056 – RP escreve a sua história com Alexandre Costa

rp-facebookDireto de Recife (PE), Alexandre Azevedo Magalhães Costa é bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas e em Turismo. Além disso, o RP de hoje na nossa série “RP escreve sua história” é especialista em Administração Hoteleira e Mestre em Gestão Empresarial. Magalhães também é Comunicador Social na Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – Chesf e Professor na Faculdade Frassinetti do Recife – Fafire.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

AAMC: A escolha por estudar Relações Públicas não foi intencional; ela aconteceu por identificação durante minha estada inicial na faculdade. Para melhor ilustrar, conto uma historinha…

Em 1988, após os vestibulares, optei por fazer duas faculdades: Turismo e Comunicação Social. Naquela época, ao entrar na faculdade de Comunicação Social não se escolhia a habilitação (isso só seria feito depois de alguns semestres), ou seja, entrava todo mundo junto e misturado… E, tenho certeza, isso foi fundamental para minha formação acadêmica. Fui estudar Comunicação na FACHA – Faculdades Integradas Hélio Alonso, uma histórica escola da área no Rio de Janeiro. Ao longo dos primeiros períodos do curso, percebi que o jornalismo não me agradava e que não era “criativo” suficiente para optar por publicidade. Então, no 5º semestre, ESCOLHI Relações Públicas. Ali eu podia trabalhar com várias coisas que gostava: planejamento, comunicação organizacional, eventos, campanhas, entre outras áreas.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

AAMC: Hoje, visualizo um cenário muito mais amplo e mais propício do que via há alguns anos atrás. AsAlexandre_Costa Relações Públicas cresceram e a tendência é fortalecer a participação nas empresas de forma estratégica. Ainda, há muito a ser feito, principalmente no que diz respeito à amplitude do mercado.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspiram em Relações Públicas?

AAMC: Várias pessoas me inspiraram e me inspiram até hoje.

Como professor, não posso deixar de citar Margarida Kunsch, Cláudia Moura, Cleusa Scroferneker, Maria Aparecida Ferrari, Cicilia Peruzzo, Rudimar Baldissera, Márcio Simeone, Luiz Alberto Farias, Cristina Giácomo, Waldyr Gutierrez, entre tantos outros que contribuíram e contribuem para o desenvolvimento da pesquisa e da área de Relações Públicas no Brasil.

Como profissional, a primeira inspiração foi, sem dúvida, Vera Giangrande, depois vieram outros profissionais que trabalham pelo desenvolvimento da profissão; posso citar: Ana Lúcia Novelli, Gilceana Galerani, Aislan Greca, Rodrigo Cogo, Carol Terra, entre outros.

E, os “jovens” profissionais como vocês que fazem o Versátil, o Todo Mundo Precisa de RP, Fantástico Mundo do RP, RP Manaus, entre tantos que contribuem para o permanente crescimento da atividade. Além de meus alunos e ex-alunos que me inspiram a continuar pesquisando e trocando conhecimento.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

AAMC: Para mim, essa é uma discussão ultrapassada. Pergunto: o que é valorização? Não penso em valorização, mas sim em visibilidade. Em muitos lugares, as Relações Públicas não têm a visibilidade necessária para seu completo desenvolvimento e atuação. Algumas pessoas quando perguntadas sobre valorização falam sobre a atividade ser praticada por outros profissionais, por não ter o nome RP no trabalho, entre outras coisas. Quem deve se valorizar é o profissional e não a profissão. Esta precisa de visibilidade e campo de atuação.

VRP: O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período de cem anos?

AAMC: Algumas importantes contribuições: o fortalecimento da comunicação empresarial, participação nas pesquisas de mídias sociais, o estudo dos eventos como campo científico, o entendimento das relações públicas como estratégia empresarial, entre outras.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

AAMC: Visibilidade. Como falei anteriormente, ainda falta uma maior visibilidade para a profissão. Além de um maior entendimento por parte de outros profissionais sobre a atividade.

