035 – RP escreve a sua história com Maria Alana Brinker de Oliveira

rp-facebookMaria Alana Brinker de Oliveira é bacharel em Relações Públicas (UFRGS), especialista em Branding (PUCRS) e capacitada em Responsabilidade Social (Universidade Petrobras). Atualmente trabalha como Profissional de Comunicação e Responsabilidade Social terceirizada na Petrobras.

Uma RP que acredita em resultados: “A melhor maneira de obtermos reconhecimento é pelo resultado daquilo que fazemos. Portanto, a postura e os resultados definem como somos vistos e lembrados” diz.

Versátil RP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

M.A: Aqui no Brasil, a profissão de relações públicas tem um cenário promissor. Apesar de ser muito nova, ela está em expansão, pois as empresas, cada vez mais, contratam um ou mais RPs para atuar não somente com Comunicação, Eventos e Marketing, mas também para integrar áreas como Responsabilidade Social, Business Intelligence (BI), Qualidade e Planejamento. Com a ajuda de divulgações realizadas nas redes sociais e do trabalho de fiscalização prestado pelos CONRERPs, estamos mostrando que nossa formação nos permite trabalhar em diversas posições que exijam raciocínio estratégico complexo e não apenas tático e operacional como muitos pensavam no passado, o que ajuda a valorizar ainda mais a área.

Versátil RP: Qual ou quais as pessoas que te inspiram a ser Relações Públicas?Maria Alana Brinker

M.A: O mercado de trabalho me possibilitou ter contato com grandes gestores, não necessariamente da área de Relações Públicas, mas que me inspiraram muito. Posso dizer que dois deles foram minha chefe no Hospital Moinhos de Vento, que é formada em Administração, e minha atual chefe na Petrobras, que é engenheira civil. Elas me inspiraram pela postura de liderança, pró-atividade e, principalmente, comprometimento e responsabilidade com o que fazem.

Versátil RP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil. Para você, a profissão é valorizada como deveria? 

M.A: Acho que ainda não, mas estamos nos encaminhando para um cenário de maior valorização. As Relações Públicas têm um potencial muito grande e eu percebo que a maioria das pessoas ainda não descobriu isso.

Versátil RP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

M.A: Na minha opinião, tanto a expansão da área como as oportunidades de emprego dependem muito dos tipos de empresas que estão localizadas nas regiões. Ou seja, as dificuldades estão mais relacionadas ao foco do negócio predominante em cada lugar do que ao porte das empresas. Por exemplo, uma empresa de eventos ou uma agência de Comunicação de pequeno ou médio porte pode necessitar contratar um número muito maior de RPs do que uma multinacional. Então, relaciono a dificuldade de expansão nacional da área e as oportunidades de emprego à concentração de determinadas áreas de negócio em algumas regiões mais do que em outras.

Versátil RP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

M.A: As Relações Públicas contribuíram muito para humanizar as relações entre as empresas e seus públicos de interesse.

Versátil RP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP?

M.A: Lembro que na época do vestibular estava com dúvidas sobre qual curso escolher. Então, ao tomar conhecimento do que um RP, comecei a relacionar suas funções às habilidades que eu supunha ter e às atividades que eu gostava de realizar, como: participar de lideranças estudantis, ajudar a organizar grupos e gincanas, mediar e facilitar relacionamentos, pensar em maneiras diferentes de resolver problemas e situações difíceis. Parece bobagem, mas muitas de nossas características na infância e na adolescência refletem no profissional que nos tornaremos. Essa análise foi bastante decisiva para eu escolher esse curso. Porém, só tive certeza mesmo que estava na área certa depois que fui para o mercado de trabalho e tive contato com a realidade, isso lá pelo 3° semestre da faculdade.

Versátil RP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

M.A: Relacionamento! Trabalhar bem essa área com os públicos, sejam eles funcionários, clientes, acionistas ou comunidade só colabora para potencializar a imagem. É só pensarmos que formamos a imagem das marcas em cima da experiência que elas nos oferecem e das sensações que elas nos passam!

Versátil RP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

M.A: Acredito que a visão que as pessoas terão da profissão estará mais amadurecida e mais clara graças aos resultados que os profissionais estão proporcionando para o mercado e a todo o trabalho de divulgação realizado por entidades de classe, instituições de ensino e redes sociais.

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