069 – RP escreve a sua história com Júlia Furtado

rp-facebookHoje recebemos no “RP escreve a sua história” Júlia Gadelha Torres Furtado. Pós graduada em Gestão estratégica de Pessoas – UFMG e Pós-graduada em Gestão da Comunicação Institucional – Universidade Castelo Branco. Concluído em março de 2009. Graduado em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas. PUC-MG, concluído em dezembro de 2003.

Atualmente é Tenente Relações Públicas, Chefe da Seção de Comunicação Social no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica, em Belo Horizonte. Instrutora de etiqueta social e comportamento em mídias sociais para futuros oficiais. Recém aprovada em 1º lugar para a vaga de Analista de Relações Públicas do Hospital das Clinicas em BH.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

Desde criança, escuto: “Essa menina é comunicativa, quando crescer vai trabalhar com comunicação ou fazer teatro. Ela leva jeito”. Acho que eles tinham razão, escolhi fazer RP e sou plenamente realizada profissionalmente.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

Estamos caminhando bem e quando sabemos mostra o nosso valor, quando apresentamos um bom projeto de comunicação e alcançamos o resultado esperado, somos valorizados por isso.
Só não estamos melhores porque nós mesmos não utilizamos todo nosso potencial. Falta sermos rps de nós mesmos e vendermos melhor “o nosso peixe”.julia

Estamos num momento em que as empresas estão mais vulneráveis e suscetíveis a crises de imagem, pois as mídias sociais revolucionaram a producao e a disseminacao de informacoes e em questao de segundos uma informação é facilmente espalhada. O que é também uma grande oportunidade para o RP trabalhar positivamente a imagem da sua organização.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspiram em Relações Públicas?
Apesar de ter uma linha mais acadêmica, não fico sem os livros da Margarida Kunsch e sempre me inspiro neles quando vou pensar em algum projeto novo. Cleuza Gimenes é minha inspiração para planejamento de eventos e cerimonial. O professor Manoel Marcondes Neto tem sido minha inspiração no momento atual em que lutamos contra a flexibilização da nossa profissão, por ser um profissional experiente, que está há muitos anos no mercado, mas que pensa sempre pra frente, olhando para o futuro. Não estagnou nas ideias do passado e enxerga RP no novo cenário da comunicação no Brasil e no mundo.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Acho que temos muito o que crescer, mas quem faz a imagem da nossa profissão somos nós mesmos, no nosso trabalho do dia-a-dia. Pra começar essa valorização, tínhamos que brigar provar que o lugar do RP é prestando assessoria direta a Presidencia/Diretoria da empresa. Ganhando a confiança da alta administração e fazendo um bom trabalho, será com certeza um setor estratégico, uma das áreas mais fortes e respeitadas dentro da organização

VRP: O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período de cem anos?

Pergunta difícil de ser respondida, mas quando tratamos a relação entre as organizações e os seus públicos de maneira responsável e ética, procurando sempre respeitar todos os envolvidos, prever os impactos de um projeto e se antecipar nas ações estamos contribuindo para a harmonia das relações entre o público e o privado, entre as organizações e seus clientes, entre os cidadãos e os órgãos públicos. Contribuindo para as boas relações no país.

VRP: Conte mais sobre a sua história com a profissão. Como inciou sua atuação? O que tem feito? Qual seu projeto de maior orgulho na área?

Comecei a trabalhar efetivamente com Relações Públicas ao ser aprovada em 1 lugar no concurso para ingresso na Aeronáutica realizada em 2005. Em 2006, assumi o cargo de chefe da Seção de Comunicação Social, me tornando responsável pelo Planejamento e execução de projetos de comunicação para os públicos interno e externo. O que mais me orgulho foi ter sido responsável pelo projeto das comemorações dos 25 anos do ingresso da mulher militar na Aeronáutica, que era para ser de âmbito regional e tomou vulto nacional. Foram realizados uma série de eventos em 2007 em Belo Horizonte envolvendo mulheres militares de todo o país, autoridades e teve excelente repercussão na imprensa. O evento de encerramento foi aberto a comunidade e contou com a presença de 30 mil pessoas, com apresentação da esquadrilha da fumaça que escreveu no ceu de BH “Mulheres na fab, 25 ANOS”.

Foi inesquecivel. Nesses 9 anos fiz atividades diversificadas como organização e divulgação do “Domingo Aéreo do CIAAR” e do “Hospital de Campanha” – eventos de grande vulto realizados anualmente em BH pela FAB. Baile do Aviador, concursos culturais, assessoria de imprensa, producao do house organ “CIAAR EM FOCO”, coordenação da equipe do cerimonial, produção de matérias, realização de palestras sobre a comunicação social na Aeronáutica , etiqueta social, comportamento em midias sociais, atendimento ao publico.

Em 2015, deixarei a Aeronáutica, pois fui aprovada em um outro concurso na área de saúde. Estou feliz em mudar de área pois terei novas experiências profissionais. Também me orgulho muito por ter sido agraciada com a Medalha Santos Dumont 2013  que se destina a reconhecer o mérito de personalidades que contribuíram para o desenvolvimento de Minas Gerais e para o crescimento da aviação brasileira.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

A atuação do RP nas mídias sociais é um novo nicho que já foi descoberto e que pode gerar ótimos resultados para o relacionamento das organizações e seus públicos. O RP também deve se preocupar hoje em dar dicas de comportamento ao público interno (orientá-los) para que eles mesmos não prejudiquem a imagem da sua empresa por meio da internet.

VRP: Qual sua opinião sobre o projeto de flexibilização da profissão?

Totalmente contra, é um retrocesso para a nossa profissão. Estou bastante preocupada com a proposta de abertura, prioridade do CONFERP no momento. Acho que com essa atitude eles resolvem um problema do Conselho, que têm problemas na fiscalização. Acho triste ficarmos nessa discussão de “somos contra ou a favor da abertura”, se deveríamos estar preocupados em refazer o diagnóstico da situação e pensarmos nas soluções para dar visibilidade ao RP diplomado, formado.

Estamos desistindo da profissão, sem termos lutado por ela! Estamos vivendo uma nova Era na Comunicação e deveríamos pensar em solucoes inovadoras para valorizacao dos RPS de verdade. Estão querendo abrir a profissão sem ao menos rediscutir o assunto. Espero que os profissionais enxerguem este novo tempo e que possamos mudar a realidade da nossa profissão sem ter que levantar a bandeira de derrotados! E o que ganham os RPs formados com toda essa história? ABSOLUTAMENTE NADA.

VRP: Qual mensagem deixa para os estudantes e recém-formados em Relações Públicas?

Se você não acreditar na profissão, se ainda não entendeu para que existimos, mude enquanto é tempo , pois não terá sucesso. No entanto, se você ama errepê e se os seus olhos brilham em algumas aulas e palestras sobre o tema, entre de cabeça.

Capacite-se, estude, coloque a mão na massa, aprenda com os mais experientes e se abra para as coisas novas também. Lute pelo que você quer , visualize onde quer estar e corra atrás do seu objetivo que terá sucesso!

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