055 – RP escreve a sua história com Viviane Mansi

rp-facebookA entrevistada da vez é conectada, engajada, mestranda, professora de Comunicação Pública e de Planejamento de Comunicação e Relações Públicas na Cásper Líbero e de Gestão de Ativos Intangíveis na pós-graduação na FDC, mãe do Guilherme e esposa do William.

Viviane Mansi é formada na Cásper Líbero e tem especialização em Liderança pela Fundação Dom Cabral e uma pós-graduação em Negócios pela Fundação Getúlio Vargas e está em vias de defender sua dissertação de mestrado. Entre os reconhecimentos que já recebeu estão dois prêmios Opinião Pública (gerenciamento de crise e orientação de projeto experimental) e o Lupa de Ouro, com o projeto social da Takeda.

Também é autora do livro “Comunicação com Empregados – a Comunicação Interna sem fronteira”, em parceria com Thatiana Cappellano e Bruno Carramenha e autora no blog www.comunicacaocomfuncionario.com.br

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

Viviane: Promover o diálogo sempre me interessou. A área de negócios também. Descobri, mais tarde, que estar em sala de aula (como aluna ou como professora) era quase parte de mim. Entrei em 1996 como aluna e nunca mais saí. Estudo (muito) até hoje, rsrsrs. Como professora, dei a minha primeira aula em 2004. Foi algo como paixão à primeira vista.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

Viviane: O campo para as relações públicas vem amadurecendo por diversas razões. O ensino tem tido cadavivi01 vez mais qualidade pois dialoga mais com o mercado e com as oportunidades concretas de carreira, o mercado de agências está mais bem estabelecido, as empresas têm se preocupado mais em ser transparentes, em se preocupar mais com gestão de risco e crise, querem conversar e engajar mais empregados, precisam dialogar melhor com o governo. Vivemos também num ambiente mais complexo, que nos exige mais cuidado para nos comunicar.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira a ser Relações Públicas?

Viviane: Julio Barbosa, um dos meus primeiros professores de Relações Públicas, sem dúvida foi uma grande inspiração. Felizmente, ao longo da vida, tive muitas outras pessoas inspiradoras que não foram, necessariamente, Relações Públicas, mas que contribuíram demais para que eu tenha seguido esse caminho.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

Viviane: A dificuldade de expansão não está nas relações públicas. É uma dificuldade de negócio. Se o Brasil investir mais em inovação, estimular o empreendedorismo e criar condições que permitam que as empresas cresçam mais rápido nós seremos facilmente beneficiados.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP?

Viviane: A escolha pelas Relações Públicas foi quase ocasional. Quando eu estava no final do ensino médio, li uma revista da Unesp que falava sobre profissões. Relações Públicas pareceu mais atraente do que qualquer outra!

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Viviane: As duas áreas mais promissoras são, na minha opinião, comunicação com empregados e relacionamento com governo. Explico: Ficamos muito tempo discutindo veículos de comunicação, sem ter foco nas pessoas, nas necessidades e interesses delas. Com o mercado de trabalho mais competitivo, as empresas não querem perder gente, pois isso significa mais trabalho, mais treinamento, mais investimento, muitas vezes um drama de continuidade de negócio (como em geral não há gestão de conhecimento, as pessoas saem e levam a história junto – o trabalho comece do zero). Para os empregados quererem ficar, a relação com a empresa tem que ser outra. A comunicação ajuda nessa trajetória de entender sentido do trabalho. Além disso, produtividade tem sido uma busca intensa das empresas. Comunicação ajuda a evitar desperdícios de tempo.

Já no caso de relacionamento com governo, acredito que seja uma área bastante nova, uma oportunidade a desbravar. É um campo em que trabalhamos com profissionais formadas em diversas outras áreas de conhecimento, o que é excelente.

VRP: Para finalizar, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

Viviane: Eu acho melhor a gente priorizar o cuidado com o panorama das relações públicas nos próximos 10 anos antes de pensar no centenário, rsrsrs. É bom que a gente trate de entender mais de negócio, dialogar mais com nossas audiências-chave e melhorar a nossa formação e habilidade de gestão. Feito isso, o futuro das relações públicas estará bem direcionado. Não vejo muito sentido em valorizar a profissão apenas no sentido “olha aqui, eu existo”.

Para finalizar, Viviane diz: “sou muito satisfeita com a carreira que eu escolhi e com as oportunidades de mercado que eu abracei”.

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