039 – RP escreve a sua história com Florilson Santana

rp-facebookHoje no “RP escreve a sua história” recebemos Florilson Santana, que é um entusiasta e apaixonado por Relações Públicas, graduado pela Faculdade UNIBAHIA e Prêmio RP do Brasil 2013, na categoria estudante. Sócio-diretor da Macaxeira Comunicação e Criador da fanpage Relações Públicas da Depressão, uma das maiores páginas sobre área no Facebook, voltada para o humor e engajamento profissional em comunicação.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

Sempre gostei de comunicação, confesso que me interessava por Jornalismo, mas queria fazer um curso que me desse uma amplitude de atuação maior do que na área de imprensa, foi então que pesquisando conheci o curso de Relações Públicas, quando comecei a ler sobre as suas principais atividades não tive dúvida, era ele que eu iria estudar. Entendo RP como uma das profissões mais completas e preparadas para o mercado de comunicação organizacional, verdadeiros profissionais estratégicos.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das Relações Públicas?

O cenário brasileiro atual é um dos melhores que vejo, graças as novas tecnologias, RPs em todo o brasil estão rompendo paradigmas antiquados sobre a profissão e conseguindo se engajar cada vez mais no mercado.

Creio que o caminho para disseminar a profissão seja mostrar mais quem somos e para que viemos. O mercado já entendeu que a comunicação atual não é mais uma via de mão única, hoje as organizações precisam conversar, entender, interpretar e fidelizar seus públicos, tudo de modo rápido e eficiente. E sinceramente, quem é o profissional mais preparado para ter feelings e insights estratégicos nesta situação? Prazer, o relações-públicas.FLORILSON SANTANA

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira a ser Relações Públicas?

Existem vários profissionais que me espelho sempre, mas se eu for pontuar cada um, acho que não será uma lista e sim um livro. (risos) Meu primeiro contato com um profissional formado em Relações Públicas foi com a minha própria coordenadora de curso, Cristiane Paula, ela é aquele de profissional que possui uma bagagem gigante, e a cada conversa onde nos contava suas vivências, era uma aprendizado atrás do outro, uma verdadeira aula do que te espera no mercado a fora.

Li dois livros do autor Carlos Parente, Obrigado Van Gogh e Comunicação Além do Briefing, mesmo não sendo formado em Comunicação, sei que ele tem alma de um RP e demonstra isso nos capítulos. Ele sempre trabalhou com comunicação organizacional, e nos dois livros conta de maneira bem dinâmica e humorada, vivencias que ele teve durante a carreira, histórias valiosas principalmente para quem está concluindo a graduação ou é recém-formado. Espero um dia poder encontrá-lo e ouvir pessoalmente as suas grandes atuações.

Por último não menos importante, sou fã por inspiração de Guilherme Alf, o cara que verdadeiramente acredita na profissão de Relações Públicas. Transformou o que era uma iniciativa individual em uma causa nacional e hoje é o grande incentivador de vários profissionais como eu. Por isso, merece estar nessa lista.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Infelizmente ainda não. Mas o problema não está no mercado e nem nas faculdades, está em nós mesmos, enfrentamos um grave complexo de inferioridade que precisa ser desconstruído. Outro dia estava numa formatura de publicidade e comecei a refletir sobre a atuação destes profissionais, eles se formam e vão trabalhar em agências como Criativo, Editor, Mídia,

Produção, Atendimento, etc, mas quando questionados sobre qual é a profissão deles, respondem com firmeza, publicitários. O mesmo acontece com os profissionais formados em Relações Públicas, só que de forma inversa, preferem se denominar pelos cargos, Mercadólogo,

Cerimonialista, Assessor, Consultor e se “esquecem” de dizer de duas letras básicas, RP. Somente quando quebrarmos essa discriminação própria é que vamos ver se falar mais sobre Relações Públicas.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das RelaçõesPúblicas no Brasil?

