044 – RP escreve a sua história com Marcelo Pinheiro

rp-facebookDepois de uma pausa retornamos ao “RP escreve a sua história” com Marcelo Pinheiro, que é especialista em gestão e marketing de eventos e Bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas; Cerimonialista, com atuação em todos os segmentos do Cerimonial; Chefe do Cerimonial do Ministério Público do Estado do Pará; Autor e coordenador dos primeiros programas de Pós-Graduação em Cerimonial do País, nas modalidades presencial (Belém) e à distância (São Paulo); Autor do primeiro curso de extensão em Cerimonial, na modalidade à distância, do País.

Fundador e primeiro Presidente do Sindicato dos Cerimonialistas e Mestres de Cerimônias do Brasil (SINCMC Brasil) e foi Coordenador da Comissão de Trabalho de Cerimonial e Protocolo do Ministério Público dos Estados e da União (CTCEMP), o primeiro paraense a ocupar o cargo; Professor com mais de 3 mil alunos de graduação, pós-graduação e extensão, sendo professor titular, inclusive, na Pós-Graduação Cerimoniais e Eventos de Luxo, coordenado por Cláudia Matarazzo (SP); Mestre de Cerimônias, com mais de 1 mil solenidades realizadas nessa função; Organizador de Eventos e Calígrafo profissional. É também diretor do Portal do Cerimonial (www.cerimonialista.com).

Escritor, autor das publicações: “Cerimonial Público para a Administração Pública” (2014) “Protocolo em Cima da Mesa” (2011) “Protocolo para Autoridades e Personalidades” (2011- 2ª edição e 2010 – 1ª edição) “Acorda pro Acordo – O Cerimonial e o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”, (2009) o primeiro do gênero no Brasil, co-autor do Livro “Cerimonial por Cerimonialistas” (2008), e “Ordem Geral de Precedência dos Municípios Brasileiros (2007). Conferencista, Palestrante e facilitador de Cursos em todo o Brasil, no exterior, e nos principais eventos do setor, em temas ligados à comunicação, cerimonial, protocolo, etiqueta, imagem pessoal e profissional, eventos, educação corporativa e comportamento e postura, onde atingiu a marca de mais de 15 mil espectadores; Criador da Convenção dos Cerimonialistas e Mestres de Cerimônias do Brasil e da Semana do Cerimonial; Autor da Oração do Cerimonialista; Foi homenageado com a Lei Municipal nº 8886, de 2011, que instituiu o dia 4 de agosto, data de seu aniversário, como o Dia Municipal do Cerimonialista, por proposição do então Presidente Raimundo Castro.

VRP: Porque escolheu estudar Relações Públicas?

Marcelo Pinheiro: Buscava comunicação social. Ao analisar as habilitações disponíveis, percebi que, em muito, já atuava com assuntos ligados a profissão. E daí minha opção em formalizar e aprimorar o trabalho que já desenvolvia.Foto Marcelo Pinheiro

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira/inspiraram a ser Relações Públicas?

Marcelo Pinheiro: Embora estejamos falando de Relações Públicas, minha inspiração sempre esteve pautada em grandes comunicadores. Eles motivaram e ainda motivam a entender a comunicação como a ciência da obstinação.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

Marcelo Pinheiro: Relações Públicas, ao meu ver, é setor claramente definido; é mercado amplamente inexplorado; e é função, sobremodo, radicalmente estereotipada sob o prisma de tendências, que nem sempre refletem a necessidade dos seus públicos, ficando a mercê do desejo científico dos profissionais que a exercem.

VRP: Como você vê a perspectiva de mercado para profissionais de relações públicas?

Marcelo Pinheiro: Do mesmo modo, o cenário reflete a expansão de carreiras e atuações focadas e o distanciamento, proporcional e na mesma velocidade, de profissionais do múnus da atuação, pelo (des)entendimento da real função das relações públicas, quer como instrumento, quer como processo.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Marcelo Pinheiro: Irrefutavelmente, não! Se o próprio profissional da área ainda não tem consolidado o seu papel, imagine o mercado que o contrata?

