037 – RP escreve a sua história com Anne Caroline Amaral

rp-facebookA nossa convidada de hoje é Anne Caroline Amaral de Andrade, aquariana, 22 anos, formada em Relações Públicas pela FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação), seu projeto de conclusão de curso foi premiado no INTERCOM Sudeste 2014 com o primeiro lugar na categoria Planejamento Estratégico de Relações Públicas. Atualmente está mergulhada na vida de bancária, mas tem como um de seus objetivos trabalhar com RP em 2015. #VemSerRPAnne 😉

VersátilRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

Anne Andrade: Porque sempre fui apaixonada por comunicação e pessoas, desde do fundamental participava da rádio Isto é Barueri, com um link, onde era locutora e roteirista, dava palestras no colégio sobre meio ambiente, e isso sempre me encantou. Ao pesquisar as áreas da comunicação social, RP fez meus olhinhos brilharem pela diversidade de atuação.

VRP: Qual o seu campo e empresa de atuação?

AA: Hoje atuo na área bancária, no Banco Bradesco. Entrei nesse ramo pelo retorno financeiro mesmo, precisava me estabilizar, e os estágios da área não me davam, financeiramente, o retorno necessário. Mas está como meta para 2015, começar a trabalhar com o que amo, Relações Públicas, já estou à procura, alô alô vagas, estou esperando vocês! hahaha Fotos Anne Caroline Amaral de Andrade

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das Relações Públicas?

AA: Em crescimento, quando entrei na faculdade quase ninguém conhecia Relações Públicas, e não se tinha notícias a respeito, atualmente nossa profissão sempre aparece aqui e ali, e sempre em destaque. Até mesmo em relação as vagas de emprego, há 4 anos atrás eram poucas vagas para Relações Públicas, você sempre encontrava marketing, comunicação social, mas RP? Quase nunca! Hoje temos vagas procurando especificamente por Relações Públicas, estamos crescendo, o mercado começou a enxergar nosso espaço.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspiram a ser Relações Públicas?

AA: Tive duas professoras na faculdade, que sempre que falavam de suas experiências me faziam pensar ‘é isso que eu quero’, e que pra mim, até hoje, são referência: Carla Almeida, que me ensinou os primeiros passos para ser Relações Públicas, e a Glaucya Tavares, que foi minha orientadora de TCC e me ensinou a ser o que o mercado precisa, e mostrar ao mercado que ele precisa de nós, Relações Públicas.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

AA: Ainda não, mas está caminhando. Muitas empresas ainda não enxergam o potencial das Relações Públicas, acham que o RH pode dar conta, por exemplo, e não é assim. Mas com a globalização, e alta oferta de produtos, as empresas estão enxergando que precisam ter um diferencial, que precisam estar mais atentos aos seus públicos. Antes muitas empresas só se importavam com a propaganda, hoje elas estão notando o poder que o relacionamento tem, e não há profissional mais preparado para essa missão do que nós.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

AA: No sudeste há muita demanda, muita concorrência, é preciso ter um diferencial para fidelizar e conquistar clientes, e as empresas buscam por nós, para conseguir alcançar esse objetivo. Nas outras regiões essa concorrência ainda não está tão forte, as empresas estão começando a enxergar essa necessidade.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

AA: A valorização do colaborador, pois as Relações Públicas mostraram que um funcionário não é somente um empregado da empresa, mas um colaborador para atingir os objetivos, que suas necessidades são maiores do que a folha de pagamento, e sua valorização traz mais retorno para a próxima empresa, pois os tornam mais engajados. E também a importância do relacionamento com os diferentes públicos, a RP mostrou que é importante estudar cada tipo de público, para atender suas expectativas, e aproximá-los da empresa.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Qual sua maior conquista?

AA: Ainda não atuei na área, mas minha maior conquista como profissional de Relações Públicas, foi graças ao projeto de conclusão de curso, que foi premiado no INTERCOM Sudeste 2014 com o primeiro lugar na categoria Planejamento Estratégico de Relações Públicas. Esse prêmio revelou o potencial do nosso grupo, como recém formados e atuais profissionais, e me fez ter mais certeza que escolhi a profissão certa.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

AA: Pode estar sendo arbitrária a minha opinião, por não estar atuando no mercado, mas vi meus colegas tendo suas primeiras conquistas nas áreas de Assessoria de Imprensa, e Mídias Sociais, pois são áreas com grande demanda. Por atender diversos tipos de clientes, essas áreas dão muita experiência, e reconhecimento.

VRP: Qual dica você pode dar para quem está iniciando a carreira agora? E para quem ainda está em dúvida entre cursar RP?

AA: Para quem já decidiu, parabéns, fez uma ótima escolha! Rs, mas estudem bastante, leiam bastante, aprendam tudo que puder, a área de Relações Públicas não tem uma regrinha básica, é preciso que você aprenda a analisar as oportunidades, que você veja as coisas fora da ‘caixinha’, tenha visão ampla, e para isso é preciso abrir a mente, aprender.

Para você que está dúvida, te faço a seguintes perguntas: Gosta de pessoas? Gosta de ouvi-las? Gosta de desafios? Se você respondeu sim em todas, então pode fazer sua matrícula em RP, porque quem escolhe essa área precisa gostar de pessoas e saber ouvi-las, para entender suas necessidades e expectativas. E lidar com as pessoas, dá um prazer enorme, mas não é fácil, essa área é repleta de desafios.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

AA: Acredito que não teria mais que explicar para ninguém o que faz um Relações Públicas, rs, pois será algo renomado e presente no dia a dia, pois as empresas já enxergarão a importância e relevância desse profissional para atingir seus objetivos.

VRP: Por fim, qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

AA: Relações Públicas é o sangue de uma organização, ela percorre todos órgãos, departamentos, do pé (chão de fábrica), ao cérebro (alta administração), ela leva informações como se fosse oxigênio, transportando as informações e soluções que a empresa precisa para continuar seguindo em frente, em sinergia com seus objetivos e princípios, melhorando a cada dia. Que daqui há 100 anos, as empresas tenham notado essa importância, e não deixem faltar o sangue necessário para alcançar seu sucesso!

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