077 – RP escreve a sua história com Fabio Polisel

rp-facebookCom a carreira focada em Relações Públicas e Marketing Político Fabio Polisel é autor da coluna de Cerimonial & Eventos do #blogRelações, e atualmente trabalha com a função de Relações Públicas, no planejamento de eventos e planejamento estratégico na prefeitura de São Bernardo do Campo. Responsável pela organização de mais de 4 mil eventos ao logo dos últimos 9 anos também é empreendedor na área de eventos, sendo sócio proprietário da empresa Infinity Buffet.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

R.: Desde o início do ensino médio já sabia que a minha área seria a da comunicação, pesquisei jornalismo, publicidade e quando encontrei as relações públicas não tive dúvidas, era um pouco de  cada área e uma possibilidade infinita de campo de atuação, este leque de possibilidade que me chamou a atenção.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

R.: Para mim o cenário atual ainda não é o ideal, mas está em fase de transformação, cada vez mais, novos profissionais, com novas ideias estão surgindo e debatendo com aqueles que sempre defenderam os mesmos ideais. Vejo uma tendência forte para RP no campo de gestão das mídias e especialmente nas Relações Governamentais. Além das grandes empresas, a empresas médias já estão entendendo a importância e  necessidade de ter um profissional capaz de buscar relacionamentos sustentáveis com o Governo. Fabio Polisel

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira a ser Relações Públicas?

R.: Não consigo expor apenas um ou dois nomes em especial, acredito que as minhas referências são os profissionais que de alguma forma conseguem ter êxito naquilo que se dedicam, não é apenas o tempo e experiência profissional que valorizam o bom profissional, para mim é uma somatória de diversos atributos. Neste tempo de trabalho com as relações públicas tenho tido inspirações e referencias de jovens profissionais até mesmo grandes nomes famosos de nossa literatura.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

R.: Infelizmente ainda não. Acho que os processos e a comunicação com os nossos representantes não são estreitos como deveriam ser, na teoria, pela base de nosso trabalho, deveríamos ter o conselho mais atuante de todas as profissões. Mas também acredito no outro lado, de que nem sempre devemos jogar a responsabilidade da legitimação e reconhecimento de nossa profissão somente nas mãos dos nossos representantes. Todos os profissionais deveriam se comprometer em buscar soluções, em divulgar as nossas funções e não esperar o tempo passar e apenas se lamentar.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

R.: Gostaria de saber que daqui a 100 anos a profissão já terá finalmente superado os seus desafios, conquistado o tão esperado reconhecimento e continuado a sua trajetória de adaptação e contemporaneidade sintonizada com as necessidades dos novos tempos, sem nunca deixar que o mundo perca a essência e o cuidado das relações humanas entre o cliente e o seus públicos de interesse, o que melhor o RP sabe desenvolver.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

R.: Estamos muito atrelados ao desenvolvimento de nossa economia, o incentivo do Governo ao desenvolvimento descentralizado e a aceleração da economia possibilitam novos negócios e oportunidades. As pesquisas mostram que já fomos muito mais centralizadores em número de vagas e isso vem mudando (bem lentamente) com o tempo.

Acredito também que muitas empresas que estão distribuídas por várias outras regiões pelo Brasil precisam sim de profissionais com todas as qualidades e potenciais que nós RP temos, mas que estas empresas nem mesmo nos conhece, não sabem da importância e o nosso papel, de como e podemos contribuir para o desenvolvimento regional. É neste sentido que entra a nossa luta juntamente com os conselhos na divulgação de nossas funções. Na medida em que exista uma maior compreensão de nossas funções, aumentará a procura e por consequência novas vagas de trabalho formais.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

Acredito que o maior legado é o incentivo às marcas para a contribuição social, a criação e desenvolvimento desta nova mentalidade de que os consumidores não aceitam mais a marca que apenas vendem para lucrar e nada mais. A construção dos conceitos e práticas de sustentabilidade, de Responsabilidade Social, de visão estratégica, do modelo “simétrico de duas mãos” são legados de transformação do país que estão totalmente atrelados ao trabalho das relações públicas.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP?

Como disse anteriormente, o leque de possibilidade de atuações foi o principal incentivo. Foi durante a universidade que fortaleci a minha certeza pela escolha da profissão. A possibilidade de ser um estrategista, de desenvolver ações e principalmente de implantar novos processos pensando sempre com criatividade é um estimulo diário para mim. Tenho muito orgulho de poder dizer que sou um RP, não é preciso estar contratado necessariamente com o cargo de relações públicas, nem todas as empresas dispõe de vagas com esta nomenclatura, isso acontece muito em empresas públicas, mas em quase todas você consegue exercer a sua profissão, em utilizar todo o conhecimento e funções de um RP para implantar os seus projetos, e naquele momento, quando conseguir obter o seu êxito vão saber que o profissional que se dedicou foi um RP.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

As Relações Governamentais, faltam profissionais nesta área, e os poucos que se dedicam são muito bem valorizados, cada vez mais as empresas precisam estar em sintonia com o Governo e o Governo com as empresas, o profissional mais gabaritado para exercer esta ponte é sem dúvidas o RP.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

R.: Acredito que as Relações Publicas estarão sempre se renovando em sintonia com as necessidades dos novos tempos, com as novas plataformas de comunicação que irão surgir a criatividade do profissional, o planejamento e a busca pelo melhor relacionamento das empresas com seus públicos continuarão. Não consigo vislumbrar um futuro sem atrelar a dependências das empresas e grandes marcas isoladas do interesse dos seus públicos, cabe a nós continuarmos o fortalecimento e divulgação de nossas funções.

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2 pensamentos sobre “077 – RP escreve a sua história com Fabio Polisel

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