033 – RP escreve a sua história com Laura Villas Boas

rp-facebookRelações Públicas atuante há mais de quatro anos. Atualmente,, Laura é coordenadora do núcleo de digital da In Press Porter Novelli. Profissional comprometida com a produção de conteúdo, prática, estratégia e resultados relevantes. Pós graduanda em gestão de mídias digitais pelo SENAC.

 

VPR – Por que escolheu estudar Relações Públicas?

L- Escolhi estudar relações públicas, pois sempre quis fazer parte de algo que pode atingir ou contribuir para a vida das pessoas. E eu entendi que a comunicação tem este papel, então, queria fazer parte disso.

VPR – Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?
L- O cenário brasileiro das relações públicas, na minha opinião, é propenso. A profissão cresce o tempo todo, tanto pelas mudanças no mercado, quanto pela percepção de grandes líderes sobre a importância deste profissional para uma marca.

VPR – Qual ou quais as pessoas que te inspira a ser Relações Públicas?laura
L – Há vários profissionais que eu respeito e admiro, porém, o que me inspira, de verdade, é justamente ver que o trabalho mudou ou contribuiu para a vida de alguém.

VPR – Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?
L – Está a caminho de, mas ainda tem muito chão para a Relações Públicas ser reconhecida e entendida em sua plenitude.

VPR – Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?
L – Façam sempre algo para impactar a vida das pessoas de forma positiva. O comunicólogo é responsável por transmitir mensagens, então, que sejam relevantes e agregadoras de alguma forma.

VPR – Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?
L- A profissão está bem difundida, porém mesmo no mercado da região sudeste, ainda é possível encontrar confusão sobre a prática de R.P. Eu entendo que a maior dificuldade de expansão seja justamente essa. Se no sudeste vemos esta característica, que apesar de pequena ainda existe, as outras regiões podem ter um entendimento de marketing e comunicação ainda voltado para produtos e vendas, o que vem a diluir a área de publicidade, por ex e não as voltadas para a marca em si. Imagino que o amadurecimento das empresas e o entendimento de ROI, por exemplo, no caso de marca, ainda levará um tempo para ser levado em consideração como um negócio das empresas.

VPR – As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?
L – Na minha opinião, a maior contribuição do R.P. para o mercado nacional neste período, é justamente levar para o corporativo o diálogo entre os públicos e, por consequência, a cocriação, no sentido de melhorias institucionais realizadas por meio do diálogo com os públicos. Esta é uma essência de R.P. que, atualmente com a dispersão da prática, já está presente em muitas outras áreas, tanto dentro da comunicação (vemos isso em campanhas publicitárias, por ex), quanto em áreas comerciais (no atendimento direto ao cliente) e muitas outras

VPR – Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP?
L – A minha história com R.P. é, praticamente, uma história de amor. Depois que eu entrei na faculdade e conheci as atividades da profissão mais a fundo, descobri que eu sempre quis ser uma R.P. Por isso, tudo o que eu fiz, tanto na faculdade, quanto no mercado, foi com muita paixão e realização pessoal. Já atuei com organização de eventos, assessoria de imprensa, PR 2.0, mídias digitais e sociais, gerenciamento de crise e outras mais. E o que eu sempre tento inserir em tudo o que eu faço é, justamente, fazer a diferença na vida das pessoas. Assim, eu acredito que todos são beneficiados. Tanto os clientes finais, que ficam felizes, quanto as empresas/marcas, que recebem um retorno positivo, e eu, que sei que estou fazendo a minha parte do jeito que eu fico mais realizada.

VPR – Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?
L – Com toda a certeza, a área mais promissora, não de R.P., mas do mercado de comunicação em geral, é o digital. Muitas outras profissões possuem espaço e estão se consolidando, mas na velocidade de informações, tanto em produção quanto em consumo, e na necessidade de relacionamentos e agilidade, é o R.P. que pode fazer a diferença.

VPR – Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?
L – Eu imagino uma profissão totalmente diluída dentro de uma empresa, transcendendo o marketing, inclusive. Hoje, o R.P. é entendido como um braço do mkt, mas eu imagino que a atuação e as possibilidades de mercado, transformarão o R.P. em uma profissão que passará por toda e qualquer área de uma empresa, incluindo, negócios.

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