054 – RP escreve a sua história com Marcia Ceschini

rp-facebookQuem nos conta sua história hoje é a Marcia Ceschini, graduada em Relações Públicas pela Unesp Bauru, pós graduada em Gerenciamento de Marketing, Coordenadora de Social Media na WSI Consultores.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?
Porque eu desejava uma carreira em comunicação. Tinha acabado a Faculdade de Letras e me interessei pelo curso ao ler o manual da Unesp.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

O cenário está muito melhor que alguns anos atrás. Principalmente porque com a internet e com a força das redes sociais, o cenário para o mercado das Relações Públicas ficou mais promissor.
VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspiram em Relações Públicas?

Não necessariamente em ordem cronológica. Mas admiro as contribuições para minha carreira de profissionais como Vera Giangrande, Flávio Schmidt, Toni Queiroz (meu eterno orientador e amigo In Memoriam), Pedro Baldurquino, Wallace Ischaber, Telma Ito, Rodrigo Cogo, profissionais que em uma era de pré internet e fórum de discussão me ajudaram muito a sempre debater os melhores cenários para nossa profissão. Tenho um baita orgulho da nova leva: Carolina Terra, Pedro Prochno, Ariane Feijó, Lidiane Faria, Lívia Santos e vocês que tem feito acontecer.eu_avatar facebook

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Olha, valorizada não, porque ainda insistimos em fazer RP para RP e não para o mercado. É muito fácil sermos amados por nós mesmos. O mercado ainda não sabe do nosso potencial, mas digo que temos mais e melhores oportunidades.

Al Ries cantou a bola sobre nossa profissão em 2000, quando escreveu The fall of advertising and the rise of PR (A queda da Propaganda e a Ascenção das Relações Públicas) , que em português recebeu o título de “A queda da propaganda – da mídia paga à mídia espontânea”. Muito do que temos visto de comunicação de marca é puro RP, mas sempre com outro nome. Gosto muito da nossa profissão, mas não me preocupo com a nomenclatura da minha função, pois tudo que faço tem sempre as técnicas de RP inseridas.

VRP: O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período de cem anos?

Eu creio que o melhor que RP pode contribuir, e tem contribuído, é a comunicação de marca com os públicos. Gosto muito também da nossa política de transparência e técnicas de gerenciamento de crise.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

A principal dificuldade para mais vagas é a “ignorância” que o mercado tem sobre o que fazemos. Apesar de estarmos completando 100 anos, por incrível que pareça, ainda associam nossa profissão à funções menores e não estratégicas, como na verdade, são. E como citei em respostas anteriores, o problema também está na comunicação da categoria com o mercado. Não existe ainda. Falamos de RP só para RP, nunca fizemos uma campanha nacional como o CONAR ou outras profissões. Sempre cuidamos da imagens de outras profissões e nunca criamos uma campanha para divulgar e reforçar a imagem profissional da nossa categoria. Premiar cases de RP que circularão em revistas de RP é fazer RP para RP.

 

VRP: Como está o mercado de Relações Públicas em seu estado/cidade?

Na minha cidade conheço alguns profissionais que trabalham com comunicação, como a Luciana Porsani (Comunicação da Heineken), Eduarda Escila (Coordenadora de cursos de comunicação na Uniara), a Glauciana Nunes (que é RP e Jornalista e mora no interior), o Gustavo Ferreira que é RP e trabalha com digital em Bauru.. entre outros. Mas somos todos comunicadores, não conheço nenhum contratado e registrado como Relações Públicas.

VRP: Conte mais sobre a sua história com a profissão. Como inciou sua atuação? O que tem feito? Qual seu projeto de maior orgulho na área?

Sai da faculdade e fui trabalhar com propaganda, eventos e marketing. Depois tive meu escritório de eventos, trabalhei em jornal, agências de comunicação 360 e hoje em dia trabalho em uma agência canadense de marketing digital. Meu maior orgulho é estar há 21 anos no mercado, ser produtiva e ainda contribuir com a formação de alguns profissionais através de cursos e palestras.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Creio que seja comunicação de marca. Através dessa função, mantemos viva e funcionando a comunicação com os públicos que constituem a empresa e cuidamos da imagem da marca.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro? 

Já dizia isso há algum tempo atrás. O futuro para nós, será que seremos todos comunicadores como já fomos tempos atrás. Uma única graduação em Comunicadores Sociais e com especialidades na área de RP, Jornalismo e PP.

VRP: Qual sua opinião sobre o projeto de flexibilização da profissão?

Fui muito contra, mas como não vejo muitas ofertas de vagas para RP e sim, profissionais com conhecimento em RP, eu creio que podemos flexibilizar, mas para isso, seria necessário que a pessoa interessada em trabalhar como RP faça um curso de especialização e tenha seu CONRERP.

VRP: RP e empreendedorismo combinam? 

Tudo combina com empreendedorismo, principalmente porque caminhamos para um cenário em que existirão muitos poucos empregos CLT. Mas empreender requer estudo, planejamento, investimento, plano B, estar preparado para adversidades e etc. Só sonhar em empreender não quer dizer sucesso.

VRP: Qual mensagem deixa para os estudantes e recém-formados em Relações Públicas? 

Não se preocupem de como estará seu registro na carteira. Aproveitem a primeira oportunidade que conseguirem e mostrem porque ser um RP (e conhecer as técnicas que conhecemos) nos torna diferenciais para a comunicação de uma empresa. Ser RP está na nossa essência, jamais na nomenclatura. Sejam sempre éticos, interessados em continuar aprendendo e comprometidos. Desejo sucesso a todos!

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