041 – RP escreve a sua história com Carlos Eduardo Mestieri

rp-facebookE na série “RP escreve a sua história”, o Versatil RP apresenta a entrevista com , presidente da Rede Inform Comunicação. Formado em Ciências Jurídicas pela Faculdade Paulista de Direto da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (OAB – Inscrição 14073) e profissional de Relações Públicas.

Fundador e presidente do SINCO – Sindicato Nacional das Empresas de Comunicação Social (1991/1994) e da ABEC – Associação Brasileira das Empresas de Comunicação (1999-2001), Carlos Eduardo Mestieri é o atual conselheiro do SINCO e da ABRP Associação Brasileira de Relações Públicas – SP. Autor do livro “Relações Públicas: Arte de Harmonizar Expectativas” e co-autor do livro “Obtendo Resultados com Relações Públicas”, também é palestrante do Grupo de Excelência da ABERJE – Associação Brasileira da Comunicação Empresarial.

Prêmios e Reconhecimentos: 
— Eleito Relações Públicas do Brasil – Categoria Mercado em 2006.
— Trofeu Vera Giangrande do CONRERP – 2010 – 30º POP
— Trofeu Candido Teobaldo – 30ª Edição do Premio ABRP – 2012.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

Ao terminar a Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade de São Paulo, fui convidado a ingressar numa das primeiras empresas de Relações Públicas, a AAB de José Carlos Ferreira e José Rolim Valença. Isto em 1963. Na época só existiam cursos do IDORT com especialização em Relações Públicas. Eu, que trabalhava na Assembleia Legislativa de São Paulo, iniciei então um programa de Relações Governamentais para os clientes da AAB, após aperfeiçoamento na Hill Knowlton, nos EE UU.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

Houve um período de estagnação em função do grande desenvolvimento da área de Assessoria de Imprensa, na década de 80. Mas com a vinda das grandes empresas de PR americanas e europeias a área está tomando novo desenvolvimento. OLYMPUS DIGITAL CAMERA

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira a ser Relações Públicas?

Não são pessoas que me inspiram, mas sim a própria profissão, pois creio na necessidade que todas as organizações têm de estabelecer uma harmonização com todos os públicos que interferem direta ou indiretamente nas suas atividades. E, isto é a função das Relações Públicas, ou seja, a arte de harmonizar as expectativas, título que adotei para o meu livro.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Ainda não, mas caminha para isso. Houve época em que as grandes multinacionais instaladas no Brasil tinham seus próprios Departamentos  de Relações Públicas e começavam a surgir as primeiras Agências, na década de 60, mas como já disse acima na década de 80 houve o crescimento das Assessorias de Imprensa, com declínio de RP motivado pela Regulamentação da Profissão, e hoje RP retorna com grande força pelo entendimento de que não basta apenas o relacionamento com a imprensa, mas com todos os públicos que interagem nas atividades de uma organização – empregados, governo, imprensa, acionistas, fornecedores, clientes, mídias sociais, etc.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

É difícil imaginar o que acontecerá no mundo daqui a mais 100 anos, tendo em vista a velocidade com que as técnicas e as ferramentas de comunicação se desenvolvem. Quem poderia imaginar ha 30 anos o avanço da Internet propiciando tantos meios de comunicação?

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

Isto será resultado do próprio desenvolvimento das demais regiões brasileiras. Quando iniciei, em 1963 não era maioria, só existia em São Paulo e Rio de Janeiro. Hoje você tem faculdades em quase todas as capitais brasileiras e novas empresas estão se instalando em outros Estados brasileiros, o que demandará a contratação de profissionais de RP.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

A consciência, cada vez maior, dos empresários sobre a necessidade da comunicação e do relacionamento com seus públicos.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP?

É fácil de imaginar todas as transformações ocorridas nesses meus 50 anos de atividade, já  expostas nas  demais respostas a esta entrevista. Quando iniciei vivíamos numa democracia seguida de longo período de ditadura militar, as próprias relações governamentais que eram minha especialidade, na qual me aprimorei nos Estados Unidos teve que ser adaptada para esse período.  Hoje vivemos novamente um período de plena Democracia o eu propicia o desenvolvimento da profissão, que se baseia na liberdade de expressão.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Enquanto no passado a maioria da comunicação era por impressos, hoje ela está praticamente toda digitalizada. Se no passado tínhamos o grande trabalho de enviar folhetos, brochuras, hoje se faz isso via os meios de comunicação da internet. Veja o desenvolvimento das áreas de relacionamento com as mídias sociais nas empresas e nas agências. Nesses meus 50 anos de atividade, eu vim do Rádio, para a TV, deslumbrei-me com a Xerox e o Fax. O que dizer da comunicação via e-mail, Whatsap, Skype, Facetime. Dos Blogs, do Facebook, dos Sites? E tudo mais que deverá ainda surgir?

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

Acho que mais apropriada seria a pergunta: como estará o mundo nos próximos cem anos. E tenho que declarar minha incapacidade de imaginar, por mais que goste de ficção científica.

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