047 – RP escreve a sua história com Ivan Davis

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Hoje vamos conhecer a história de Ivan Davis. Ivan entrou na faculdade de comunicação em 1998 após ter cursado parte do curso de Artes Visuais e Tecnologia da Imagem. Se formou em Relações Públicas no final de 2001 e em 2003 passou a fazer parte do Conrerp.

Trabalhou em diversas agências de Comunicação e também no cerimonial do Governo do Estado do Pará. Trabalha desde 1998 na Radio Jovem Pan onde estabeleceu carreira como produtor e continua até os dias de hoje.

Mantém um trabalho paralelo na área de Eventos Sociais , inclusive com reconhecimento à nivel nacional e também internacional, realizando eventos por três anos consecutivos em cidades da Florida (EUA).

Já participou de diversos programas de Radio e Tv. Inclusive foi convidado pelo Jornalista Ricardo Boechat (band news) a participar ao vivo de seu programa matinal como um dos entrevistados. Fez parte da equipe que organizou uma gigantesca campanha da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.

Atualmente, Ivan Davis está apresentando um programa de rádio semanal na web que aborda assuntos relacionados à Cultura Pop, cinema e tv. O programa já é conhecido nacionalmente e já rendeu matérias no jornal ‘Diário do Pernambuco’, participações na radio tupi do Rio de Janeiro e apresentações nos centros de convenções do Ceará e Maranhão.

Recentemente esteve realizando trabalhos para a UTV (canal de televisão universitário da Net) ao lado de um grupo de estudantes do curso de comunicação da UVA-RJ.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?Foto Ivan Davis

Sempre quis fazer o curso de comunicação social, e na época do vestibular pesquisei parar saber quais das habilitações era a mais completa. De acordo com tudo que eu li e descobri, o curso de relações públicas era o mais completo e que mais combinava comigo.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira/inspiraram a ser Relações Públicas?

Os filmes americanos sempre mostram o RP de uma maneira interessante e aquilo despertou um interessa muito grande em mim na epoca que estudava para o vestibular.

No Pará, se eu tivesse que citar um nome de um RP que eu admiro muito e me inspirei, esta pessoa seria o Guto Delgado que nos dias de hoje acabou se tornando um grande amigo.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

Na minha opinião o cenário da profissão ainda é fraco, mas em crescimento (em passos de tartaruga rsrsrs…). Meu tcc na época foi um trabalho de divulgação de profissão, que no meu ver ainda seria bem atual.

VRP: Como você vê a perspectiva de mercado para profissionais de relações públicas?

A cada dia novas empresas vão percebendo a real necessidade de se ter um RP, porém como falei na resposta anterior, é algo lento… Creio que dentro de uns 15 anos a profissão ja estará do jeito que todos nós, profissionais da área, sonhamos.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

É algo radical a questão da valorização da profissão. Exemplo: Quem já abriu os olhos para a necessidade de ter um RP competente dentro da empresa, não larga nem abre mão do profissional. Por outro lado, quem não tem RP, sequer tem idéia dos benefícios que o profissional pode trazer para a empresa (é oito ou 80).

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

Falta de conhecimento da profissão e consequentemente a falta de divulgação do curso ainda são os maiores vilões da profissão. O norte e o nordeste são as regiões que mais sofrem e o eixo sul-sudeste é quem vem se beneficiando mais com a presença do RP em suas empresas.

VRP: Como professora de Relações Públicas, você acha que a grade do curso de RP está se ajustando com a realidade atual do mercado de Relações Públicas?

Noto que existe uma disparidade muito grande entre algumas universidades. Algumas estão com a grade bem alinhada com o mercado, e em compensação, outras parecem que ainda estão vivendo os anos 90. É algo absurdo que chama a atenção de qualquer pessoa que tenha um minimo de conhecimento a respeito do curso.

VRP: Qual a sua expectativa para o curso de Relações Públicas daqui a alguns anos?O que você acha que poderia ser melhorado na grade curricular do curso?

