058 – RP escreve a sua história com Fernanda Abigail

rp-facebookFormada em Relações Públicas na Cásper Líbero em 2010, Fernanda Abigail atuou na comunicação corporativa da GE como estagiária, PepsiCo América Latina como executiva de contas da Imagem Corporativa e, atualmente, responde como Corporate Affairs da produtora audiovisual BossaNovaFilms – com foco em assessoria de imprensa. Ainda dá risada à toa do cotidiano, é apaixonada por gente, se empolga diante de qualquer arte visual e sensorial, quer resgatar todo filhote de animal abandonado e ensina inglês como voluntária, na periferia, pelo British Council.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

FA: Escolhi por sorte. Cheguei ao final do ensino médio completamente sem foco. Desesperada por pressão da minha mãe, eu resolvi pesquisar por conta própria o que estudar para buscar um cursinho, depois de algumas apostas que não deram certo. Foi ai que comecei a fazer uma autoanálise da minha personalidade. Apostei na comunicação pelo fato de gostar de me relacionar com as pessoas. Sempre gostei muito de gente! Entre os cursos da comunicação social, cheguei as Relações Públicas por eliminação. Não acreditava ter veia criativa suficiente para Publicidade, nem o espírito jornalístico, por exemplo. Nessa, acabei prestando a Cásper sem cursinho mesmo, em cima da hora das inscrições do vestibular 2005 encerrarem, somente para arriscar. E aqui estou!

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das Relações Públicas?

FA: Senti uma mudança de nove anos para cá, quando fui à primeira vez para o mercado de trabalho, Fernanda Abigailconseguir um estágio. Hoje, a oferta parece maior. Acredito que até as empresas menores têm reconhecido a importância da comunicação para o desempenho do negócio, mesmo quando o papel das relações públicas ainda não é claro no dia a dia das operações. Por isso, é um momento de se apoderar dessas oportunidades e se posicionar cada vez mais e melhor nesse cenário.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspiram a ser Relações Públicas?

FA: No meio acadêmico tenho uma grande admiração pela Tânia Baitello, uma das minhas orientadores do Projeto Experimental de Conclusão de Curso.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

FA: A profissão continua ganhando seu espaço no Brasil. Percebo que existe uma confusão entre o papel do jornalista dentro das empresas, da área de marketing e do publicitário nos festivais por trás dos cases de RP. Temos um trabalho duro e contínuo para nos autoafirmar e mostrar o valor da nossa atividade para a reputação das empresas/entidades/personalidades. O mercado ainda subjulga o nosso esforço se refletirmos sobre o valor da remuneração, principalmente nas agências de relações públicas, que em sua maioria, ainda empregam o regime de pessoa jurídica para reduzir custos. Todo esse conjunto precisa ser considerado para um posicionamento que formalize entre nós mesmos certos princípios e valores essenciais para o fortalecimento da profissão.

VRP:  Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão.

FA: Tive muita sorte com o acaso. Fazer parte das empresas como um elo de diálogo junto aos seus públicos foi um aprendizado e crescimento diário. Ser relações públicas foi uma satisfação como profissional e pessoa. Espero que todos os jovens que estejam fazendo a mesma escolha, sejam felizes como fui na minha profissão.

VRP:  Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

FA: A concentração de empregos na região é um problema socioeconômico generalizado. Enquanto não houver uma proliferação de oportunidades pelo País, estaremos concentrados como o restante de todo o mercado.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

FA: É complexo fazer um panorama geral sobre a contribuição profissão no País, já que é possível ter atuações distintas como relações públicas no setor público e privado.  No entanto, sendo o Brasil um País em regime democrático se entende que há oportunidades para uma profissão, que tem como essência promover o diálogo entre os públicos. Principalmente, hoje, que a internet amplia infinitamente as discussões.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

FA: Não diria promissora, mas com maior número de vagas é a assessoria de imprensa. Pela minha experiência, as empresas entendem com mais facilidade que um comunicador vai ajudá-los a “saírem” nas publicações por ai afora. Além disso, é uma vertente da comunicação corporativa mais fácil de mensurar resultado. Se o cliente tem expectativa de sair no jornal e o RP consegue esse espaço, o reconhecimento desse objetivo será imediato, por exemplo. Diferente de outras ações de comunicação que os resultados são conquistados a médio e longo prazo, pois envolvem mudança de cultura e comportamento, como as iniciativas de comunicação interna direcionadas para colaboradores das empresas.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

FA: Se os RPs das não tiverem enlouquecido para responder todos os danos que a maior parte do setor privado e público vêm causado para a sociedade e o meio ambiente nesta era… é possível que tenhamos conquistado definitivamente o posto ao lado  dos CEOs. Afinal, o que é uma estratégia de negócio sem os pilares de uma boa reputação?

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