045 – RP escreve a sua história com Carla Azevedo

rp-facebookCarla Azevedo é formada em Relações Públicas pela Universidade Federal do Maranhão. Começou sua carreira atuando em Assessoria de Comunicação, trabalhou com gestão de pesquisas de mercado e grupo focal e atualmente é Analista de Mídias Sociais na Futura Produção.

Durante a sua graduação até hoje tem se especializado em Gestão de Mídias Sociais. Foi vencedora regional do prêmio Expocom 2011 na categoria Relações Públicas, modalidade Projeto de Assessoria de Comunicação Governamental e do prêmio Expocom 2014 na categoria Relações Públicas e Comunicação Organizacional, modalidade Produto de Comunicação Institucional Digital.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

Carla Azevedo: Escolhi por indicação de um amigo quando conversávamos sobre carreira logo após ter concluído o Ensino Médio. Disse a ele que gostava muito da prática de mediar conversas por meio das traduções reais que eu já lidava por desde criança gostar de estudar e falar inglês. Eu me sentia importante por fazer duas ou mais pessoas entenderem, se relacionarem bem, mesmo com idiomas diferentes. Foi então que ele percebeu a minha vocação para ser uma relações públicas, me indicando o curso na Universidade Federal do Maranhão. Foto Carla Azevedo

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira/inspiraram a ser Relações Públicas?

Carla Azevedo: Quem me inspirou desde o início foi a minha primeira professora de Relações Públicas, logo no primeiro período da curso de RP. Passei a admirá-la pelo seu conhecimento e estudos da área.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

Carla Azevedo: Vejo que há muitas e boas oportunidades para RP’s principalmente no sul do Brasil, mas no Nordeste, deixa a desejar pelas poucas vagas nas organizações, que em sua maioria, são para concursos disputadíssimos.

VRP: Como você vê a perspectiva de mercado para profissionais de relações públicas?

Carla Azevedo: Creio que o espaço para os relações públicas tende a crescer, mas vindo de baixo pra cima, ou seja, do sul do país para o norte. Falando a respeito do meu estado, o Maranhão, as vagas para cargos de relações públicas que existem são poucas. As organizações estão, aos poucos, tendo noção de suas necessidades comunicativas mas não entendem bem qual o melhor profissional que possa atender às suas expectativas, ou desejos que nem mesmo têm definidos.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Carla Azevedo: Acho que durante todos esses anos estamos caminhando para ganhar notoriedade no mercado brasileiro. Uma profissão para ser valorizada deve ser reconhecida por pessoas de todas as instruções, por outras profissões e ter claro quais são suas atividades, o que na prática um relações públicas faz. Tiro conclusões pelo local que vivo e seu mercado de trabalho e digo que no geral, as empresas/pessoas não têm conhecimento sobre nossa profissão.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

Carla Azevedo: Interesse dos empresários na expansão comercial. Onde há lucro, investimento do governo. E os pólos lucrativos no Brasil são sem dúvida no Sul/Sudeste.

VRP: Como recém-formada em Relações Públicas, você acha que a grade do curso de RP está se ajustando com a realidade atual do mercado de Relações Públicas?

Carla Azevedo: A grade curricular do meu curso na UFMA não está tão desatualizada quanto ao mercado. No entanto, concordo que as cadeiras, mesmo altamente teóricas, que tive estão sendo muito úteis nas minhas atividades como profissional no mercado.

VRP: Qual a sua expectativa para o curso de Relações Públicas daqui a alguns anos? O que você acha que poderia ser melhorado na grade curricular do curso?

Carla Azevedo: Espero que o curso de RP produza mais em sentido acadêmico e ganhe mais destaque no mercado barsileirol. Seria maravilhoso se o governo abrisse mais oportunidades no Ciência Sem Fronteiras e mais bolsas e convênios com outras universidades estrangeiras para cursos de pós graduação, mestrado e doutorado na nossa área.

