha inspiração no exercício profissional.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil,
para você, a profissão é valorizada como deveria?
Não se trata de valorização das relações públicas, mas do seu engessamento pelo cartorialismo típico do corporativismo da reserva de mercado, o que não condiz com a natureza democrática da atividade.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?
Lutar para que a atividade seja reconhecida como consultoria de negócios, de humanização das organizações e do trabalho, fonte de efetivo diálogo das organizações e instituições democráticas com seus públicos de referência.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?
A classificação das Relações Públicas pelo MEC como atividade de Comunicação e a existência do Sistema Conferp, que impediu e impede a prática da atividade por profissionais de outras categorias, fato que limitou e limita o seu exercício, sufocando-a.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?
Comparando o cenário brasileiro das relações públicas com o de países latino-americanos, percebe-se que, mesmo sendo tolhida no seu exercício, a atividade foi implantada principalmente pela expansão das agências de consultoria de relações públicas (pós ditadura militar), pelo desenvolvimento acadêmico de oferta de cursos de RP, pelo surgimento de vasta literatura sobre a teoria e a prática das relações públicas, merecendo destaque a grande atuação da ABRP nos primeiros anos de sua existência. Infelizmente encontra-se hoje em decadência.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?
O trabalho de relacionamento com o “mundo dos negócios” e o “mundo democrático”.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?
Será o mesmo se continuar a existir os obstáculos mencionados acima.

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