Durante 100 anos construímos com dificuldade uma marca nacional para as Relações Públicas, que no próximo século possamos engajar e finalmente efetivar o conhecimento da área no Brasil.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

No meu ver, existem realmente regiões onde o conhecimento da área de Relações Públicas é maior, mas não é um impedimento para que ele atue. Sabemos que num mix de marketing a praça é muito importante para traçarmos o perfil da região escolhida. Assim também são as vagas em comunicação, encontrar uma vaga com o nome relações-públicas será uma tarefa difícil e normal, por isso, analise bem a sua estratégia de mercado local, e vá fundo como profissional de comunicação, mas com alma de RP.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

Vejo que tivemos uma contribuição importantíssima na área científica da Comunicação, vários pesquisadores se firmaram nesta carreira e produziram conteúdos fundamentais para todas as áreas acadêmicas, à exemplo o livro Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada, de Margarida Kunsch, uma grande profissional e estudiosa no Brasil e no Mundo.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão.

Minha paixão por Relações Públicas começou ainda no ensino médio, estudava em um Colégio Militar, e lá tive a oportunidade de exercer trabalho voluntário no setor de comunicação da instituição. Fui pesquisar mais sobre a área e não tive dúvida, era o que eu queria fazer para o resto da minha vida. Em 2010 iniciei meu curso em Comunicação Social com Habilitação em Relações Públicas pela UNIBAHIA e no final de 2013 concluí minha graduação.

Em 2012 criei a página de humor Relações Públicas da Depressão, fanpage que hoje está entre as maiores da área no facebook. Graças a este trabalho, em 2013 fui ganhador em 1º lugar do Prêmio RP do Brasil, na categoria estudante. Hoje formado, criei uma agência de comunicação junto a duas ex-colegas de curso, e divido meu tempo com projetos para incentivos da área de Relações Públicas no Bahia e no Brasil.

VRP: De onde surgiu a ideia de criar a página Relações Públicas da Depressão? Além do foco humorístico, qual você acredita ser o principal papel da fanpage?

A página Relações Públicas da Depressão foi criada em junho de 2012, a ideia partiu durante o período de férias da faculdade, eu estava pesquisando por conteúdos de humor na área de RP nas redes sociais, só que não encontrava nenhuma página relevante, foi então que eu mesmo decidi tomar uma iniciativa e criar minha própria página.

Meu foco sempre foi usar o humor para disseminar a profissão de Relações Públicas, pois entendo que este sentimento facilita e incentiva o compartilhamento e a compreensão do conteúdo na internet, gerando uma maior reflexão e visibilidade das postagens. Hoje ela já é a segunda maior página da área profissional no facebook, alcançando mensalmente mais de 100 mil pessoas e somando mais de 10 milhões de visualizações.

VRP: Você é sócio-diretor da equipe da Macaxeira Comunicação, agência de comunicação e marketing estratégico, voltada para pequenas e médias empresas. Qual a importância de uma agência voltada para esse segmento? 

A Macaxeira Comunicação é fruto de um freelancer ocorrido ainda no período da faculdade, era um evento científico que deveria ser produzido para uma organização profissional em Salvador, convidei mais 3 colegas de faculdade para trabalhar junto comigo. A partir deste evento fomos convidados para outros trabalhos, e assim decidimos criar a empresa e empreender após a conclusão do curso.

Decidimos focar no público de pequenas e médias empresas, pois analisamos que essas empresas estão crescendo muito e necessitam de uma comunicação mais estratégica, só não haviam assessorias adequadas para auxiliarem.

VRP: As pequenas e médias empresas, a partir de sua experiência, compreendem a necessidade de investir em comunicação?

Este é desafio enfrentado diariamente, pequenos e médios empresários tem dificuldade de ver a importância de ter uma comunicação estratégica para sua empresa, no entanto sempre demonstramos todos os retornos financeiros e qualitativos que eles terão com a nossa empresa. Quando as empresas nos contratam e começam a ver os resultados diretos que conseguem alcançar, todas nos dão um excelente feedback e começam a entender a importância da comunicação para empresas.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Muita coisa vem mudando no cenário empresarial brasileiro, com o crescimento das novas tecnologias e as transformações do modo de se comunicar e relacionar com o mundo, muitas instituições têm percebido que buscar formas estratégicas para conversar com seus públicos é uma necessidade atual. Diante disto, os profissionais de Relações Públicas estão sendo cada vez mais requisitados no mercado de trabalho, pois a graduação de RP é uma das formações mais completas quando se fala em administração da comunicação organizacional.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

Acredito que cada vez mais estamos buscando lutar pelo nosso lugar profissional, não criticando, mas fazendo ações positivas. Vários relações públicas estão saindo da zona de conforto e procurando criar ações efetivas para a área. Por isso digo que a mudança profissional está em nós e o futuro depende dela.

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