042 – RP escreve a sua história com Ana Clarissa Calvacante

rp-facebookAna Clarissa é Especialista em Informática Aplicada à Educação, liderança e performance organizacional. Formada em Relações Públicas pelo Centro Universitário – CIESA. Possui mais de 8 mil horas de atuação em mídias sociais resultados comprovados. Palestrante em grandes eventos regionais e nacionais, ao lado de importantes nomes do mundo da comunicação e marketing digital.

Seus projetos na área de relações públicas ganharam destaque nacional e lhe permitiram conquistar resultados consideráveis como a primeira colocada no VIII Edição do prêmio de Relações Públicas do Brasil profissional revelação da área com 3.587 votos, em júri popular, no ano de 2013.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

Desde de criança sempre tive um sonho de querer ser politica. “De querer mudar o mundo”. Ao longo dos anos fui conhecendo algumas áreas como Jornalismo, Publicidade e Designer porém eu queria algo que chegasse perto em relacionamento, gerenciamento e estratégia. Foi através de um teste vocacional e pesquisa que conheci as relações públicas. Prestei o vestibular e foi paixão desde do primeiro dia de aula.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

Acredito que nesses últimos anos as empresas estão amadurecendo e estão dando importância as relações publicas. Estamos vivendo um momento único na nossa profissão. Um momento que a comunicação é veloz e as organizações não pensa mais “em vendas” e sim no relacionamento e na humanização da marca entre empresa e cliente interno e externo.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira(m) a ser ou se tornar um Relações Públicas?ana clarissa

No tempo de faculdade meu professor Paulo Neri, Professora Eliana Sampaio e Professora Teresa Moss. Agradeço também alguns profissionais que são meus espelhos como Sheila Sobreiro, Larissa Prado, Anna do Vale, Inara Costa, Carolina Terra e Marcello Chamusca essas pessoas me inspiraram durante esses meus últimos 06 anos que estou vivendo e uma pessoa em especial que foi a minha primeira chefe, no meu primeiro estágio ela não é relações públicas ela é formada em Pedagogia, porém, tem alma de relações públicas minha primeira líder Glória Nogueira, ela foi a minha base de liderança e espelho. Devo tudo a ela do que sou hoje como profissional.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil. Para você, a profissão é valorizada como deveria?

Sempre acreditei que toda profissão tem seus altos e baixos, que existe essa “desvalorização”. Pra sermos valorizados devemos ser o melhor profissional. Dessa forma, cada empresa vai entender a importância de um departamento de RP ou de um profissional de RP dentro de um setor de marketing ou comunicação. Acredito que “nos profissionais” e os que estão em formação devem deixar seu legado por onde passar. Através de FAZER. Fazer o trabalho de uma forma eficiente e eficaz para termos “essa valorização”. Vou citar uma frase do livro: A estratégia do oceano azul “Só existem duas alternativas para o desempenho: alcançar as metas ou supera-las”. Então devemos SUPERAR cada obstáculo da nossa profissão e começarmos a EXPLORAR O INEXPLORADO.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado daqui 100 anos, na futura comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

Jovens, EXPLORE O INEXPLORADO! Não meça esforços para chegar lá. Dê o primeiro passo, mas faça isso agora. Ache seu proposito e lembre-se dos 4Ps: Paixão, Proposito, Pessoas e Parcerias. Você deve ter um direcionamento, que é o de chegar lá, naquele lugar tão desejado. Não esqueçam de serem éticos e humildes sempre!

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

Discordo, um pouco com essa afirmação. As regiões Norte e Nordeste são as que mais têm se desenvolvido, com um crescimento médio de 30% ao ano. No Amazonas temos a Zona Franca de Manaus que é um exemplo de produção de riquezas e empregos. Outros polos industrias podem ser criados aqui. Estamos vivendo um momento do empreendedorismo e da economia criativa, Manaus é uma terra fértil que você pode implementar um negócio criativo e ganhar dinheiro além de termos uma população hospitaleira e carismática. O polo industrial de Manaus abriu perspectivas para milhares de trabalhadores progredirem na vida. Muitos fizeram carreira nas multinacionais que se estabeleceram na região.

Ultimamente temos editais abertos para área de comunicação, concursos, novos empreendimentos precisando de coordenador e estagiário de marketing e comunicação. Além das startups que estão nascendo que precisam de profissionais da área de comunicação. Temos que EXPLORAR o INEXPLORADO. A dificuldade que vejo dos “ RPs” são dos próprios RPs. Os que  não conseguem entender que ele pode atuar como coordenador de marketing, comunicador interno, social media, coordenador de projetos e entre outros. Devemos observar as descrições das vagas oferecidas e dessa forma, “meter a cara” mesmo e dizer. OPA, sou RP e posso e tenho competência de ser um coordenador de marketing. Por exemplo.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

Pegando as empresas grandes como Nestlé, Coca-Cola, Pepsi, Pão de Açúcar, Carrefour, General Eletronic, Honda, Microsoft, Tam, Gol, Apple e entre outras empresas que sempre trabalharam muito bem com as ferramentas das relações públicas.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão.

Eu trabalho desde dos 16 anos de idade. Já fazia relações públicas sem saber. Meu primeiro “emprego” foi na gráfica do meu tio. Lá estava mais pra aprender como era o processo de uma gráfica. Atendia os telefonemas (falava com os fornecedores e clientes), fazia limpeza de fotos e restauração no photoshop, cartão de visita no corel draw, atendia e anotava os pedidos dos clientes dele. No ano de 2007, (novembro) comecei meu primeiro estágio no CETAM (Centro de Educação Tecnológica do Amazonas) e lá fazia de tudo um pouco desde de atender o nosso público a ligar para os fornecedores. Foi nesse estágio que coloquei em prática muita coisa de relações públicas. Em 2009, fui estagiaria de eventos da SEC (Secretaria de Cultura do Amazonas) aprendi também na prática de como organizar um evento, fazer release, entrar em contato com os editores de jornais, divulgação e entre outras coisas. Foi sensacional.

No ano de 2011, fui assessora de comunicação na Fundação Floresta Viva implementei as rede sociais deles. Em 2012, tive uma passagem rápida pela UNIMED Manaus, fui assistente de marketing aprendi bastante sobre marketing e logo depois fui analista de mídias digitais do grupo INFS (Instituto Nelly Falcão de Souza) trabalhei por um ano e nove meses e foi uma experiência incrível. Atualmente sou mídias digitais da UNINORTE (Centro Universitário do Norte) que faz parte da rede Laureate Internacional Universities.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Acredito que é a de social media. Essa profissão acelerou muito rápida as empresas ainda estão perdidas e temos poucos profissionais da área que são qualificados. Devemos entender melhor a essência de um analista de mídias digitais. Ser social media não é apenas POSTAR conteúdo todos os dias. Devemos entender sobre ESTRATÉGIA DE RELACIONAMENTO, MÉTRICAS, GERENCIAMENTO e que pra tudo tem metas e resultados assim vai valer teu trabalho nessa área.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

Acredito na humanização entre pessoas e organização e o maior desafio será o contato direto entre as pessoas novamente. Mesmo que a internet nos proporciona um leque de oportunidade de conhecer outras pessoas em todo o mundo, de termos um relacionamento com os nossos clientes. Acredito que algum momento iremos voltar para “o passado” deixar um pouco o mundo virtual e voltarmos a ter contato pessoal.

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