070 – RP escreve a sua história com Danilo Marinho

rp-facebookHoje temos a visita de Danilo Adriano Marinho, 35 anos, Porto Alegre/RS, Relações Públicas formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, Produtor Musical pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS, atua como Redator e Educador Social.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas? 

Porque eu queria unir o útil ao agradável. Porque sempre achei que a comunicação era um universo a ser desvendado e via nas Relações Públicas, assim como a designação indicava para mim, o estudo das mais variadas relações.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas? 

Vejo um cenário mais flexível, de constantes mudanças. As relações públicas que conhecia no início do curso já não são mais as mesmas. As transformações econômicas, sociais, culturais, impuseram à profissão novos modelos de relacionamento, e isso fez com a profissão crescesse, ganhasse mais visibilidade e um pequeno esboço do tão sonhado reconhecimento. Acredito que seja um dos primeiros passos rumo a algum lugar. Como no futebol, o que ganha o jogo é o gol, no mercado o que ganha espaço é a competência. Se o profissional de RP é competente, o cenário vai estar favorável. E vice e versa. É relativo né?

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspiram em Relações Públicas? danilo

Curto muito Roberto Porto Simões, pela sua abordagem política e psicológica da profissão. Mas a abordagem estratégico-administrativa de Margarida Kunsch também me chama muito atenção. Não dá pra esquecer.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Tem uma frase de Bruce Lee que curto. Ela diz o seguinte: Esperar que a vida lhe trate bem porque você é uma boa pessoa, é como esperar que um tigre não lhe ataque porque é vegetariano. Esperar que a profissão seja valorizada só porque ela merece ser valorizada, é como esperar esse tigre. Acho que já estamos grandinhos o suficiente para saber que esse reconhecimento talvez não venha como queiramos. É como falei anteriormente, o que vai valorizar a profissão é o profissional e sua competência, e isso inevitavelmente vai levar ao reconhecimento. Por isso, temos que trabalhar duro e fazer a diferença naquilo que está ao nosso alcance. Fato é, temos muita história para contar e eu acho nossa história muito massa!

VRP: O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período de cem anos?

“Toda profissão tem um propósito moral. A Medicina tem a saúde. O Direito tem a justiça. Relações Públicas tem a Harmonia – Harmonia Social”. (Seib e Fitzpatrick , Public Relations ethics, 1995). Quero acreditar que a harmonia social seja a maior contribuição da profissão para o nosso país.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

Se lembra que falei de história lá em cima? Pois então, por uma construção histórico-cultural carecemos de (in)formação. É preciso entender porque ela concentra a maior parte dos profissionais. No sudeste estão os estados mais ricos, ou as cidades que mais concentram poder aquisitivo, nessa região a demanda por profissionais com essas competências e a oferta pela formação em relações públicas é maior? Acredito que a dificuldade para expandir ainda seja aquela básica: não conhecer a profissão e suas potencialidades.

VRP: Como está o mercado de Relações Públicas em seu estado/cidade?

No “meu” estado – Pernambuco a situação real não é das melhores. Aqui no Rio Grande do Sul, onde moro há mais de quatro anos, pessoalmente não tenho do que reclamar. Sempre tive a oportunidade de, direta ou indiretamente atuar como RP.

VRP: Conte mais sobre a sua história com a profissão. Como iniciou sua atuação? O que tem feito? Qual seu projeto de maior orgulho na área?

Minha atuação começou na Escola Superior de Relações Públicas de Pernambuco – Esurp. Atualmente sou redator em uma agência de comunicação, onde desenvolvo planejamentos e campanhas de comunicação diariamente. Recentemente recebi um convite, em que poderei aliar, mais uma vez, o útil ao agradável. O Clube do RP de Pernambuco, apesar de estar em stand by, é um projeto no qual me orgulho muito!

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

A mais promissora é sem dúvida onde as mídias sociais são mais atuantes. Me identifico muito com o terceiro setor, responsabilidade social, economia solidária, sustentabilidade, essas áreas. Mas em curto prazo, mídias, redes e tecnologias digitais de comunicação, são a boa da vez.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro? 

Acredito que estará meio como aquele filme, O Homem Bicentenário, ou Inteligência Artificial. Penso que seja meio por aí…

VRP: Qual sua opinião sobre o projeto de flexibilização da profissão?

Putz! É um assunto delicado. O projeto de flexibilização pode representar um retrocesso, indo de encontro a todas as conquistas da profissão nesses 100 anos.

VRP: RP e empreendedorismo combinam? 

Um é a extensão do outro e vice e versa. Respondendo a pergunta, sim!

VRP: Qual mensagem deixa para os estudantes e recém-formados em Relações Públicas? 

Não há caminho senão o da educação. Estudem rapaziada, trabalhem muito. Afinal, o trabalho enobrece…

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