043 – RP escreve a sua história com Antônio Paiva

rp-facebookHoje recebemos para contar a sua história Antônio Paiva, 26 anos, estuda Comunicação Social/Relações Públicas pela Universidade Federal do Maranhão. Atualmente trabalha no Núcleo de Comunicação da Universidade Aberta do SUS – UNA-SUS/UFMA.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

Antônio Paiva: Eu pretendia cursar Publicidade e Propaganda, pois era algo que me chamava atenção desde cedo. No entanto, na época em que prestei vestibular, não dispunha de condições de pagar o curso, que, até hoje, no Maranhão só é oferecido por instituições privadas. Assim, tive que optar por um curso ofertado pela Federal do Maranhão que tivesse mais afinidade com Publicidade. E vi isso em Relações Públicas. No decorrer da Graduação fui me identificando cada vez mais com as funções do RP, antes desconhecidas por mim e, a partir de então, não trocava a opção por nenhuma outra, nem mesmo pela paixão antiga, Publicidade.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira/inspiraram a ser Relações Públicas?

Antônio Paiva: Não tenho exatamente nenhuma pessoa como inspiração a ser RP. Mas o que me motiva é a certeza de que escolhi uma profissão que me dará prazer em exercê-la. Uma profissão que julgo ser fundamental no nosso dia a dia, da qual tenho e terei sempre muito prazer de falar, de defender, de atuar.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?antonio_paiva

Antônio Paiva: Vejo um cenário mais que propício e que anseia pelo profissional de Relações Públicas, e isso é notório no vários exemplos de mau comportamento de organizações que presenciamos diariamente. Acho que ainda falta ficar claro para essas instituições que existe um profissional ideal para a função de gerenciamento do processo comunicacional das organizações, e que ele é o RP. E, talvez nós, Rps é que devemos deixar claro isso.

VRP: Como você vê a perspectiva de mercado para profissionais de relações públicas?

Antônio Paiva: Vejo que a necessidade desse profissional é cada vez mais evidente, porém percebe-se que, seja por falta de compreensão, por parte do empregador, seja pela “comodidade” do RP, as oportunidades de atuação acabam sendo aproveitadas por outros profissionais, como os colegas de jornalismo, por exemplo.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Antônio Paiva: Certamente não. Exatamente por essa “incompreensão” da real necessidade do RP nas funções cabíveis a ele, os profissionais da área, com algumas exceções, acabam exercendo múltiplas e subcompetências, e, consequentemente, não sendo devidamente valorizado.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

Antônio Paiva: Acredito que isso se dá, em parte, em função da formação majoritária desses profissionais na região sudeste, onde a profissão já é mais bem compreendida que nas demais regiões do país. Assim, onde há maior oferta de formação, maior compreensão das funções do RP, maiores são as oportunidades de emprego.

VRP: Como recém-formado em Relações Públicas, você acha que a grade do curso de RP está se ajustando com a realidade atual do mercado de Relações Públicas?

Antônio Paiva: Ainda sou estudante, e pouco tive contato com o mercado, assim não teria propriedade para fazer algum julgamento. Mas, com a experiência de aluno, sinto a necessidade de mais disciplinas laboratórios, que deem mais consistência aos aportes teóricos discutidos em sala de aula.

VRP: Qual a sua expectativa para o curso de Relações Públicas daqui a alguns anos?O que você acha que poderia ser melhorado na grade curricular do curso?

Antônio Paiva: Sou otimista e acredito que as perspectivas são boas. Cada vez percebe-se a necessidade do RP nas organizações de grande, médio e pequeno porte. A partir do momento que as Relações Públicas passarem a não mais causar estranhamento quanto à sua real aplicação e importância, a coisa tende a ganhar o seu devido valor.

VRP: Os futuros profissionais de Relações Públicas estão preparados para se adaptar as novas tecnologias e utiliza-las a seu favor? Onde as redes sociais se encaixam na estratégia de um plano de “RP”?

Antônio Paiva: Creio que sim, pois a atual e as novas gerações já iniciam suas vivências acadêmicas conectadas às novas tecnologias. Acredito que as redes sociais se consolidam como um riquíssimo campo de pesquisa e importante, mas também “perigoso”canal de relacionamento entre organização-públicos, e que o RP deve estar preparado para saber como melhor fazer uso desta ferramenta.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

Antônio Paiva: O momento das Relações Públicas deve ser de otimismo e de protagonismo. Não temos que esperar o mercado compreender o nosso papel. Nós precisamos mostrar às organizações que nenhum outro profissional fará com eficiência o que sabemos e estamos preparados a fazer.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

Antônio Paiva: Acredito que mesmo de forma tímida e, às vezes disfarçada por outras denominações, as Relações Públicas sempre estiveram presentes nas importantes conquistas deste país.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP?

Antônio Paiva: A minha relação com as Relações Públicas foi, no início, uma busca de suprir ou talvez encontrar algo que se aproximasse do que eu realmente gostaria de fazer, mas não podia: cursar Publicidade. Foi como um amante que, impossibilitado de ter seu grande amor, buscou na prima da amada, alguma semelhança que lhe servisse de consolo, mas ao conhecê-la, descobriu sua verdadeira paixão.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Antônio Paiva: Não saberia dizer se há uma área das RP com retorno mais rápido ou demorado que outra. Acredito que o profissional deve se preparar com um foco e buscar atingir seu objetivo, o sucesso será consequência.

VRP: Como o Relações Públicas, usando as próprias estratégias de “RP” pode fazer com que a profissão ganhe cada vez mais espaço e reconhecimento, para que se torne tão popular como os profissionais de Publicidade e Jornalismo?

Antônio Paiva: Vejo o RP falando muito nos e dos outros. Acho que tá na hora de se mostrar mais, de deixar de lado o sentimento de anonimato e fazer relações públicas para si mesmo, defendendo veemente sua importância e cobrando legalmente o exercício das funções que lhes são próprias e asseguradas por legislação.

VRP: Qual mensagem você diria para quem está iniciando no curso de Relações Públicas e para os recém formados na área?

Antônio Paiva: O reconhecimento da área pode ser ainda um desafio, mas para o bom profissional, aquele que ama o que escolheu fazer, desafios são apenas ingredientes que tornam as conquistas muito mais saborosas.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

Antônio Paiva: Com certeza muito mais forte e consolidado. Amém!

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