048 – RP escreve a sua história com Bruno Carramenha

rp-facebookE no “RP escreve a sua história” de hoje apresentamos a entrevista de Bruno Carramenha. Relações-públicas formado pela Faculdade Cásper Líbero e mestrando pela mesma instituição, Bruno é pós-graduado em Gestão de Negócios e Marketing pela ESPM. É gerente de Comunicação na Unilever e professor na graduação e pós-graduação da FAAP. Há dez anos vem desenvolvendo sua carreira em comunicação corporativa, tendo trabalhado no departamento de comunicação de grandes empresas, como Merck, Basf e Vivo, e nas agências Magellan PR, em Londres e LVBA Comunicação, em São Paulo.

Por que escolheu estudar Relações Públicas?

Eu não sabia exatamente o que queria fazer, mas sabia que era Comunicação. Ao pesquisar as áreas, Relações Públicas foi o que mais me chamou atenção por realizar a administração da comunicação.

Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

Enxergo de forma positiva e otimista. Comecei a ter contato com a área há 10 anos na faculdade. Antes, era motivo de comemoração um colega de Relações Públicas com cargo gerencial ou de diretoria. Hoje, a profissão em si tem sido bem mais valorizada.Bruno Carramenha

Qual ou quais as pessoas que te inspira a ser Relações Públicas?

Durante minha carreira, tive muitas inspirações! Todos os professores da faculdade e meus chefes me inspiraram de alguma maneira. Mas, destaco duas pessoas que representam meu momento atual, Viviane Mansi e Thatiana Cappellano, duas admiráveis profissionais de relações públicas com quem tive o prazer de dividia a autoria do meu livro [Comunicação com Empregados – a comunicação interna sem fronteira, lançado pela editora InHouse em 2013].

Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Não tenho dúvidas de que a profissão é mais valorizada, mas ainda assim, acho que podemos ganhar mais espaço e reconhecimento como uma profissão estratégica.

Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

Torço para que os profissionais que estão por vir continuem fazendo o que vêm sendo feito hoje pelos profissionais de hoje que amam e se esforçam pela profissão. Isso, inclusive, me inspira a ser professor [na graduação e pós-graduação da Faap].

Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

No meu ponto de vista, isto é reflexo da economia. Nos últimos anos, outras regiões do Brasil têm sido descobertas e, com isso, novas empresas se instalaram e novas oportunidades e profissionais surgiram. E a tendência é aumentar cada vez mais.

As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

Durante este período, vejo que a manutenção da ética e da transparência nos relacionamentos foi a maior contribuição da nossa área.

Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP?

Descobri a profissão na própria faculdade e em meu primeiro estágio aprendi muito com minha gestora, Heloisa Lucas, que é uma grande profissional. Ao longo dos anos, a planta foi regada por outros profissionais, não só de RP, mas também de outras áreas. Em 2009, comecei a participar do Programa Professores do Futuro, promovido pela Faculdade Cásper Líbero, onde tive minha primeira experiência como professor e gostei muito. Em 2011, surgiu a oportunidade de dar aula na FAAP, onde estou até hoje em um curso de Graduação e outro de Pós-graduação.

Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Acredito que as Relações Governamentais. Já existem muitos profissionais trabalhando nesta área, mas conheço poucos RP que têm esta atuação. Acho que é uma área que tem muito espaço de desenvolvimento e profissionalização, em que os relações-públicas, pela estrutura da formação, têm ampla vantagem para assumir.

Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

Eu espero que a profissão esteja 100 anos melhor! Que a cada dia tenhamos um avanço… Uma nova conquista! Que cada um, individualmente, faça por isso! Acredito que, daqui 100 anos, estaremos mais fortalecidos e, com certeza, teremos muito espaço para conquistar até lá.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s