Vejo também que a falta de referências, tanto acadêmicas como profissionais, em outras regiões do país contribuem para essa realidade. Nossas principais referências das relações públicas ainda se concentram nas regiões sul e sudeste.

VRP: Como está o mercado de Relações Públicas em seu estado/cidade?

AAMC: Por aqui, o mercado é tímido. Apesar de vários profissionais desenvolverem suas atividades com destaque, ainda há certa timidez por parte do mercado em absorver mais gente. E, infelizmente, as IES estão extinguindo seus cursos de RP.

VRP: Conte mais sobre a sua história com a profissão. Como iniciou sua atuação? O que tem feito? Qual seu projeto de maior orgulho na área?

AAMC: Como falei antes, cheguei às Relações Públicas por opção. Meu caminho profissional foi trilhado inicialmente na área de Turismo e de Hotelaria.

Após alguns, mais precisamente em 1995 ingressei Universidade Tiradentes – UNIT, em Aracaju. Durante sete anos, fui professor dos cursos de Relações Públicas e Turismo. Em RP, dei aulas em várias disciplinas, do 3º ao 8º períodos, das diversas grades curriculares que participei. Em Turismo, sempre na disciplina de Hotelaria, Eventos e Estágio. Ainda na universidade, em 2000, recebi um convite para trabalhar na Pró-Reitoria de Extensão e implantar um programa de visitas às instalações da instituição. Durante dois anos, fui o elo entre a universidade e os colégios e cursinhos pré-vestibular.

Em 2002, fui aprovado para a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF. Maior empresa de geração e transmissão de energia elétrica do país, com abrangência da Bahia ao Piauí. Desde então, moro no Recife (PE) e trabalho na área de Comunicação da CHESF, como Relações Públicas, desenvolvendo várias atividades. E, desde 2004, sou professor no curso de Turismo da Faculdade Frassinetti do Recife – Fafire. Nesse período, também fui professor dos cursos de graduação e pós-graduação em Relações Públicas da Escola Superior de Relações Públicas – Esurp e na Pós-Graduação da Autarquia de Ensino Superior de Garanhuns – AESGA.

Já sou quase um dinossauro…

Não tenho um projeto de maior orgulho. Dentre minhas atividades, posso destacar a implantação do Programa Unit de Portas Abertas em 2000, a participação com alguns projetos de pesquisa, a colaboração no desenvolvimento de algumas atividades de comunicação digital no trabalho. Mas, com certeza, minha maior gratificação é contribuir para a formação de novos profissionais.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

AAMC: Não vejo uma área específica. Acho que, em cada região, com suas particularidades, um campo das relações públicas tende a se destacar. Mas, com certeza, o presente e o futuro da profissão trafegam pelo mundo digital e todas suas possibilidades.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações AAMC: Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

AAMC: Forte e atuante. Estratégica em sua essência. O pensamento positivo deve ser uma constante.

VRP: Qual sua opinião sobre o projeto de flexibilização da profissão?

AAMC: Como ainda não me aprofundei no assunto, acho que deve ser bem debatido e com resultados que não prejudiquem o exercício daqueles que estão no mercado e dos que estão nos bancos da faculdade.

VRP: RP e empreendedorismo combinam?

AAMC: Muito. Empreendedorismo é um caminho essencial para qualquer profissão.

VRP: Qual mensagem deixa para os estudantes e recém-formados em Relações Públicas?

AAMC: Estou nesse mundo das Relações Públicas desde 1988 quando ingressei na faculdade. Posso dizer que já acompanhei várias discussões sobre a profissão. Vou dizer aqui o que muitas vezes disse em sala de aula: para ser um bom Relações Públicas, em organizações ou em negócio próprio, não vejo a necessidade do “nome” na porta. O importante é fazer o trabalho bem feito. Aproveitem todas as oportunidades e leiam sempre.

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