A expectativa sempre é das melhores. Sempre vi o futuro do RP como algo incrivel, uma profissão que dará inveja à muitos outros cursos. O que pode ser melhorado nos cursos, é uma fiscalização maior por parte do conselho para que não haja esta disparidade tão grande de uma faculdade para outra conforme citei na questão anterior. Outra situação que não podemos perder é a complexidade do curso exaltada por mim na primeira questão. O curso de rp na minha opinião, apesar dos problemas, continua sendo sim o mais completo, variado e cheio de alternativas. Não podemos nunca perder esta característica.

VRP: Os futuros profissionais de Relações Públicas estão preparados para se adaptar as novas tecnologias e utiliza-las a seu favor? Onde as redes sociais se encaixam na estratégia de um plano de “RP”?

Sim. Vejo uma turma nova entrando no mercado bem alinhada às novas tendências. As redes sociais, se bem usadas, facilitam e engrandecem o trabalho do RP. Existem estratégias sendo debatidas em universidades à respeito disso.

Eu mesmo posso me encaixar (modéstia à parte) neste contexto. Certa vez recebi um elogio de um professor da época de faculdade que me encontrou na rua e me disse que de todos os alunos dele eu era um dos que mais estava utilizando os conhecimentos do curso aliados às redes sociais em beneficio próprio. Fiquei feliz!

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

Não Desistam do Curso, não desistam da profissão. Mesmo que as coisas não estejam encaminhando para aquilo que foi planejado, procurem usar os conhecimentos do curso de RP nas praticas do dia ou até em outra profissão temporaria que por acaso esteja atuando. O RP de verdade nunca deixa de sonhar. Continuem divulgando a profissão, criem blogs, falem sobre o tema nas redes sociais, criem debates e assim despertaremos interesse daqueles que ainda não nos conhecem.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

A maior contribuição das Relações Públicas é sem duvida a adequação das empresas à este novo modelo de sociedade que está sendo construído pelo povo brasileiro.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP?

Tenho 36 anos mas já posso dizer que adquiri uma boa historia para contar no meio da comunicação. Já passei por agencias de publicidade, fui trainee, trabalhei com radio, cerimonial, participei de programas de TV, enfim… Sobre a escolha da profissão, volto a repetir o que falei nas primeiras questões, escolhi por achar que o curso era o mais completo e com o maior leque de oportunidades dentre todos os outros cursos de comunicação social.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Comunicação Interna e Mídias Sociais como ferramentas de gerenciamento de cise, pois seguindo tanto a evolução da tecnologia quanto dos relacionamentos, é necessário sempre estar integrado com os colaboradores e stakeholders.

VRP: Como o Relações Públicas, usando as próprias estratégias de “RP” pode fazer com que a profissão ganhe cada vez mais espaço e reconhecimento, para que se torne tão popular como os profissionais de Publicidade e Jornalismo?

Se relacionar e proporcionar o diálogo.

VRP: Qual mensagem você diria para quem está iniciando no curso de Relações Públicas e para os recém formados na área?

Tomarei a liberdade de repetir minhas palavras da questão numero 10: “Não Desistam do Curso, não desistam da profissão. Mesmo que as coisas não estejam encaminhando para aquilo que foi planejado, procurem usar os conhecimentos do curso de RP nas praticas do dia ou até em outra profissão temporária que por acaso esteja atuando. O RP de verdade nunca deixa de sonhar.

Continuem divulgando a profissão, criem blogs, falem sobre o tema nas redes sociais, criem debates e assim despertaremos interesse daqueles que ainda não nos conhecem.”

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

Nossa… esta pergunta é muito interessante. Note que lá em cima eu disse que em 15 anos a profissão já estaria exatamente do jeito que todos nós sonhamos, o que dirá no segundo centenário? Estaremos no topo das profissões e teremos a maior valorização possível. Sou otimista neste ponto!

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