076 – RP escreve a sua história com Paulo Regis Salgado

rp-facebookQuem conta sua história hoje é o Professor Paulo Regis Salgado, que tem graduação em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas, pela Universidade Anhembi Morumbi; Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, pelo Curso de Formação de Oficiais – CFO, da Academia de Polícia Militar do Barro Branco – APMBB; graduação em Educação Física pela Escola de Educação Física (EEF), da Polícia Militar do Estado de São Paulo- PMSP. Mestre em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, pelo Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais – CAO  e Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, no Curso Superior de Polícia – CSP, pelo Centro de Altos Estudos de Segurança (CAES) da Polícia Militar de SP.

Possui trabalhos voltados para os temas de Comunicação Comunitária e Redefinição da Polícias Brasileiras, com foco nas políticas públicas de segurança. É autor do livro Protocolo, Cerimonial e Etiqueta em eventos, já na 2º edição, pela editora Paulus. Coordenou o curso de Relações Públicas na FAPCOM e atualmente é professor do curso de RP na mesma instituição.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

PR: A minha vida profissional em Relações Públicas , tem a relação com a minha outra atividade como oficial da Policia Militar do Estado de São Paulo e sendo ambas profissão ou atividades que exigem comportamento muito adequado no relacionamento e no atendimento do público, eu me impus uma exigência de trabalhar essas atividades com a maior qualidade possível. E não teria outro curso a fazer senão o de Relações Públicas, então essa foi a minha opção profissional: Relações Públicas a minha primeira alternativa, relações Públicas a minha segunda alternativa, Relações Públicas minha terceira alternativa e todas as acima.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas? PR Livro 024

PR: O cenário brasileiro das relações públicas, é um cenário de muitas alternâncias. Nós vislumbramos momentos que a profissão tem uma tendência de crescimento, tem momento que há umas instabilidade nesse crescimento e momentos até que eu não diria de decréscimo, mas de esquecimento da profissão.

Hoje eu vejo com muito otimismo o crescimento principalmente por essa safra de jovens profissionais que estão saindo das universidade. E aqui mesmo na FAPCOM nós tivemos o evento “100 ano de Relações Públicas no Brasil”, identificamos exatamente isso, embora alguns indicadores, algumas pesquisas como o da professora Maria Aparecida Ferrari, indicasse um quadro de estagnação, nós identificamos que dos 8 egressos que estiveram conosco, todos eles estão no mercado atuando diretamente na área de Relações Públicas, então vejo com muito otimismo o cenário.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira a ser Relações Públicas?

PR: Eu tive na Universidade professores como: Candido Teobaldo de Souza, Terezinha ( Filha do Teobaldo), Maristela e esses profissionais a época me inspiraram muito. Hoje tenho parceiros de profissão Ana Mansur, Fábio França, Flávio Schmidt, Maria Aparecida Ferrari, que são ícones e símbolos dessa profissão.Entendo e vejo na figura de todos eles, profissionais já consagrados que tem uma projeção muito grande no mercado e paralelamente orgulho de ter ex-alunos como Pedro Prochno, Laís, que já estão com uma projeção na carreira ou já são uma realidade na carreira de Relações Públicas e isso me estimula muito a continuar tendo os meus professores como ídolos, alguns contemporâneos como Fábio França, Maria Aparecida Ferrari e já os alunos e ex-alunos que superam os mestres como diz o ditado.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

PR: Não entendo que seja valorizada como deveria, mas também não entendo, não tenho essa visão pessimista que seja desvalorizada. Vejo as vezes uma falta de iniciativa ou de ousadia, diria melhor, de alguns profissionais de se posicionarem no mercado como estrategista de comunicação e Relações Públicas. Mas volto dizer que o quadro é muito otimista nessa nova safra que temos identificado no mercado.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

PR: Eu particularmente tive um professor na Academia do Barro Branco, Coronel Celso Feliciano de Oliveira, que também é profissional de Relações Públicas e foi presidente da ABRP nos idos de 1986/87. Ele dizia exatamente que Relações Públicas tem que ser entendida como a profissão do diálogo e hoje se traduzimos a profissão do diálogo , vamos entender todo tipo de relacionamento de parceria, fidelização, que é exatamente o que as organizações modernas buscam, interagir no cenário social , no macroambiente em uma sociedade de públicos. então a minha mensagem seria essa, entender as Relações Públicas como a profissão do diálogo.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