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

Marcelo Pinheiro: Trata-se de questão relacionada ao binômio academiaXmercado. Se em determinada região a oferta de cursos de graduação e pós-graduação é maior, indiscutivelmente, a demanda por profissionais da área acompanhará o mesmo ritmo. E assim, sucessivamente, no que diz respeito a expansão territorial da profissão.

VRP: Qual a sua expectativa para o curso de Relações Públicas daqui a alguns anos?O que você acha que poderia ser melhorado na grade curricular do curso?

Marcelo Pinheiro: Prevejo a reformulação, da nomenclatura à grade, como estratégia de manutenção da essência da profissão. Já se vê o aprimoramento de cursos para “comunicação empresarial”, “comunicação institucional”, “comunicação jurídica”, “comunicação mercadológica” e com relações públicas não será diferente…quem sabe, em breve, não teremos uma graduação em “comunicação para públicos-alvo”? Só o tempo dirá!

VRP: Os futuros profissionais de Relações Públicas estão preparados para se adaptar as novas tecnologias e utiliza-las a seu favor? Onde as redes sociais se encaixam na estratégia de um plano de “RP”?

Marcelo Pinheiro: As novas gerações profissionais já trazem , na cultura de suas formações, as novas tecnologias. E aí incluem-se as redes sociais. O desafio, ao meu ver, é imputado aos profissionais com maior tempo de atuação que devem incorporar tais mecanismos às suas respectivas rotinas de trabalho.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

Marcelo Pinheiro: Relações Públicas, incontestavelmente, acompanhou, quer como protagonista, quer como coadjuvante, as últimas décadas do processo da história do Brasil, sempre integrando o elenco, e independente da dimensão do papel nessa trama. Passou e perpassou por distintos períodos políticos e contribuiu para que relevantes momentos da rotina da administração pública e privada, fossem influenciadas por suas técnicas, sob a atuação de seus muitos profissionais que dedicaram, e ainda dedicam, a sua proficiência na gestão da comunicação entre pessoas e entre organizações.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Marcelo Pinheiro: Mesmo que suspeito para falar a respeito, os dados mostram que eventos e cerimonial juntas, têm permitido o acesso mais natural, desde a academia, inclusive, quando os acadêmicos são convidados a desenvolverem técnicas de atuação nesses segmentos e iniciam, ali mesmo, carreiras que se consolidam quando chegam ao mercado de trabalho.

VRP: Como o Relações Públicas, usando as próprias estratégias de “RP” pode fazer com que a profissão ganhe cada vez mais espaço e reconhecimento, para que se torne tão popular como os profissionais de Publicidade e Jornalismo?

Marcelo Pinheiro: É popularidade que buscamos? Desculpe contrapor mas, ao meu ver, o que deve ser conquistado é respeitabilidade e campo de atuação. E estes dois cenários somente podem ser incorporados como prática se os profissionais fizerem valer suas próprias técnicas em favor da profissão. Do contrário, teremos visibilidade sem sermos competitivos a ponto de mantermos profissionais em pleno exercício de mercado.

VRP: Qual mensagem você diria para quem está iniciando no curso de Relações Públicas e para os recém formados na área?

Marcelo Pinheiro: Analise, tão quanto seja necessário, se é este o caminho pelo qual quer atravessar toda a sua vida útil, profissionalmente falando. De forma análoga, todos querem ter fama, sucesso e dinheiro no showbusiness, mas poucos são os artistas que se dispõem a enfrentar a maratona dos bastidores para serem grandes profissionais. Nas devidas proporções, o raciocínio é o mesmo. Ser Relações Públicas é estar preparado para o porvir que a profissão impõe, nem sempre confortável.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

Marcelo Pinheiro: Com mais força. A era da tecnologia está consolidado a (re)leitura do homem como o agente de transformação da própria máquina e tudo, como Relações Públicas, que se dedicar à tal matéria, será futuro promissor. E nós somos exatamente tudo isto!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s