053 – RP escreve a sua história com Denise Aquino

rp-facebookDenise Aquino é mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC, no curso de Comunicação e Semiótica (2011). Possui Pós-graduação (Lato Sensu) em Comunicação de Marketing pela Universidade Anhembi Morumbi (1994) e graduação em Comunicação Social com especialização em Relações Públicas pela Universidade de Santo Amaro (1991). É professora da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom), professora na Universidade Metodista e também é consultora de planejamento na AGICOM. Tem experiência como tutora on-line EaD.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

Denise Aquino: Por que percebi que já tinha algumas das habilidades do perfil deste profissional, e outras que eu gostaria de desenvolver como a comunicação por excelência e a gestão de relacionamentos. Comecei o curso no final da década de 1980, e a profissão ainda não era muito conhecida. No decorrer do curso me senti cada vez mais motivada: desenvolvi/incrementei a capacidade de gerir conflitos e ter bons resultados ao lidar com diferentes públicos.

O profissional de Relações Públicas consegue trabalhar em qualquer segmento e diferentes departamentos. 10494598_849356271771924_2463919712815690282_nSempre disse que o profissional de Relações Públicas deve gostar muito de pessoas, pois vamos lidar muito com elas. É preciso dispor de profissionais de Relações Públicas e comunicadores capacitados para compreender o significado das mudanças no cenário das empresas e da sociedade.

De um modo geral, foram estas as características que me atraíram para este campo profissional e estimularam minha carreira.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

O Brasil possui uma grande demanda de profissionais na área de comunicação e relacionamento. E esse perfil caracteriza o RP.

Desde a década de 1980, a profissão vem sendo reconhecida e solicitada tanto por pessoas físicas quanto por organizações de todos os setores.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira a ser Relações Públicas?

Muitas pessoas foram fonte de inspiração em minha vida profissional. Não quero ser injusta: se as citasse, fatalmente me esqueceria de alguém. Desde a faculdade, o diálogo com mestres, alunos e diferentes profissionais contribuiu significativamente para minha realização na profissão.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Sim, embora ainda haja avanços necessários.

A profissão foi reconhecida e regulamentada oficialmente em 1967 e vem mostrando sua força no mercado de trabalho, inclusive por profissionais de outras áreas.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

Todo profissional de Relações Públicas deve pensar e administrar a comunicação e os relacionamentos estrategicamente, com base no cenário organizacional vigente.

Sempre lembrando: o planejamento é uma ponte racional que une objetivos e resultados.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

A região Sudeste é um grande polo econômico no país. Por isso, a demanda de profissionais na área de Relações Públicas é alta.

Mas certamente os RPs têm também muito a contribuir em outras regiões. Debater os fundamentos da área e prosseguir o diálogo entre os Estados do Brasil seriam pontos que indubitavelmente trariam avanços.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

A gestão de comunicação estratégica e a gestão de relacionamentos. As empresas de todos os setores ganharam maior visibilidade (principalmente pelas mídias sociais), o que aumentou consideravelmente a importância de um bom relacionamento com seus diversos públicos.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP?

O RP mobiliza habilidades e competências específicas de sua área de formação para agregar valores tangíveis e intangíveis. Minha experiência na área é mobilizada principalmente para gerar empatia com os públicos, além de desenvolver algumas virtudes (tais como a paciência, compreensão e a confiança).

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Várias pesquisas apontam a área de novas tecnologias, principalmente as mídias sociais. Porém, também vejo o setor de prevenção e gestão de crises como um mercado promissor (e cada vez mais desafiador).

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

Não chamaria de adivinhar o futuro mas, com base nas tendências atuais, penso que as demandas voltadas à responsabilidade social e à sustentabilidade vão potencializar ainda mais o trabalho do / para o profissional em Relações Públicas.

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