Creio que a grade do meu curso poderia melhorar se os alunos tivessem mais disciplinas práticas, de laboratório. Para isso, o curso teria que ter mais investimentos materiais.

VRP: Os futuros profissionais de Relações Públicas estão preparados para se adaptar as novas tecnologias e utilizá-las a seu favor? Onde as redes sociais se encaixam na estratégia de um plano de “RP”?

Carla Azevedo: Os profissionais de RP não devem jamais excluir as mídias sociais de seus planejamentos. As pessoas estão conectadas quase 24h por dia. Isso é um fato e cultura inegáveis. Temos que estar atentos sempre aonde os públicos estão, quais são os melhores meios de atingí-los com mensagens, criar e fortalecer relacionamentos. Deve saber não só a usabilidade das ferramentas, de um modo mecânico, mas deve estudar as novas tendências da comunicação digital e andar paralelo ao rumo ao seu público-alvo.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

Carla Azevedo: Eu fui uma das pioneiras a fazer relações públicas nas redes socias na internet no nordeste do Brasil!

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

Carla Azevedo: A maior contribuição ao meu ver foi a política. No assessoramento dos partidos políticos, no planejamento e execução dos eventos para fortalecer imagens perante a opinião pública.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão.

Carla Azevedo: Eu comecei como estagiária em uma empresa de pesquisas quanti e quali de mercado e políticas. Aprendi a manusear softwares de gestão de dados e técnicas de pesquisa de com grandes institutos como o IBOPE e Millward Brown. Depois fui estagiária em uma Assessoria de Comunicação de empresa pública, onde concretizei as teorias que aprendia no início da faculdade.

Depois comecei de vez no ramo das mídias digitais na minha primeira agência, a Maximize, que foi com certeza não só um aprendizado das técnicas, planejamento e pensar estratégico, mas foi sem dúvida uma escola para a vida com os profissionais que convivi. Além das atividades como social media, tive a oportunidade de desenvolver trabalhos e campanhas de comunicação interna e ter contato com profissionais da cúpula do setor de marketing de uma multinacional. Logo, logo, retornei como analista de mídias sociais na atual agência que trabalho, onde estou crescendo na área, com o planejamento e criação de conteúdo para as redes sociais, monitoramento de mídias sociais, conteúdo para site e SAC.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Carla Azevedo: Vejo duas: a das mídias sociais e empresas que fazem eventos sociais e cerimonial. Primeiro porque por ser uma nova tendência dos últimos três a quatro anos, as mídias sociais têm feito sucesso com empresas que percebem as oportunidades de falar com o seu público que está cada vez mais conectado devido às facilidades de acesso a dispositivos móveis e redes de internet.

Segundo, vejo que no Maranhão existem muitas empresas de eventos que tem crescido com seus serviços de entretenimento. Algo que casa com a cultura local.

VRP: Como o Relações Públicas, usando as próprias estratégias de “RP” pode fazer com que a profissão ganhe cada vez mais espaço e reconhecimento, para que se torne tão popular como os profissionais de Publicidade e Jornalismo?

Carla Azevedo: Informação. Ao meu ver, os profissionais deveriam se unir com organizações como ABRAPCORP, INTERCOM, CONRERP’S, ABPR’S e universidades para estabelecer parcerias com grandes empresas de comunicação de massa e criar estratégias de comunicação para valorizar e divulgar nossa profissão.

VRP: Qual mensagem você diria para quem está iniciando no curso de Relações Públicas e para os que pensam em entrar na área?

Carla Azevedo: Pesquise o seu mercado! Fique atento aos salários e onde há mais vagas onde você vai morar depois (ou antes) que conclua a graduação.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

Carla Azevedo: Se for feito algo AGORA para uma divulgação em massa, uma campanha de grande escala para uma mudança de comportamento dos brasileiros e nossa profissão ganhar mais notoriedade e ser mais valorizada, acredito que, daqui a mais cem anos teremos um país com RP’s em um mercado mais homogêneo e plural; mais cursos em universidades, mais doutores e livros publicados!

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