038 – RP escreve a sua história com Rafael Lucas

rp-facebookHoje nossa entrevista na série “RP escreve a sua história” recebemos Rafael Lucas, que é formado em Relações Públicas pela Cásper Líbero e atua há 6 anos na Ketchum como supervisor da área de mensuração de resultados e monitoramento de mídias sociais.
VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

Filho de pai publicitário e mãe RP, não me via fazendo outra coisa sem ser comunicação. A escolha definitiva pela profissão veio poucos dias antes da inscrição para o vestibular. Escolhi seguir o caminho de minha mãe, por quem tenho uma imensa admiração profissional.

 

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

Enxergo de forma bastante positiva e desafiadora. Hoje as empresas começaram a entender a importância estratégica do papel do RP. Isso aumenta consideravelmente a cobrança com relação aos resultados, mas nos abre as portas para o mercado. Por outro lado, não vejo espaço para quem não se diversifica. Temos que saber pelo menos um pouco de cada braço da comunicação para não ficar para trás na disputa pelas melhores oportunidades de negócio.

VRP: Qual ou quais pessoas que te inspira a ser Relações Públicas?

Como comentei na primeira resposta, decidi seguir o caminho profissional de minha mãe e por isso ela é a pessoa em que me inspiro para tentar ser um excelente RP.rafael lucas

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Mesmo navegando em um cenário favorável para a profissão, acredito que ainda temos muito trabalho de convencimento pela frente. Principalmente quando o assunto são empresas menores com budgets reduzidos. Por isso acredito que a profissão poderia ser melhor valorizada.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 100 anos das relações públicas no Brasil?

Seja flexível, aprenda, siga as tendências e se adapte ao momento que o retorno será garantido.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

Com certeza o eixo Sudeste concentra a maioria dos profissionais da área por conta da região concentrar também, a maioria das grandes empresas. Se o trabalho de convencimento da importância da área, feita pelos profissionais nos anos 80 e 90, está dando frutos somente agora no maior eixo comercial do país, é difícil pensar que o cenário seja diferente para o resto das regiões. Também acredito que isso aconteça por falta de informação sobre a profissão fora do eixo sudeste.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

A maior contribuição que vejo é o trabalho pela boa imagem de uma empresa de forma consciente e responsável. O contato e diálogo com o consumidor como forma estratégica de comunicação também devem ser lembrados.

VRP: Qual a importância do ROI para o trabalho do RP?

Seja Retorno sobre Investimento, Retorno sobre Engajamento (para medir mídias sociais), metodologia de Marketing Mix Modeling (para unificar os diversos retornos), a mensuração como um todo é extremamente importante para justificar e promover nossas iniciativas e até garantir budgets futuros. Afinal, porque publicidade e marketing sempre ficaram com as maiores fatias do orçamento de comunicação? Acredito que por meio de números, essas áreas sempre conseguiram apresentar resultados comprovados, ao contrário do RP que sempre se resguardou com a máxima de que “os nossos resultados são intangíveis”, o que é mentira.

VRP: Qual a importância das Mídias Digitais como ferramenta de Relações Públicas?

Extremamente importante. Comunicação de mídias digitais, se feita de forma profissional e orientada, possibilita que o trabalho de RP seja feito, sem intermediários. Empresa em contato direto com o consumidor, consolida relacionamento, gera engajamento, prevê e contorna crises e dissemina as mensagens da organização de forma assertiva.

VRP: Crises nas redes sociais podem “estourar” a qualquer momento, o que determina que uma crise chegou ao fim, quando um assunto pode voltar à tona o tempo todo?

Muito por conta que os assuntos podem voltar à tona o tempo todo nas mídias sociais, uma crise não pode ser esquecida, mas sim, trabalhada. Nesses casos, o nosso trabalho é frequentemente monitorar e acompanhar os indicadores. Um bom relacionamento é a base para evitar esses novos “estouros”. Se a imagem da organização está manchada, ao primeiro sinal de crise, as anteriores com certeza serão lembradas.

VRP: Qual mensagem você diria para quem está iniciando no curso de Relações Públicas e para os recém formados na área?

Digo para quem está iniciando o curso, que não se preocupe. Muito provavelmente você demorará em entender o que é Relações Públicas e quais são suas várias aplicações de mercado. Para quem está se formando, aproveite, ouse e se adapte. O mercado está precisando de profissional com essas características.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

Podemos ser otimistas e acreditar que em 100 anos, toda empresa terá sua área de RP trabalhando diretamente com a presidência. Pessimistas, se continuarmos tendo que brigar com as outras áreas de comunicação pelo nosso espaço. Mas espero que, no mínimo, as pessoas não falem mais que o trabalho de Relações Públicas pode ser feito por uma boa secretária ou que nós aprendemos na faculdade a contar coxinhas para festa.

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