PR:Eu não vejo dificuldades, eu vejo oportunidades. Entre ameaças e oportunidades, eu vejo a oportunidade de expandir, exatamente fazendo com que os possíveis profissionais de maior valor e não entendo sim, mas, se esse preconceito existe, que esses profissionais estejam atuando no mercado do Norte/Nordeste com palestras, com seminários, com simpósios como tem feito as entidades de classes , levar as mensagens do Sudeste para essa nova área. Eu vejo então como uma oportunidade e desafio.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

PR:Vejo exatamente a ocupação de um atividade, no desenvolvimento de uma atividade que trará para as organizações maior capacidade e otimização no seu relacionamentos com os públicos de interesse, com os públicos essenciais como diz Fábio França. Eu acredito desde a sua regulamentação nos idos de 1967, essa seja a contribuição com toda carga do Governo Militar, com todas possíveis possibilidades de desregulamentação, vejo exatamente essa visão de proporcionar as organizações parcerias relacionamentos , enfim, alianças que são fundamentais no mundo e isso se acentua cada vez mais , não se faz nada sozinho, então a visão de Relações Públicas a partir daquela recomendação da profissão do diálogo é essa aproximação e vejo esse realmente o fulcro da atividade de Relações Públicas.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP?

PR: Como disse de inicio paralelamente a minha outra formação como oficial da Policia Militar do Estado de São Paulo, na área governamental tive uma atuação muito enfática , desde a Academia Militar do Barro Branco a Quinta Sessão do Estado Maior da Policia Militar, que é um órgão de Comunicação e Relações Públicas da Corporação. Neste contexto desenvolvi atividades de Assessoria de Imprensa , Comunicação Interna e Externa, porta-voz, tive o privilégio de ser designado de forma pioneira porta-voz da Policia Militar em 1997 e paralelamente a isso, após a minha aposentadoria na Policia Militar tive uma agência de Relações Públicas e desenvolvemos trabalhos com inúmeras empresas, vários clientes que nos pediram trabalhos, ou pediram para então agência e a minha experiência foi muito marcante tanto na área governamental como na área de assessoria e consultoria, tivemos a oportunidade de praticar muitas das atividades de RP.

E finalmente completando o lado acadêmico na Universidade Metodista, no grupo FAM/FIAM/FMU e na FAPCOM, poder escrever um livro sobre Protocolo, Cerimonial e Etiqueta em Eventos e um capítulo no livro Relações Estratégicas cujo a organização foi do Luiz Alberto de Farias.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

PR: Embora eu possa modesta a parte dizer que tenho uma experiência grande na área de eventos , cerimonial e protocolo e na área governamental, eu vejo todas as áreas, comunicação, gestão de crise, comunicação organizacional, planejamento e gerenciamento de comunicação, enfim , a uma vinculação muito grande do que o profissional tem como sonho , do que o profissional acredita mais , onde ele se sente melhor e as oportunidades que o mercado oferece. Vejo todas as áreas como extremamente proliferadoras e contempladoras das atividades de RP, não vejo uma sobrepondo a outra como não via no passado e não vejo no futuro. vai muito do posicionamento do próprio profissional.

Ainda vislumbrando de momento a atuação dos profissionais nas redes sociais, que é um novo mercado é uma nova área, em crescimento. Atuação na área do terceiro setor que está em crescimento, como vejo uma carência no primeiro setor na área governamental. Então todos esses são um nicho , são campos que nós poderemos atuar de forma mais promissora , mas vai muito, volto a dizer da iniciativa e do dom do próprio profissional.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

PR: Como citamos na questão anterior do centenário das Relações Públicas , nos próprios eventos da FAPCOM, eu vejo um crescimento otimista , eu vejo um mercado em expansão. Vejo assim a necessidade o professor Fábio França , de que nós profissionais e principalmente os profissionais recém saídos, egressos, tem uma visão estratégica das Relações Públicas e não uma visão pontual das Relações Públicas. Nesse contexto de profissionais com a visão estratégica com uma atuação onipresente e abrangente nas organizações , vejo um mercado extremamente promissor e como as pesquisas tem mostrando uma tendência de aumento na ordem de 8 a 10 % na atividade de Relações Públicas

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